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Abuso sexual e pornografia infantil : uma análise comparativa das características psicológicas dos agressores

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O abuso sexual de crianças consiste em qualquer ato sexual de relevo, como cópula, coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos, com uma criança com 14 anos ou menos. A pornografia infantil, por sua vez, inclui representações visuais de condutas sexuais envolvendo menores. O crescimento desta criminalidade específica e o facto de os indivíduos apresentarem determinadas características individuais especificas que podem ser relevantes de serem abordadas para a compreensão do risco para a reincidência nos crimes sexuais revelam a pertinência do presente estudo. Os estudos que têm sido realizados em Portugal têm-se focado essencialmente nas questões mais factuais e sociodemográficas, mas estas não são concebíveis para intervenção. Em termos de literatura internacional, tem vindo a ser demonstrado que as características psicológicas mais comumente presentes nesta população forense especifica constituem as seguintes: distorções cognitivas, défices de intimidade, défices de empatia cognitiva e afetiva, fantasias sexuais desviantes e impulsividade. Adicionalmente, ainda não se verificou consenso quanto à presumível semelhança ou diferença entre abusadores sexuais de contacto e online. Por isso, os objetivos do presente estudo são a caracterização e a comparação destas dimensões psicológicas em abusadores sexuais de contacto e de pornografia infantil. A amostra é constituída por 37 agressores sexuais a cumprirem penas e medidas de execução na comunidade. Os resultados revelam uma prevalência de níveis baixos moderados a baixos em quase todas as dimensões psicológicas avaliadas e a inexistência de diferenças entre os dois grupos de agressores sexuais. Os dados deste estudo, se robustos, podem apontar para necessidades criminógenas semelhantes em abusadores sexuais de crianças e agressores sexuais condenados por pornografia de menores que devem ser abordadas nos programas de intervenção.
Autores principais:Rodrigues, Catarina Alexandra Ferreira
Assunto:Abuso sexual de crianças Pornografia de menores Penas e medidas de execução na comunidade Perfil psicológico
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:O abuso sexual de crianças consiste em qualquer ato sexual de relevo, como cópula, coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos, com uma criança com 14 anos ou menos. A pornografia infantil, por sua vez, inclui representações visuais de condutas sexuais envolvendo menores. O crescimento desta criminalidade específica e o facto de os indivíduos apresentarem determinadas características individuais especificas que podem ser relevantes de serem abordadas para a compreensão do risco para a reincidência nos crimes sexuais revelam a pertinência do presente estudo. Os estudos que têm sido realizados em Portugal têm-se focado essencialmente nas questões mais factuais e sociodemográficas, mas estas não são concebíveis para intervenção. Em termos de literatura internacional, tem vindo a ser demonstrado que as características psicológicas mais comumente presentes nesta população forense especifica constituem as seguintes: distorções cognitivas, défices de intimidade, défices de empatia cognitiva e afetiva, fantasias sexuais desviantes e impulsividade. Adicionalmente, ainda não se verificou consenso quanto à presumível semelhança ou diferença entre abusadores sexuais de contacto e online. Por isso, os objetivos do presente estudo são a caracterização e a comparação destas dimensões psicológicas em abusadores sexuais de contacto e de pornografia infantil. A amostra é constituída por 37 agressores sexuais a cumprirem penas e medidas de execução na comunidade. Os resultados revelam uma prevalência de níveis baixos moderados a baixos em quase todas as dimensões psicológicas avaliadas e a inexistência de diferenças entre os dois grupos de agressores sexuais. Os dados deste estudo, se robustos, podem apontar para necessidades criminógenas semelhantes em abusadores sexuais de crianças e agressores sexuais condenados por pornografia de menores que devem ser abordadas nos programas de intervenção.