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Dor crónica musculoesquelética

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Resumo:Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), a dor é uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão. É a causa mais comum a nível mundial para a procura de auxílio médico, deste modo, o doente deve ser avaliado em função de diversos fatores, físicos, psicológicos, sociais e económicos. A dor aguda é um fenómeno fisiológico de alerta fundamental para um indivíduo como consequência de um traumatismo, processo inflamatório ou cirúrgico que tende a desaparecer com o tempo. Por outro lado, a dor crónica persiste por um período de tempo prolongado (superior a 3 meses) e não apresenta qualquer benefício para o doente. A dor crónica afeta principalmente indivíduos do sexo feminino e a sua incidência aumenta com a idade. Estima-se que 36% da população portuguesa sofra de dor crónica, este facto deve-se principalmente ao aumento da esperança média de vida e ao aumento da longevidade dos doentes com comorbilidades causadoras de dor como, afeções musculoesqueléticas (42%), traumatismos (12%), doenças oncológicas (1%), entre outras. O controlo da dor deve ser encarado como uma prioridade nos serviços prestadores de cuidados de saúde, deste modo, a abordagem da dor crónica não se pode cingir a uma especialidade médica, mas sim a uma equipa multidisciplinar que inclui médicos especializados em medicina da dor, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas e técnicos de serviço social. Dado que o índice de envelhecimento tende a aumentar nos próximos anos, este trabalho foca-se na principal causa de dor crónica em Portugal (afeções musculoesqueléticas) e visa descrever o estado da arte no tratamento da dor crónica musculoesquelética tendo em conta as técnicas farmacológicas e não farmacológicas.
Autores principais:Vicente, Fabiana Ferreira
Assunto:Dor Dor crónica musculoesquelética Envelhecimento Tratamento farmacológico Tratamento não darmacológico
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), a dor é uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão. É a causa mais comum a nível mundial para a procura de auxílio médico, deste modo, o doente deve ser avaliado em função de diversos fatores, físicos, psicológicos, sociais e económicos. A dor aguda é um fenómeno fisiológico de alerta fundamental para um indivíduo como consequência de um traumatismo, processo inflamatório ou cirúrgico que tende a desaparecer com o tempo. Por outro lado, a dor crónica persiste por um período de tempo prolongado (superior a 3 meses) e não apresenta qualquer benefício para o doente. A dor crónica afeta principalmente indivíduos do sexo feminino e a sua incidência aumenta com a idade. Estima-se que 36% da população portuguesa sofra de dor crónica, este facto deve-se principalmente ao aumento da esperança média de vida e ao aumento da longevidade dos doentes com comorbilidades causadoras de dor como, afeções musculoesqueléticas (42%), traumatismos (12%), doenças oncológicas (1%), entre outras. O controlo da dor deve ser encarado como uma prioridade nos serviços prestadores de cuidados de saúde, deste modo, a abordagem da dor crónica não se pode cingir a uma especialidade médica, mas sim a uma equipa multidisciplinar que inclui médicos especializados em medicina da dor, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas e técnicos de serviço social. Dado que o índice de envelhecimento tende a aumentar nos próximos anos, este trabalho foca-se na principal causa de dor crónica em Portugal (afeções musculoesqueléticas) e visa descrever o estado da arte no tratamento da dor crónica musculoesquelética tendo em conta as técnicas farmacológicas e não farmacológicas.