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Promoção da saúde e prevenção do cancro colo-rectal à pessoa com doença inflamatória do intestino :

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As pessoas com doença inflamatória intestinal (DII) enfrentam diariamente desafios criados pelos sintomas da doença, pelo seu impacto na qualidade de vida, pelos tratamentos e pela possível malignização da doença. Ao cuidar de pessoas com DII desde há 12 anos, verifiquei que, apesar do meu esforço e do da restante equipa de enfermagem, as pessoas com DII desconheciam muito sobre a doença, a sua evolução, a importância de aderir aos tratamentos, a promoção da saúde, o autocuidado. A literatura de enfermagem que estudei e as experiências que fui observando da participação autónoma e integrada dos enfermeiros nas equipas multidisciplinares que tratam estas pessoas, motivaram-me para os dois propósitos principais deste trabalho. O primeiro, mais importante por refletir a identidade do enfermeiro que é o cuidar de pessoas, foi o de melhorar os cuidados à pessoa com DII através da implementação duma consulta de enfermagem (CE), sistematizada e estruturada, baseada em recomendações e evidência atualizadas. O segundo, relacionado com o meu desenvolvimento profissional, foi o de adquirir competências na minha formação como Enfermeira Especialista e Mestre. Ambos os propósitos são interdependentes, uma vez que o trajeto formativo se deve fazer no processo de planear e implementar a CE para a pessoa com DII. O modelo teórico que fundamentou o meu projeto foi a teoria do autocuidado da enfermeira Dorothea Orem. O autocuidado é o conjunto de atividades realizadas pela pessoa para manter a vida, a saúde e o bem-estar. A doença crónica origina um défice de autocuidado e a intervenção do enfermeiro é fundamental e insubstituível para capacitar ou reconduzir a pessoa no autocuidado e assegurar uma continuidade de cuidados à pessoa com DII ao longo de todo o processo assistencial. Para cumprir os propósitos do trabalho, mantendo um enfoque na prevenção do cancro colo-rectal nas pessoas com DII, realizei uma série de tarefas seguindo um processo científico exigente que é a metodologia de projeto. Esta inclui as seguintes fases: diagnóstico da situação, definição dos objetivos, planificação das atividades, execução das atividades, avaliação e divulgação dos resultados. Desenvolvi estas fases do processo nos estágios que realizei, dois deles em instituições com CE devidamente estruturadas para as pessoas com DII e o terceiro na minha instituição, onde implementei a CE para as pessoas com DII. Nos estágios não só aprendi, mas também colaborei com as instituições onde estagiei, elaborando procedimentos, panfletos de apoio e outras iniciativas. Fiz revisões da literatura, adotei e adaptei escalas, assisti e realizei consultas de enfermagem, participei em reuniões multidisciplinares, e realizei questionários que validaram a satisfação com a CE para as pessoas com DII. No final espero ter cumprido os propósitos do meu projeto: implementar a CE para as pessoas com DII, e desenvolver as competências necessárias para ser Enfermeira Especialista e Mestre.
Autores principais:Escada, Graciete Batista da Costa
Assunto:Enfermagem oncológica Neoplasias colorretais Prática avançada de enfermagem Promoção da saúde Autocuidado
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Idioma:português
Origem:Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Descrição
Resumo:As pessoas com doença inflamatória intestinal (DII) enfrentam diariamente desafios criados pelos sintomas da doença, pelo seu impacto na qualidade de vida, pelos tratamentos e pela possível malignização da doença. Ao cuidar de pessoas com DII desde há 12 anos, verifiquei que, apesar do meu esforço e do da restante equipa de enfermagem, as pessoas com DII desconheciam muito sobre a doença, a sua evolução, a importância de aderir aos tratamentos, a promoção da saúde, o autocuidado. A literatura de enfermagem que estudei e as experiências que fui observando da participação autónoma e integrada dos enfermeiros nas equipas multidisciplinares que tratam estas pessoas, motivaram-me para os dois propósitos principais deste trabalho. O primeiro, mais importante por refletir a identidade do enfermeiro que é o cuidar de pessoas, foi o de melhorar os cuidados à pessoa com DII através da implementação duma consulta de enfermagem (CE), sistematizada e estruturada, baseada em recomendações e evidência atualizadas. O segundo, relacionado com o meu desenvolvimento profissional, foi o de adquirir competências na minha formação como Enfermeira Especialista e Mestre. Ambos os propósitos são interdependentes, uma vez que o trajeto formativo se deve fazer no processo de planear e implementar a CE para a pessoa com DII. O modelo teórico que fundamentou o meu projeto foi a teoria do autocuidado da enfermeira Dorothea Orem. O autocuidado é o conjunto de atividades realizadas pela pessoa para manter a vida, a saúde e o bem-estar. A doença crónica origina um défice de autocuidado e a intervenção do enfermeiro é fundamental e insubstituível para capacitar ou reconduzir a pessoa no autocuidado e assegurar uma continuidade de cuidados à pessoa com DII ao longo de todo o processo assistencial. Para cumprir os propósitos do trabalho, mantendo um enfoque na prevenção do cancro colo-rectal nas pessoas com DII, realizei uma série de tarefas seguindo um processo científico exigente que é a metodologia de projeto. Esta inclui as seguintes fases: diagnóstico da situação, definição dos objetivos, planificação das atividades, execução das atividades, avaliação e divulgação dos resultados. Desenvolvi estas fases do processo nos estágios que realizei, dois deles em instituições com CE devidamente estruturadas para as pessoas com DII e o terceiro na minha instituição, onde implementei a CE para as pessoas com DII. Nos estágios não só aprendi, mas também colaborei com as instituições onde estagiei, elaborando procedimentos, panfletos de apoio e outras iniciativas. Fiz revisões da literatura, adotei e adaptei escalas, assisti e realizei consultas de enfermagem, participei em reuniões multidisciplinares, e realizei questionários que validaram a satisfação com a CE para as pessoas com DII. No final espero ter cumprido os propósitos do meu projeto: implementar a CE para as pessoas com DII, e desenvolver as competências necessárias para ser Enfermeira Especialista e Mestre.