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Perceção da doença, medo da progressão da doença e qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento das taxas de sobrevivência do cancro da mama está associado à melhoria na deteção e no tratamento precoce da doença. No entanto, as mulheres sobreviventes de cancro da mama apresentam frequentemente comorbilidades físicas e psicológicas, sendo uma das mais comuns o medo da progressão da doença. A perceção que estas mulheres têm acerca da sua condição pode contribuir para o aumento deste medo, o qual, por sua vez, pode comprometer a sua qualidade de vida. O presente estudo teve como principais objetivos analisar a relação entre a perceção da doença, o medo da progressão da doença e a qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama, bem como compreender em que medida a perceção da doença e o medo da progressão podem predizer os níveis de qualidade de vida nesta população. A amostra foi constituída por 101 mulheres sobreviventes de cancro da mama, com idades compreendidas entre os 29 e os 65 anos. Foram utilizados um questionário sociodemográfico e clínico, a Fear of Progression Questionnaire – Short Form (FOP-Q-SF), o Brief Illness Perception Questionnaire (Brief-IPQ) e o EORTC QLQ-C30 Quality of Life Questionnaire. Os resultados revelaram que níveis mais elevados de medo da progressão e perceções mais ameaçadoras da doença se associaram a uma pior qualidade de vida. Contudo, apenas a perceção da doença se mostrou um preditor significativo. Perceções mais negativas da doença associaram-se a níveis mais baixos de qualidade de vida, reforçando a importância de compreender e intervir nas perceções da doença em sobreviventes de cancro da mama.
Autores principais:Felício, Joana Rita Amador
Assunto:Sobreviventes de cancro da mama Perceção da doença Medo da progressão da doença Qualidade de vida Psicologia da saúde Adaptação psicológica
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:O aumento das taxas de sobrevivência do cancro da mama está associado à melhoria na deteção e no tratamento precoce da doença. No entanto, as mulheres sobreviventes de cancro da mama apresentam frequentemente comorbilidades físicas e psicológicas, sendo uma das mais comuns o medo da progressão da doença. A perceção que estas mulheres têm acerca da sua condição pode contribuir para o aumento deste medo, o qual, por sua vez, pode comprometer a sua qualidade de vida. O presente estudo teve como principais objetivos analisar a relação entre a perceção da doença, o medo da progressão da doença e a qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama, bem como compreender em que medida a perceção da doença e o medo da progressão podem predizer os níveis de qualidade de vida nesta população. A amostra foi constituída por 101 mulheres sobreviventes de cancro da mama, com idades compreendidas entre os 29 e os 65 anos. Foram utilizados um questionário sociodemográfico e clínico, a Fear of Progression Questionnaire – Short Form (FOP-Q-SF), o Brief Illness Perception Questionnaire (Brief-IPQ) e o EORTC QLQ-C30 Quality of Life Questionnaire. Os resultados revelaram que níveis mais elevados de medo da progressão e perceções mais ameaçadoras da doença se associaram a uma pior qualidade de vida. Contudo, apenas a perceção da doença se mostrou um preditor significativo. Perceções mais negativas da doença associaram-se a níveis mais baixos de qualidade de vida, reforçando a importância de compreender e intervir nas perceções da doença em sobreviventes de cancro da mama.