Publicação
Perfil epidemiológico, comportamental e molecular de indivíduos recém-diagnosticados com VIH-1 em Cabo Verde
| Resumo: | Introdução: O diagnóstico de VIH com Mutações de Resistência Transmitida (TDR) limita a opção terapêuticas e consequentemente dificulta a gestão de casos VIH-1. Objetivo: Este artigo tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico molecular e de TDR em indivíduos com diagnóstico recente de VIH-1, no período de 2018 a 2020. Materiais e métodos: O gene pol VIH-1 foi amplificado e sequenciado pelo método Sanger. A análise da sequência genómica foi realizada utilizando a ferramenta de Stanford Calibrated Population Resistance para detetar mutações de resistência transmitida, e os níveis de resistência aos diferentes fármacos foram analisados com base no algoritmo Stanford HIVdb Program. Os dados epidemiológicos e comportamentais foram obtidos através de questionários. Resultados: Dos 176 participantes com VIH-1 diagnosticados de novo, 52,3% eram do sexo masculino e 47,2% feminino, e a maioria pertencia à faixa etária dos 35 a 64 anos. O contacto heterossexual foi o modo de transmissão reportado na maioria dos casos (92,6 %). 73 sequências foram genotipadas com sucesso. O CRF02_AG (41%) foi o subtipo mais prevalente seguido por subtipo G (37%) e B (10%). TDR foi de 9,6% (n=7). A prevalência de mutações de resistência aos Inibidores Nucleósideos da Transcriptase Reversa foi de 2.75% e as associadas aos Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa foi de 9.6% (n=7). K103N (5.5%) e M184V (2.7%) foram as mutações mais prevalentes. A maioria das mutações foram detetadas em estirpes do CFR02_AG (57.1%). Conclusão: A elevada resistência aos Não Nucleósidos da Transcriptase Reversa (NNRTIs) pode comprometer a eficácia dos regimes terapêuticos atuais no país, destacando a necessidade de considerar o uso de um inibidor da integrase, como o Dolutegravir, como opção de primeira linha de tratamento, além de uma vigilância contínua para garantir sua eficácia e durabilidade. |
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| Autores principais: | Leal, Silvânia da Veiga |
| Outros Autores: | Araújo, Isabel Inês de Pina; Pimentel, Victor; Parreira, Ricardo; Gonçalves, Paloma; Pingarilho, Marta; Taveira, Nuno; Abecasis, Ana Barroso |
| Assunto: | Terapia antirretroviral VIH-1 mutações resistência transmitida aos medicamentos epidemiologia molecular |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | contribuição para revista |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: O diagnóstico de VIH com Mutações de Resistência Transmitida (TDR) limita a opção terapêuticas e consequentemente dificulta a gestão de casos VIH-1. Objetivo: Este artigo tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico molecular e de TDR em indivíduos com diagnóstico recente de VIH-1, no período de 2018 a 2020. Materiais e métodos: O gene pol VIH-1 foi amplificado e sequenciado pelo método Sanger. A análise da sequência genómica foi realizada utilizando a ferramenta de Stanford Calibrated Population Resistance para detetar mutações de resistência transmitida, e os níveis de resistência aos diferentes fármacos foram analisados com base no algoritmo Stanford HIVdb Program. Os dados epidemiológicos e comportamentais foram obtidos através de questionários. Resultados: Dos 176 participantes com VIH-1 diagnosticados de novo, 52,3% eram do sexo masculino e 47,2% feminino, e a maioria pertencia à faixa etária dos 35 a 64 anos. O contacto heterossexual foi o modo de transmissão reportado na maioria dos casos (92,6 %). 73 sequências foram genotipadas com sucesso. O CRF02_AG (41%) foi o subtipo mais prevalente seguido por subtipo G (37%) e B (10%). TDR foi de 9,6% (n=7). A prevalência de mutações de resistência aos Inibidores Nucleósideos da Transcriptase Reversa foi de 2.75% e as associadas aos Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa foi de 9.6% (n=7). K103N (5.5%) e M184V (2.7%) foram as mutações mais prevalentes. A maioria das mutações foram detetadas em estirpes do CFR02_AG (57.1%). Conclusão: A elevada resistência aos Não Nucleósidos da Transcriptase Reversa (NNRTIs) pode comprometer a eficácia dos regimes terapêuticos atuais no país, destacando a necessidade de considerar o uso de um inibidor da integrase, como o Dolutegravir, como opção de primeira linha de tratamento, além de uma vigilância contínua para garantir sua eficácia e durabilidade. |
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