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Adesão ao regime terapêutico em pessoas com doença mental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A promoção ao regime terapêutico é um tema que tem vindo a ser estudado e trabalhado pelos enfermeiros ao longo dos anos. Os utentes com patologia psiquiátrica apresentam níveis de não adesão ao regime terapêutico muito elevados, em comparação com os utentes com patologia orgânica. Fatores como a presença de sintomas psicóticos, ausência de insight, défices cognitivos contribuem para a não adesão terapêutica que consequentemente resulta no agravamento de sintomas, reinternamentos, recaídas, maiores défices cognitivos e diminuição da qualidade de vida. A intervenção do enfermeiro especialista na promoção da adesão terapêutica irá ser fundamental, de forma a minimizar as consequências de ausência de tratamento, melhorar o prognóstico, minimizar os riscos de uma nova recaída, melhorar a qualidade de vida e diminuir as hospitalizações. Delinear um projeto de intervenção que promova a adesão ao regime terapêutico torna-se fundamental e prioritário de forma a melhorar prognósticos e a prevenir sequelas incapacitantes. Foram definidos como objetivos deste projeto de intervenção: Identificar comportamentos de não adesão ao regime terapêutico e compreender os motivos de não adesão ao regime terapêutico e promover a adesão ao regime terapêutico com recurso a intervenções psicoterapêuticas e psicoeducativas, utilizando a entrevista motivacional e os mediadores expressivos como estratégia, recurso facilitador e promotor de mudança de comportamento. O projeto de intervenção foi aplicado na população adulta de ambos os sexos, entre os 18 e os 82 anos de idade. Os resultados das intervenções são qualitativos com base em feedback dos utentes, dos profissionais de saúde, da observação comportamental e dos registos elaborados. Os resultados obtidos comprovam a eficácia das intervenções psicoterapêuticas e psicoeducacionais, tendo havido melhores resultados no contexto de internamento em comparação com contexto de Hospital de Dia, onde os utentes mostraram maior ambivalência.
Autores principais:Afonso, Daniela Sofia Matias Do Ó
Assunto:Enfermagem psiquiátrica Saúde mental Adesão à medicação Entrevista motivacional Psicoeducação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Idioma:português
Origem:Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Descrição
Resumo:A promoção ao regime terapêutico é um tema que tem vindo a ser estudado e trabalhado pelos enfermeiros ao longo dos anos. Os utentes com patologia psiquiátrica apresentam níveis de não adesão ao regime terapêutico muito elevados, em comparação com os utentes com patologia orgânica. Fatores como a presença de sintomas psicóticos, ausência de insight, défices cognitivos contribuem para a não adesão terapêutica que consequentemente resulta no agravamento de sintomas, reinternamentos, recaídas, maiores défices cognitivos e diminuição da qualidade de vida. A intervenção do enfermeiro especialista na promoção da adesão terapêutica irá ser fundamental, de forma a minimizar as consequências de ausência de tratamento, melhorar o prognóstico, minimizar os riscos de uma nova recaída, melhorar a qualidade de vida e diminuir as hospitalizações. Delinear um projeto de intervenção que promova a adesão ao regime terapêutico torna-se fundamental e prioritário de forma a melhorar prognósticos e a prevenir sequelas incapacitantes. Foram definidos como objetivos deste projeto de intervenção: Identificar comportamentos de não adesão ao regime terapêutico e compreender os motivos de não adesão ao regime terapêutico e promover a adesão ao regime terapêutico com recurso a intervenções psicoterapêuticas e psicoeducativas, utilizando a entrevista motivacional e os mediadores expressivos como estratégia, recurso facilitador e promotor de mudança de comportamento. O projeto de intervenção foi aplicado na população adulta de ambos os sexos, entre os 18 e os 82 anos de idade. Os resultados das intervenções são qualitativos com base em feedback dos utentes, dos profissionais de saúde, da observação comportamental e dos registos elaborados. Os resultados obtidos comprovam a eficácia das intervenções psicoterapêuticas e psicoeducacionais, tendo havido melhores resultados no contexto de internamento em comparação com contexto de Hospital de Dia, onde os utentes mostraram maior ambivalência.