Publicação
Ganhos no autocuidado associados à prestação de cuidados em humanitude
| Resumo: | Introdução: A teoria de autocuidado argumenta que todos possuem potencial, em diferentes graus, para cuidar de si mesmo (Vitor, Lopes e Araújo, 2010). O ser humano tem modos particulares de satisfazer os seus desejos e necessidades e quando isso não é respeitado e a pessoa é impedida de usar as suas faculdades destrói-se a sua Humanitude. De acordo com Gineste e Pellisier (2008) uma pessoa que não está em Humanitude vive muito mal ou morre. Objetivos: Avaliar a evolução da capacidade de autocuidado em pessoas cuidadas em Humanitude durante 3 meses. Metodologias: Numa unidade Humanitude foram acompanhados 3 clientes da valência de Serviço de Apoio Domiciliário. Os clientes foram seleccionados pelos seus problemas funcionais de mobilidade e/ou de agitação durante os cuidados. Foram definidos objectivos, estabelecidas intervenções e avaliadas as evoluções mensalmente durante 3 meses. Resultados: O Sr. C. apresenta uma demência, hemiparesia à direita e afasia, como consequência de AVC há 6 anos. No início não participava nos cuidados apresentava redução na força muscular, dificuldade na coordenação motora e equilíbrio. Durante 3 meses estimulou-se a carga e o autocuidado, conseguindo-se que recuperasse a marcha, ficasse de pé em parte dos cuidados e se auto cuidasse a nível do tronco, membros superiores e cabeça. A Sr.ª M. com história de AVC há 2 anos encontrava-se acamada, com hemiparesia à esquerda, pouco comunicativa, aparticipativa nos cuidados, fraqueza muscular e desequilíbrio. Estimulouse o equilíbrio, a comunicação e o autocuidado. Neste momento consegue estar sentada sem apoio, faz levante para cadeira, participa nos cuidados em tarefas simples, ex. lavar as mãos. A Sr.ª R. com uma demência apresentava um discurso incoerente, perca do esquema corporal, fraqueza generalizada e aparticipativa nos cuidados. Os objectivos pressupunham estimular o equilíbrio e o autocuidado. Neste momento fica sentada sem apoio, cuida-se e arranja-se. Conclusões: Os cuidadores, na sua boa intenção de se ocupar da pessoa cuidada, assumem um papel que a substitui. Isso muitas vezes leva à negligência das capacidades restantes e consequentemente à destruição das mesmas pelo desuso. No entanto quando se coloca a prestação de cuidados em perspectiva e se estrutura as intervenções por forma a melhorar ou manter as capacidades da pessoa cuidada, os resultados superam as expectativas. As pessoas cuidadas ganham outra força de viver por verem a sua Humanitude a ser estimulada e os cuidadores orgulham-se dos ganhos percebidos. |
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| Autores principais: | Melo, Rosa Cândida de Carvalho Pereira de |
| Outros Autores: | Araújo, João; Alves, Rafel |
| Assunto: | autocuidado cuidados em humanitude humanitude |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Resumo: | Introdução: A teoria de autocuidado argumenta que todos possuem potencial, em diferentes graus, para cuidar de si mesmo (Vitor, Lopes e Araújo, 2010). O ser humano tem modos particulares de satisfazer os seus desejos e necessidades e quando isso não é respeitado e a pessoa é impedida de usar as suas faculdades destrói-se a sua Humanitude. De acordo com Gineste e Pellisier (2008) uma pessoa que não está em Humanitude vive muito mal ou morre. Objetivos: Avaliar a evolução da capacidade de autocuidado em pessoas cuidadas em Humanitude durante 3 meses. Metodologias: Numa unidade Humanitude foram acompanhados 3 clientes da valência de Serviço de Apoio Domiciliário. Os clientes foram seleccionados pelos seus problemas funcionais de mobilidade e/ou de agitação durante os cuidados. Foram definidos objectivos, estabelecidas intervenções e avaliadas as evoluções mensalmente durante 3 meses. Resultados: O Sr. C. apresenta uma demência, hemiparesia à direita e afasia, como consequência de AVC há 6 anos. No início não participava nos cuidados apresentava redução na força muscular, dificuldade na coordenação motora e equilíbrio. Durante 3 meses estimulou-se a carga e o autocuidado, conseguindo-se que recuperasse a marcha, ficasse de pé em parte dos cuidados e se auto cuidasse a nível do tronco, membros superiores e cabeça. A Sr.ª M. com história de AVC há 2 anos encontrava-se acamada, com hemiparesia à esquerda, pouco comunicativa, aparticipativa nos cuidados, fraqueza muscular e desequilíbrio. Estimulouse o equilíbrio, a comunicação e o autocuidado. Neste momento consegue estar sentada sem apoio, faz levante para cadeira, participa nos cuidados em tarefas simples, ex. lavar as mãos. A Sr.ª R. com uma demência apresentava um discurso incoerente, perca do esquema corporal, fraqueza generalizada e aparticipativa nos cuidados. Os objectivos pressupunham estimular o equilíbrio e o autocuidado. Neste momento fica sentada sem apoio, cuida-se e arranja-se. Conclusões: Os cuidadores, na sua boa intenção de se ocupar da pessoa cuidada, assumem um papel que a substitui. Isso muitas vezes leva à negligência das capacidades restantes e consequentemente à destruição das mesmas pelo desuso. No entanto quando se coloca a prestação de cuidados em perspectiva e se estrutura as intervenções por forma a melhorar ou manter as capacidades da pessoa cuidada, os resultados superam as expectativas. As pessoas cuidadas ganham outra força de viver por verem a sua Humanitude a ser estimulada e os cuidadores orgulham-se dos ganhos percebidos. |
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