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Influência do protocolo de aplicação de um sistema adesivo universal na resistência adesiva e morfologia da interface entre dentina e adesivo : estudo in vitro

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Resumo:Objetivos: Avaliar laboratorialmente, às 24 h, o sistema adesivo universal (Futurabond® M+, VOCO, Cuxhaven, Alemanha), aplicado com diferentes protocolos de adesão à dentina, determinando os valores de resistência adesiva sob ação de forças de microtração (μTBS) e analisando a ultramorfologia da interface adesiva com microscopia eletrónica de varrimento (MEV). Materiais e Métodos: Utilizaram-se trinta molares humanos hígidos, distribuídos aleatoriamente por 3 grupos experimentais (n=10): Grupo GC (controlo) – Futurabond® M+, aplicado no modo self-etch (SE); Grupo FB1 – Futurabond® M+, aplicado com selective dentin etching (SDE), condicionamento ácido de 3 s; Grupo FB2 - Futurabond® M+, aplicado com SDE, aplicando três camadas adesivas com secagem intercalada e fotoativação final. Removeu-se o esmalte oclusal e a raiz, num micrótomo de tecidos duros (Isomet 1000, Buehler® Ltd, Lake Bluff, IL, USA), foi utilizada uma fatia de dentina de cada dente. O adesivo foi aplicado, de acordo com o grupo experimental, e fotopolimerizado. Sobre a interface adesiva foi aplicada resina composta restauradora Filtek™ Z250 (3M™ ESPE, St. Paul, MN, EUA). Os dentes restaurados foram seccionados em palitos (± 1x1 mm2) e testados com μTBS, até à falha, numa máquina de testes universal (Shimadzu Universal Testing Machine). Os resultados foram analisados com ANOVA one-way e post-hoc de Tukey. De cada dente foram selecionados aleatoriamente 2 palitos para análise ultramorfológica da interface com MEV. Resultados: Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas (p = 0,03) nas forças de resistência adesiva entre GC e FB1. GC-FB2 e FB2-FB1 não apresentaram diferença estatisticamente significativa (p>0,05). A interface adesiva revelou-se integra em todos os espécimes e o grupo FB1 Foi o que apresentou maior formação de prolongamentos de resina. Conclusão: A aplicação de uma camada do adesivo Futurabond M+ aliado à técnica SDE revelou-se vantajosa nos valores de resistência adesiva às 24 h. Em termos ultramorfológicos, o protocolo SDE aparentou promover maior formação de prolongamentos de resina em FB1.
Autores principais:Pereira, Tiago da Conceição Rodrigues Lopes
Assunto:Adesivo universal Condicionamento ácido seletivo da dentina Resistência adesiva Camada híbrida
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Objetivos: Avaliar laboratorialmente, às 24 h, o sistema adesivo universal (Futurabond® M+, VOCO, Cuxhaven, Alemanha), aplicado com diferentes protocolos de adesão à dentina, determinando os valores de resistência adesiva sob ação de forças de microtração (μTBS) e analisando a ultramorfologia da interface adesiva com microscopia eletrónica de varrimento (MEV). Materiais e Métodos: Utilizaram-se trinta molares humanos hígidos, distribuídos aleatoriamente por 3 grupos experimentais (n=10): Grupo GC (controlo) – Futurabond® M+, aplicado no modo self-etch (SE); Grupo FB1 – Futurabond® M+, aplicado com selective dentin etching (SDE), condicionamento ácido de 3 s; Grupo FB2 - Futurabond® M+, aplicado com SDE, aplicando três camadas adesivas com secagem intercalada e fotoativação final. Removeu-se o esmalte oclusal e a raiz, num micrótomo de tecidos duros (Isomet 1000, Buehler® Ltd, Lake Bluff, IL, USA), foi utilizada uma fatia de dentina de cada dente. O adesivo foi aplicado, de acordo com o grupo experimental, e fotopolimerizado. Sobre a interface adesiva foi aplicada resina composta restauradora Filtek™ Z250 (3M™ ESPE, St. Paul, MN, EUA). Os dentes restaurados foram seccionados em palitos (± 1x1 mm2) e testados com μTBS, até à falha, numa máquina de testes universal (Shimadzu Universal Testing Machine). Os resultados foram analisados com ANOVA one-way e post-hoc de Tukey. De cada dente foram selecionados aleatoriamente 2 palitos para análise ultramorfológica da interface com MEV. Resultados: Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas (p = 0,03) nas forças de resistência adesiva entre GC e FB1. GC-FB2 e FB2-FB1 não apresentaram diferença estatisticamente significativa (p>0,05). A interface adesiva revelou-se integra em todos os espécimes e o grupo FB1 Foi o que apresentou maior formação de prolongamentos de resina. Conclusão: A aplicação de uma camada do adesivo Futurabond M+ aliado à técnica SDE revelou-se vantajosa nos valores de resistência adesiva às 24 h. Em termos ultramorfológicos, o protocolo SDE aparentou promover maior formação de prolongamentos de resina em FB1.