Publicação
Alveolite : uma complicação pós exodontia
| Resumo: | Uma das complicações mais frequente após a exodontia é a alveolite seca. Esta manifesta-se geralmente entre o segundo e o quarto dia após a exodontia e caracteriza-se clinicamente pela ausência total ou parcial do coágulo no alvéolo, encontrando-se este vazio, com restos alimentares e/ou tecido necrótico, dor constante e pulsátil que se estende para a zona da têmpora, pescoço, ouvido, e globo ocular, que não cede a analgésicos, inflamação na mucosa ao redor do alvéolo e halitose. A sua etiologia ainda não está completamente esclarecida, no entanto, considera-se uma associação de vários fatores de risco como o género, a idade, os hábitos tabágicos, uso de contracetivos orais e ciclo menstrual, baixa experiência do médico dentista, cirurgias traumáticas, entre outros. As medidas preventivas podem ser não farmacológicas ou farmacológicas, desde a diminuição ou eliminação dos fatores de risco, até à utilização de agentes de suporte de coágulo, antibióticos, agentes antifibrinolíticos, colutórios antissépticos e anti inflamatórios não esteroides. O seu tratamento passa por um controlo da dor até que ocorra a cicatrização completa do alvéolo, tendo um caracter essencialmente paliativo. Algumas das opções são a limpeza do alvéolo, medicação intra-alveolar e sistémica, bem como terapia com laser de baixa intensidade. Existem inúmeros métodos e medidas preventivas estudados, bem como várias opções de tratamento, no entanto, os estudos presentes na literatura apresentam conclusões bastante díspares, maioritariamente devido a dimensões de amostras, metodologias e critérios de diagnóstico pouco homogéneos e subjetivos. Não existe, portanto, consenso sobre qual a melhor terapêutica e medida preventiva, passando essencialmente por uma opção pessoal do médico dentista. |
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| Autores principais: | Matos, Ana Rita Cardoso |
| Assunto: | Alveolite seca Fatores de risco Medidas preventivas Tratamento |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Uma das complicações mais frequente após a exodontia é a alveolite seca. Esta manifesta-se geralmente entre o segundo e o quarto dia após a exodontia e caracteriza-se clinicamente pela ausência total ou parcial do coágulo no alvéolo, encontrando-se este vazio, com restos alimentares e/ou tecido necrótico, dor constante e pulsátil que se estende para a zona da têmpora, pescoço, ouvido, e globo ocular, que não cede a analgésicos, inflamação na mucosa ao redor do alvéolo e halitose. A sua etiologia ainda não está completamente esclarecida, no entanto, considera-se uma associação de vários fatores de risco como o género, a idade, os hábitos tabágicos, uso de contracetivos orais e ciclo menstrual, baixa experiência do médico dentista, cirurgias traumáticas, entre outros. As medidas preventivas podem ser não farmacológicas ou farmacológicas, desde a diminuição ou eliminação dos fatores de risco, até à utilização de agentes de suporte de coágulo, antibióticos, agentes antifibrinolíticos, colutórios antissépticos e anti inflamatórios não esteroides. O seu tratamento passa por um controlo da dor até que ocorra a cicatrização completa do alvéolo, tendo um caracter essencialmente paliativo. Algumas das opções são a limpeza do alvéolo, medicação intra-alveolar e sistémica, bem como terapia com laser de baixa intensidade. Existem inúmeros métodos e medidas preventivas estudados, bem como várias opções de tratamento, no entanto, os estudos presentes na literatura apresentam conclusões bastante díspares, maioritariamente devido a dimensões de amostras, metodologias e critérios de diagnóstico pouco homogéneos e subjetivos. Não existe, portanto, consenso sobre qual a melhor terapêutica e medida preventiva, passando essencialmente por uma opção pessoal do médico dentista. |
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