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Protocolos de gestão de pacientes anticoagulados submetidos a cirurgia oral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pacientes em terapia anticoagulante são cada vez mais frequentes em consultas de medicina dentária. Esta é administrada em pessoas com maior risco tromboembólico, o que resulta num maior risco hemorrágico em caso de necessidade de intervenção dentária cirúrgica. A existência de diferentes tipos de anticoagulantes tais como os antagonistas da vitamina K, anticoagulantes orais diretos e heparinas de baixo peso molecular faz com que estes atuem no organismo por via de diferentes mecanismos e perfis cinéticos, implicando também a aplicação de diferentes abordagens de gestão. Metodologicamente, procede-se a uma revisão crítica da literatura recente e de recomendações clínicas que se organizam em torno de uma decisão individualizada, sustentada por estratificação dual do risco (doente/procedimento) e por protocolos pré-, intra e pós-operatórios. São destacadas condutas específicas por classe farmacológica como a suspensão controlada e a utilização de antídotos, a importância da comunicação com o médico assistente e da reconciliação terapêutica em cenários de comorbilidade ou polimedicação, bem como o papel da técnica atraumática, a aplicação de novos hemostáticos locais e das instruções pós-operatórias. A aplicação sistemática de protocolos estruturados, aliada a formação contínua e auditoria, promove cuidados consistentes e centrados no doente, minimizando complicações hemorrágicas sem comprometer a segurança trombótica, e aponta linhas de investigação futura para padronização de desfechos e clarificação do uso de adjuvantes hemostáticos.
Autores principais:Vieira, Rita Morgado
Assunto:Anticoagulantes Medicina dentária Cirurgia oral Novos anticoagulantes orais
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Pacientes em terapia anticoagulante são cada vez mais frequentes em consultas de medicina dentária. Esta é administrada em pessoas com maior risco tromboembólico, o que resulta num maior risco hemorrágico em caso de necessidade de intervenção dentária cirúrgica. A existência de diferentes tipos de anticoagulantes tais como os antagonistas da vitamina K, anticoagulantes orais diretos e heparinas de baixo peso molecular faz com que estes atuem no organismo por via de diferentes mecanismos e perfis cinéticos, implicando também a aplicação de diferentes abordagens de gestão. Metodologicamente, procede-se a uma revisão crítica da literatura recente e de recomendações clínicas que se organizam em torno de uma decisão individualizada, sustentada por estratificação dual do risco (doente/procedimento) e por protocolos pré-, intra e pós-operatórios. São destacadas condutas específicas por classe farmacológica como a suspensão controlada e a utilização de antídotos, a importância da comunicação com o médico assistente e da reconciliação terapêutica em cenários de comorbilidade ou polimedicação, bem como o papel da técnica atraumática, a aplicação de novos hemostáticos locais e das instruções pós-operatórias. A aplicação sistemática de protocolos estruturados, aliada a formação contínua e auditoria, promove cuidados consistentes e centrados no doente, minimizando complicações hemorrágicas sem comprometer a segurança trombótica, e aponta linhas de investigação futura para padronização de desfechos e clarificação do uso de adjuvantes hemostáticos.