Publicação
A experiência da paralisia facial na vida de relação da pessoa :
| Resumo: | Este estudo aborda a experiência de paralisia facial da pessoa, tendo em conta as suas dificuldades e potencialidades na procura da expressão plena das suas emoções através da face. Relaciona a pessoa com incapacidade de expressão facial com a sua satisfação da condição humana mais básica – a relação-, reforçando a indivisibilidade da comunicação e da consequente vida de relação da condição humana. Cruza o campo da experiência pessoal – pessoa com paralisia facial – com o campo das incapacidades sentidas – dificuldades na expressão plena facial – e com a área da Enfermagem de Reabilitação. Pretende encontrar respostas para a sua condição e ao potencial interventivo do Enfermeiro. Desta forma, o objetivo geral do estudo é compreender, numa perspetiva de enfermagem de reabilitação, qual o impacto da paralisia facial na vida de relação da pessoa. Emerge de três preocupações fundamentais: como é experienciado o processo de transição da pessoa com paralisia facial para uma vida de relação?; como é sentida a incapacidade funcional da face na vida de relação da pessoa com paralisia facial?; e como poderá o Enfermeiro Especialista de Reabilitação atuar junto da pessoa com paralisia facial?. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, com recurso ao estudo de caso, com a realização de entrevistas semiestruturadas a seis participantes, com gravação em áudio e transcrição das mesmas. Conheceram-se as dificuldades sentidas pela pessoa com paralisia facial, verificando-se que esta condição leva a um aumento do isolamento social e da inibição da vida de relação diária dos participantes. Surgiram, ainda, sentimentos de diminuição da autoestima, por alterações da autoimagem, e de dificuldade na procura de respostas junto dos profissionais de saúde. Por fim, o estudo apresenta considerações importantes relativamente a técnicas essenciais na recuperação da expressão facial, abrindo mais a porta a um campo pouco valorizado no seio da Reabilitação e pondo a descoberto a urgência da aplicação de intervenções sistematizadas e planeadas na procura pela expressão facial e consequente procura de uma vida de relação plena. |
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| Autores principais: | Cardoso, Tiago São Pedro |
| Assunto: | Enfermagem em reabilitação Expressão facial Paralisia facial Reabilitação Intervenções de enfermagem |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo aborda a experiência de paralisia facial da pessoa, tendo em conta as suas dificuldades e potencialidades na procura da expressão plena das suas emoções através da face. Relaciona a pessoa com incapacidade de expressão facial com a sua satisfação da condição humana mais básica – a relação-, reforçando a indivisibilidade da comunicação e da consequente vida de relação da condição humana. Cruza o campo da experiência pessoal – pessoa com paralisia facial – com o campo das incapacidades sentidas – dificuldades na expressão plena facial – e com a área da Enfermagem de Reabilitação. Pretende encontrar respostas para a sua condição e ao potencial interventivo do Enfermeiro. Desta forma, o objetivo geral do estudo é compreender, numa perspetiva de enfermagem de reabilitação, qual o impacto da paralisia facial na vida de relação da pessoa. Emerge de três preocupações fundamentais: como é experienciado o processo de transição da pessoa com paralisia facial para uma vida de relação?; como é sentida a incapacidade funcional da face na vida de relação da pessoa com paralisia facial?; e como poderá o Enfermeiro Especialista de Reabilitação atuar junto da pessoa com paralisia facial?. Foi realizado um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, com recurso ao estudo de caso, com a realização de entrevistas semiestruturadas a seis participantes, com gravação em áudio e transcrição das mesmas. Conheceram-se as dificuldades sentidas pela pessoa com paralisia facial, verificando-se que esta condição leva a um aumento do isolamento social e da inibição da vida de relação diária dos participantes. Surgiram, ainda, sentimentos de diminuição da autoestima, por alterações da autoimagem, e de dificuldade na procura de respostas junto dos profissionais de saúde. Por fim, o estudo apresenta considerações importantes relativamente a técnicas essenciais na recuperação da expressão facial, abrindo mais a porta a um campo pouco valorizado no seio da Reabilitação e pondo a descoberto a urgência da aplicação de intervenções sistematizadas e planeadas na procura pela expressão facial e consequente procura de uma vida de relação plena. |
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