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Necessidades dos cuidadores informais da pessoa com demência em contexto de institucionalização de longo prazo: revisão scoping

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: Assumir a decisão de institucionalizar a pessoa com demência é uma situação que desencadeia stress nos cuidadores informais, verificando-se relatos de sentimentos de perda de controlo, solidão, isolamento, culpabilização e vergonha por não conseguirem manter o papel de cuidadores. É fundamental conhecer quais são as necessidades sentidas pelos cuidadores informais da pessoa com demência em contexto de institucionalização de longo prazo, de modo a poder ser realizada uma intervenção centrada na pessoa, englobando o seu familiar como parte do cuidar. Objetivo: Identificar as necessidades dos cuidadores informais da pessoa com demência em contexto de institucionalização de longo prazo. Método: Revisão Scoping desenvolvida sob as orientações do Joanna Briggs Institute, com recurso a pesquisa no motor de busca EBSCO, nas bases de dados MEDLINE e CINAHL, e na base de dados ScienceDirect, com o friso temporal de 2009 a 2018. Resultados: Foram selecionados seis artigos que envolveram cuidadores de pessoas com demência em contexto de institucionalização de longo prazo. Verificou-se que existem necessidades distintas nas fases pré e pós-institucionalização. A pré-institucionalização relacionada com o processo de tomada de decisão de institucionalizara pessoa, onde se incluem as necessidades deconhecer previamente a instituição e a existência de uma rede de apoio que suporte a decisão. A pós-institucionalização, diz respeito a todas as necessidades que surgem desde o momento de admissão da pessoa na instituição de cuidados a longo prazo, nomeadamente o acolhimento, o apoio durante as visitas, o estabelecimento de uma parceria com os cuidadores formais, a monitorização da qualidade dos cuidados e as questões financeiras. Conclusão: A institucionalização da pessoa com demência desencadeia nos cuidadores informais novos focos de necessidades que devem ser alvo de intervenção por parte dos profissionais de saúde, de modo a facilitar o processo de transição subjacente.
Autores principais:Fernandes, Júlio Belo
Outros Autores:Vareta, Diana Alves; Castro, Florencio Vicente
Assunto:Demência Cuidador Família Institucionalização
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:contribuição para revista
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Enquadramento: Assumir a decisão de institucionalizar a pessoa com demência é uma situação que desencadeia stress nos cuidadores informais, verificando-se relatos de sentimentos de perda de controlo, solidão, isolamento, culpabilização e vergonha por não conseguirem manter o papel de cuidadores. É fundamental conhecer quais são as necessidades sentidas pelos cuidadores informais da pessoa com demência em contexto de institucionalização de longo prazo, de modo a poder ser realizada uma intervenção centrada na pessoa, englobando o seu familiar como parte do cuidar. Objetivo: Identificar as necessidades dos cuidadores informais da pessoa com demência em contexto de institucionalização de longo prazo. Método: Revisão Scoping desenvolvida sob as orientações do Joanna Briggs Institute, com recurso a pesquisa no motor de busca EBSCO, nas bases de dados MEDLINE e CINAHL, e na base de dados ScienceDirect, com o friso temporal de 2009 a 2018. Resultados: Foram selecionados seis artigos que envolveram cuidadores de pessoas com demência em contexto de institucionalização de longo prazo. Verificou-se que existem necessidades distintas nas fases pré e pós-institucionalização. A pré-institucionalização relacionada com o processo de tomada de decisão de institucionalizara pessoa, onde se incluem as necessidades deconhecer previamente a instituição e a existência de uma rede de apoio que suporte a decisão. A pós-institucionalização, diz respeito a todas as necessidades que surgem desde o momento de admissão da pessoa na instituição de cuidados a longo prazo, nomeadamente o acolhimento, o apoio durante as visitas, o estabelecimento de uma parceria com os cuidadores formais, a monitorização da qualidade dos cuidados e as questões financeiras. Conclusão: A institucionalização da pessoa com demência desencadeia nos cuidadores informais novos focos de necessidades que devem ser alvo de intervenção por parte dos profissionais de saúde, de modo a facilitar o processo de transição subjacente.