Publicação
Efeito do stress avaliado pela determinação do cortisol salivar em ginastas de trampolim e as suas consequências nas disfunções temporomandibulares: estudo piloto
| Resumo: | Objetivos: Determinar se o treino de trampolim favorece o aparecimento de Disfunções Temporomandibulares (DTMs). Avaliar o impacto do treino físico sobre o stress através da determinação dos níveis de cortisol salivar e a sua associação às DTMs. Materiais e métodos: 20 atletas de salto de trampolim provenientes de dois clubes desportivos (grupo teste) e 20 indivíduos sem prática regular de atividade física (grupo controlo) foram incluídos no estudo. Foi recolhido em todos a história clínica e aplicado o formulário Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorder (DC/TMD) para deteção de DTMs na consulta de Medicina Dentária Desportiva (MDD). A saliva não estimulada foi recolhida em repouso no grupo controlo e nos atletas antes do treino e após 120 minutos de treino. O cortisol salivar foi determinado por ensaio de imunoabsorção enzimática (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, Elisa) de alta sensibilidade. Foi realizada uma análise estatística para verificar se existe relação entre os níveis de cortisol salivar, as disfunções temporomandibulares e a prática de um desporto de alta competição. Resultados: 15% dos atletas de ginástica de trampolins, grupo teste com idade média de 19,95±2,27 anos, e 35% dos não atletas, grupo controlo com idade média de 22,15±1,56 anos, apresentam sinais de DTMs, mas sem diferença significativa entre grupos (p=0,2733). As concentrações de cortisol salivar são significativamente mais elevadas (p=0,0494) no grupo de atletas pré treino (0,405±0,616μg/dL) comparativamente ao grupo controlo (0,205±0,126μg/dL). O treino de 120 minutos não influenciou os níveis de cortisol salivar. Conclusão: Os resultados demonstram que a prevalência de DTMs em atletas de competição de ginástica de trampolim foi inferior a um grupo de indivíduos não atletas, mas que estes atletas apresentam níveis de cortisol em repouso mais elevados do que o grupo controlo. A presença de DTMs não teve influência nos níveis de cortisol salivar em ambos os grupos estudados. |
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| Autores principais: | Machado, Maria Silvestre Folques de Lacerda |
| Assunto: | Cortisol Desporto de alta competição Disfunções temporomandibulares Biomarcadores salivares |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Objetivos: Determinar se o treino de trampolim favorece o aparecimento de Disfunções Temporomandibulares (DTMs). Avaliar o impacto do treino físico sobre o stress através da determinação dos níveis de cortisol salivar e a sua associação às DTMs. Materiais e métodos: 20 atletas de salto de trampolim provenientes de dois clubes desportivos (grupo teste) e 20 indivíduos sem prática regular de atividade física (grupo controlo) foram incluídos no estudo. Foi recolhido em todos a história clínica e aplicado o formulário Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorder (DC/TMD) para deteção de DTMs na consulta de Medicina Dentária Desportiva (MDD). A saliva não estimulada foi recolhida em repouso no grupo controlo e nos atletas antes do treino e após 120 minutos de treino. O cortisol salivar foi determinado por ensaio de imunoabsorção enzimática (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, Elisa) de alta sensibilidade. Foi realizada uma análise estatística para verificar se existe relação entre os níveis de cortisol salivar, as disfunções temporomandibulares e a prática de um desporto de alta competição. Resultados: 15% dos atletas de ginástica de trampolins, grupo teste com idade média de 19,95±2,27 anos, e 35% dos não atletas, grupo controlo com idade média de 22,15±1,56 anos, apresentam sinais de DTMs, mas sem diferença significativa entre grupos (p=0,2733). As concentrações de cortisol salivar são significativamente mais elevadas (p=0,0494) no grupo de atletas pré treino (0,405±0,616μg/dL) comparativamente ao grupo controlo (0,205±0,126μg/dL). O treino de 120 minutos não influenciou os níveis de cortisol salivar. Conclusão: Os resultados demonstram que a prevalência de DTMs em atletas de competição de ginástica de trampolim foi inferior a um grupo de indivíduos não atletas, mas que estes atletas apresentam níveis de cortisol em repouso mais elevados do que o grupo controlo. A presença de DTMs não teve influência nos níveis de cortisol salivar em ambos os grupos estudados. |
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