Publicação
Vivências dos doentes e familiares em relação às visitas numa Unidade de Cuidados Intensivos
| Resumo: | A família é uma unidade básica da organização social e é nela que o indivíduo se forma como ser humano. No caso de ser hospitalizado, toda a família é confrontada com sentimentos de ansiedade, de medo e de stress, os quais os enfermeiros devem estar atentos, durante e após o período de visita. O objectivo deste estudo é compreender as vivências dos doentes e dos familiares no âmbito das visitas numa Unidade de Cuidados Intensivos. Desenvolvemos um estudo qualitativo, de natureza exploratório-descritiva com características fenomenológicas. Elegemos como instrumento de recolha de dados a entrevista semi-estruturada, tendo-se realizado 24 entrevistas. Os participantes foram 7 doentes e 17 familiares, que passaram por esta experiência no período de Abril a Julho de 2010 no Serviço de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar de Coimbra - Hospital Geral, EPE. Na análise qualitativa dos dados obtidos seguimos o método fenomenológico proposto por Giorgi e descrito por Giorgi e Sousa (2010), por este permitir captar o significado das experiências vividas. Os testemunhos foram discutidos face à literatura utilizada no enquadramento conceptual e recorremos a vários autores para os fundamentar. Foram identificados cinco temas principais: memórias, contributo das visitas, visita de referência, práticas clínicas e regulamento interno de visitas. O estudo tornou possível a compreensão de algumas conclusões relativamente às visitas numa Unidade de Cuidados Intensivos: os doentes apresentam memórias auditivas/visuais e tácteis em relação às visitas que contribuem para o seu bem-estar e que dão apoio psicológico, no sentido de alcançar uma rápida recuperação; o horário de visitas em vigor no serviço onde decorreu este estudo é considerado adequado para a maioria dos doentes e inadequado para os familiares; o tempo e número de visitas são considerados inadequados para ambos os grupos, que sugerem algumas alterações. Para os doentes e familiares, durante o período da visita, os enfermeiros fazem um acompanhamento das visitas com profissionalismo. |
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| Autores principais: | Oliveira, Paulo Alexandre Dinis |
| Assunto: | Unidade de Cuidados Intensivos Doente Crítico Família Visitas Memórias Práticas Clínicas |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Resumo: | A família é uma unidade básica da organização social e é nela que o indivíduo se forma como ser humano. No caso de ser hospitalizado, toda a família é confrontada com sentimentos de ansiedade, de medo e de stress, os quais os enfermeiros devem estar atentos, durante e após o período de visita. O objectivo deste estudo é compreender as vivências dos doentes e dos familiares no âmbito das visitas numa Unidade de Cuidados Intensivos. Desenvolvemos um estudo qualitativo, de natureza exploratório-descritiva com características fenomenológicas. Elegemos como instrumento de recolha de dados a entrevista semi-estruturada, tendo-se realizado 24 entrevistas. Os participantes foram 7 doentes e 17 familiares, que passaram por esta experiência no período de Abril a Julho de 2010 no Serviço de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar de Coimbra - Hospital Geral, EPE. Na análise qualitativa dos dados obtidos seguimos o método fenomenológico proposto por Giorgi e descrito por Giorgi e Sousa (2010), por este permitir captar o significado das experiências vividas. Os testemunhos foram discutidos face à literatura utilizada no enquadramento conceptual e recorremos a vários autores para os fundamentar. Foram identificados cinco temas principais: memórias, contributo das visitas, visita de referência, práticas clínicas e regulamento interno de visitas. O estudo tornou possível a compreensão de algumas conclusões relativamente às visitas numa Unidade de Cuidados Intensivos: os doentes apresentam memórias auditivas/visuais e tácteis em relação às visitas que contribuem para o seu bem-estar e que dão apoio psicológico, no sentido de alcançar uma rápida recuperação; o horário de visitas em vigor no serviço onde decorreu este estudo é considerado adequado para a maioria dos doentes e inadequado para os familiares; o tempo e número de visitas são considerados inadequados para ambos os grupos, que sugerem algumas alterações. Para os doentes e familiares, durante o período da visita, os enfermeiros fazem um acompanhamento das visitas com profissionalismo. |
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