Publicação
Conhecimento, atitudes e práticas da automedicação na gravidez em problemas de saúde agudos
| Resumo: | Introdução: A automedicação é uma prática comum na população em geral e, apesar de ser considerada segura quando realizada de forma responsável, assume particular relevância durante a gravidez. A utilização inadequada de medicamentos pode colocar em risco não só a saúde materna, como também o desenvolvimento fetal. Objetivos: O principal objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento, as atitudes e as práticas das grávidas relativamente à automedicação em caso de problemas de saúde agudos. Metodologia: Foi realizado um estudo primário, transversal, descritivo e analítico. Os dados foram recolhidos através de um e -questionário, disponibilizado na plataforma Google Forms entre março e setembro de 2025, e divulgado em redes sociais, farmácias comunitárias e num consultório médico. A análise dos dados foi efetuada com recurso ao IBM SPSS Statistics (versão 30.0) e ao Microsoft Excel. Resultados: A amostra (n = 200) apresentou uma idade média de 31,2 ± 4,8 anos e 62% referiram ter recorrido à automedicação durante a gravidez, sobretudo para tratar cefaleias (48%), constipações (37%) e desconforto gastrointestinal (26%). O paracetamol foi o medicamento mais utilizado (98,90%), seguido dos antiácidos (21,70%). Embora 73% das inquiridas reconhecessem os riscos da automedicação, 41% admitiram recorrer a esta prática. Conclusão: Apesar de um nível de conhecimento globalmente satisfatório sobre os riscos da automedicação, esta prática continua comum entre as grávidas. Os resultados reforçam a necessidade de promover ações de educação para a saúde e de literacia sobre medicamentos, bem como de fortalecer o papel do farmacêutico comunitário enquanto agente ativo na prevenção e na orientação sobre a utilização segura de medicamentos durante a gravidez, contribuindo, deste modo, para a proteção da saúde materno-fetal. |
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| Autores principais: | Domingos, Sara Gomes |
| Assunto: | Gravidez Automedicação Conhecimento Atitudes Práticas Farmacêutico Segurança do medicamento Saúde materna |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: A automedicação é uma prática comum na população em geral e, apesar de ser considerada segura quando realizada de forma responsável, assume particular relevância durante a gravidez. A utilização inadequada de medicamentos pode colocar em risco não só a saúde materna, como também o desenvolvimento fetal. Objetivos: O principal objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento, as atitudes e as práticas das grávidas relativamente à automedicação em caso de problemas de saúde agudos. Metodologia: Foi realizado um estudo primário, transversal, descritivo e analítico. Os dados foram recolhidos através de um e -questionário, disponibilizado na plataforma Google Forms entre março e setembro de 2025, e divulgado em redes sociais, farmácias comunitárias e num consultório médico. A análise dos dados foi efetuada com recurso ao IBM SPSS Statistics (versão 30.0) e ao Microsoft Excel. Resultados: A amostra (n = 200) apresentou uma idade média de 31,2 ± 4,8 anos e 62% referiram ter recorrido à automedicação durante a gravidez, sobretudo para tratar cefaleias (48%), constipações (37%) e desconforto gastrointestinal (26%). O paracetamol foi o medicamento mais utilizado (98,90%), seguido dos antiácidos (21,70%). Embora 73% das inquiridas reconhecessem os riscos da automedicação, 41% admitiram recorrer a esta prática. Conclusão: Apesar de um nível de conhecimento globalmente satisfatório sobre os riscos da automedicação, esta prática continua comum entre as grávidas. Os resultados reforçam a necessidade de promover ações de educação para a saúde e de literacia sobre medicamentos, bem como de fortalecer o papel do farmacêutico comunitário enquanto agente ativo na prevenção e na orientação sobre a utilização segura de medicamentos durante a gravidez, contribuindo, deste modo, para a proteção da saúde materno-fetal. |
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