Publicação
A expressão plástica na reabilitação psicossocial da pessoa com esquizofrenia em fase residual
| Resumo: | A esquizofrenia, numa fase residual, é caracterizada por um conjunto de sintomas, predominantemente, negativos que leva a pessoa ao isolamento social, embotamento afetivo, à presença de défices cognitivos e dificuldades na realização das suas atividades de vida diárias. Estes sintomas são de tal forma estigmatizantes que impedem a pessoa de se reintegrar na sociedade e ter uma boa qualidade de vida. Assim, para dar resposta a este problema, torna-se crucial encontrar estratégias de intervenção não farmacológicas que facilitem a relação da pessoa consigo própria e com o seu ambiente relacional. Uma dessas estratégias passa por utilizar mediadores expressivos, com a finalidade de reabilitar psicossocialmente a pessoa, tornando-a mais funcional, individual e coletivamente. Deste modo, delineámos como objetivos para o presente trabalho: compreender a pessoa com esquizofrenia em fase residual; identificar as necessidades da pessoa com esquizofrenia; adquirir competências na utilização de mediadores expressivos em contexto terapêutico; adquirir competências na orientação de dinâmicas de grupo; e avaliar o impacto da utilização de mediadores expressivos na relação terapêutica. Perante estes objetivos realizámos um programa de intervenções, usando a expressão plástica como mediador expressivo, aplicado a um grupo de pessoas com esquizofrenia residual, dez pessoas no contexto de ambulatório e nove pessoas no contexto de internamento. Este programa foi desenvolvido em sete sessões, envolvendo como técnicas expressivas o desenho, a pintura, a moldagem, o corte e a colagem. No final havia um momento de partilha do trabalho realizado e, durante o decorrer das sessões, observámos que o nível de bem-estar, a partilha de ideias, vivências e/ou experiências foi bastante evidente. Os resultados que obtivemos desta intervenção foram bastante positivos, pois houve uma diminuição do isolamento social que originou um aumento da motivação e atenção, facilidade de expressão de emoções e sentimentos, assim como na construção de relações intrapessoais e interpessoais. |
|---|---|
| Autores principais: | Ribeiro, Ana Mafalda Pinheiro |
| Assunto: | Enfermagem psiquiátrica Esquizofrenia Cuidados de enfermagem Reabilitação psicossocial |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Resumo: | A esquizofrenia, numa fase residual, é caracterizada por um conjunto de sintomas, predominantemente, negativos que leva a pessoa ao isolamento social, embotamento afetivo, à presença de défices cognitivos e dificuldades na realização das suas atividades de vida diárias. Estes sintomas são de tal forma estigmatizantes que impedem a pessoa de se reintegrar na sociedade e ter uma boa qualidade de vida. Assim, para dar resposta a este problema, torna-se crucial encontrar estratégias de intervenção não farmacológicas que facilitem a relação da pessoa consigo própria e com o seu ambiente relacional. Uma dessas estratégias passa por utilizar mediadores expressivos, com a finalidade de reabilitar psicossocialmente a pessoa, tornando-a mais funcional, individual e coletivamente. Deste modo, delineámos como objetivos para o presente trabalho: compreender a pessoa com esquizofrenia em fase residual; identificar as necessidades da pessoa com esquizofrenia; adquirir competências na utilização de mediadores expressivos em contexto terapêutico; adquirir competências na orientação de dinâmicas de grupo; e avaliar o impacto da utilização de mediadores expressivos na relação terapêutica. Perante estes objetivos realizámos um programa de intervenções, usando a expressão plástica como mediador expressivo, aplicado a um grupo de pessoas com esquizofrenia residual, dez pessoas no contexto de ambulatório e nove pessoas no contexto de internamento. Este programa foi desenvolvido em sete sessões, envolvendo como técnicas expressivas o desenho, a pintura, a moldagem, o corte e a colagem. No final havia um momento de partilha do trabalho realizado e, durante o decorrer das sessões, observámos que o nível de bem-estar, a partilha de ideias, vivências e/ou experiências foi bastante evidente. Os resultados que obtivemos desta intervenção foram bastante positivos, pois houve uma diminuição do isolamento social que originou um aumento da motivação e atenção, facilidade de expressão de emoções e sentimentos, assim como na construção de relações intrapessoais e interpessoais. |
|---|