Publicação
Avaliar e registar a dor no doente não verbal - avaliação da dor em adultos e idosos não comunicantes
| Resumo: | O objetivo desta apresentação é descrever as escalas de avaliação da intensidade da dor com validação semântica e cultural para Português (pt) e que poderão ser utilizadas em adultos e idosos não comunicantes verbais (entre outros com demência). Com o avançar da idade aumentam os distúrbios comportamentais, as doenças crónicas, os traumatismos e instala-se uma perda progressiva do raciocínio abstrato e da comunicação verbal 1. As limitações no autorrelato das experiências de dor passam a ser mais frequentes, comprometendo o diagnóstico e a qualidade do controlo da dor. A dificuldade na avaliação da intensidade da dor na pessoa não comunicante verbal tem múltiplas causas: ï½ Inúmeros fatores que interferem na expressão da dor e sua interpretação; ï½ Ausência de indicadores específicos de dor; ï½ Dificuldade em distinguir na clínica os vários tipos de dor (aguda e persistente); ï½ Múltiplas situações clínicas (não entubado, entubado, entubado e ventilado, pós-operatório, demências, coma,...); ï½ Existência de poucas escalas de heteroavaliação e insuficientemente estudadas. ï½ PAINAD/PT (Pain Assessment in Advanced Dementia) A escala PAINAD1 concebida a partir da adaptação da escala Discomfort Scale-Dementia of the Alzheimer's Type (DS-DAT) e da escala Face, Legs, Activity, Cry, Consolability (FLACC) e validada em pessoas idosas sob cuidados agudos e de longa duração2 e a escala NVPS-R/PT (Adult Nonverbal Pain Scale )concebida igualmente a partir da escala FLACC para doentes adultos internados numa UCI 1, 2. Sem outros estudos, a seleção das escalas de avaliação da intensidade da dor depende da idade e condição clínica da pessoa. Entre nós existem estudos iniciais sobre outras escalas (DOLOPLUS, PACSLAC, Abbey Pain Scale, BPS-IP), mas a PAINAD e a BPS são as mais simples de aplicar na prática clínica e com boas propriedades psicométricas. |
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| Autores principais: | Batalha, Luís Manuel da Cunha |
| Assunto: | avaliação dor idosos |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Resumo: | O objetivo desta apresentação é descrever as escalas de avaliação da intensidade da dor com validação semântica e cultural para Português (pt) e que poderão ser utilizadas em adultos e idosos não comunicantes verbais (entre outros com demência). Com o avançar da idade aumentam os distúrbios comportamentais, as doenças crónicas, os traumatismos e instala-se uma perda progressiva do raciocínio abstrato e da comunicação verbal 1. As limitações no autorrelato das experiências de dor passam a ser mais frequentes, comprometendo o diagnóstico e a qualidade do controlo da dor. A dificuldade na avaliação da intensidade da dor na pessoa não comunicante verbal tem múltiplas causas: ï½ Inúmeros fatores que interferem na expressão da dor e sua interpretação; ï½ Ausência de indicadores específicos de dor; ï½ Dificuldade em distinguir na clínica os vários tipos de dor (aguda e persistente); ï½ Múltiplas situações clínicas (não entubado, entubado, entubado e ventilado, pós-operatório, demências, coma,...); ï½ Existência de poucas escalas de heteroavaliação e insuficientemente estudadas. ï½ PAINAD/PT (Pain Assessment in Advanced Dementia) A escala PAINAD1 concebida a partir da adaptação da escala Discomfort Scale-Dementia of the Alzheimer's Type (DS-DAT) e da escala Face, Legs, Activity, Cry, Consolability (FLACC) e validada em pessoas idosas sob cuidados agudos e de longa duração2 e a escala NVPS-R/PT (Adult Nonverbal Pain Scale )concebida igualmente a partir da escala FLACC para doentes adultos internados numa UCI 1, 2. Sem outros estudos, a seleção das escalas de avaliação da intensidade da dor depende da idade e condição clínica da pessoa. Entre nós existem estudos iniciais sobre outras escalas (DOLOPLUS, PACSLAC, Abbey Pain Scale, BPS-IP), mas a PAINAD e a BPS são as mais simples de aplicar na prática clínica e com boas propriedades psicométricas. |
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