Publicação
Tipos de superfícies de implantes dentários
| Resumo: | No corrente século, a colocação de implantes dentários manifesta-se como uma opção terapêutica bastante válida para reabilitação de espaços edêntulos, tendo o seu sucesso sido acompanhado com a introdução do conceito de osseointegração por Branemark, permitindo uma reabilitação mais rápida, bem como uma melhoria substancial na taxa de sucesso em casos complexos. A literatura atual mostra-nos que uma superfície rugosa é proporcional a uma boa capacidade de osseointegração, intimamente ligada a uma densa e resistente película de filme de óxido na superfície do implante, formada pelo contacto com o ar ou fluidos fisiológicos. Taxativamente, o sucesso clínico do processo de osseointegração está correlacionado com um aumento de propriedades como a molhabilidade ou hidrofilia. Uma adequada morfologia da superfície de implantes, sem comprometimento do comportamento biológico e mecânico do implante, pode promover um aumento da molhabilidade e inclusive a estimulação de plaquetas e células osteogénicas.Técnicas de tratamento de superficie de implantes tal como o jateamento com partículas abrasivas, condicionamento ácido com ácido clorídrico, ácido sulfúrico, ácido nítrico ou ácido fluorídrico ou até mesmo a combinação dos métodos podem ser utilizadas para aumentar a rugosidade, de modo a manipular a textura a uma escala macro, micro e nanométrica. Este grau de osseointegração pode ser mensurado através da percentagem do contacto ósseo sobre todo o perímetro do implante. Neste contexto, a presente revisão narrativa tem como objetivo analisar diferentes tipos de tratamento de superfície tendo em conta características como a rugosidade do implante e a morfologia da superfície do mesmo. |
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| Autores principais: | Pires, Sara Isabel Pinheiro |
| Assunto: | Implante Titânio Osseointegração Superfícies de implantes Tratamento de superfícies Rugosidade de superfície Superfícies bioactivas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | No corrente século, a colocação de implantes dentários manifesta-se como uma opção terapêutica bastante válida para reabilitação de espaços edêntulos, tendo o seu sucesso sido acompanhado com a introdução do conceito de osseointegração por Branemark, permitindo uma reabilitação mais rápida, bem como uma melhoria substancial na taxa de sucesso em casos complexos. A literatura atual mostra-nos que uma superfície rugosa é proporcional a uma boa capacidade de osseointegração, intimamente ligada a uma densa e resistente película de filme de óxido na superfície do implante, formada pelo contacto com o ar ou fluidos fisiológicos. Taxativamente, o sucesso clínico do processo de osseointegração está correlacionado com um aumento de propriedades como a molhabilidade ou hidrofilia. Uma adequada morfologia da superfície de implantes, sem comprometimento do comportamento biológico e mecânico do implante, pode promover um aumento da molhabilidade e inclusive a estimulação de plaquetas e células osteogénicas.Técnicas de tratamento de superficie de implantes tal como o jateamento com partículas abrasivas, condicionamento ácido com ácido clorídrico, ácido sulfúrico, ácido nítrico ou ácido fluorídrico ou até mesmo a combinação dos métodos podem ser utilizadas para aumentar a rugosidade, de modo a manipular a textura a uma escala macro, micro e nanométrica. Este grau de osseointegração pode ser mensurado através da percentagem do contacto ósseo sobre todo o perímetro do implante. Neste contexto, a presente revisão narrativa tem como objetivo analisar diferentes tipos de tratamento de superfície tendo em conta características como a rugosidade do implante e a morfologia da superfície do mesmo. |
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