Publicação
Estratégias de Vacinação na consulta de Enfermagem do Trabalho
| Resumo: | Introdução A vacinação é uma simples e efetiva forma de prevenir sérias doenças e sintomas de saúde (WHO, 2004) em trabalhadores expostos a organismos infeciosos nos locais de trabalho. Esta estimula o sistema imunitário humano a proteger-se contra o agente infecioso, antes de ocasionar doença ou incapacidade ao trabalhador, considerando-se raros os efeitos secundários (WHO, 2004). Esta proteção além de minimizar situações adversas na saúde do trabalhador, evita também situações de absentismo ao trabalho e de incapacidade para o trabalho, bem como outros custos económicos, diretos e indiretos, para a empresa, designadamente ao nível da produtividade. O conhecimento em enfermagem é construído num contexto social de interações entre o enfermeiro e a pessoa doente. Desta interação surge um processo de construção das práticas de cuidados em que os enfermeiros vão desenvolvendo os seus conhecimentos clínicos avançados ao longo do tempo, muitas vezes, de forma inconsciente (Benner 2001 p 63). Ao longo do ciclo vital, a pessoa vai passando e experimentando mudanças, que a poderão obrigar a alterar o modo como vivia até esse momento, incorporar novos conhecimentos, modificar modos de vida e comportamentos para construir novas metas, novas relações. Impera no ser vivo uma grande capacidade de adaptação, de organização do seu contexto para dar resposta às exigências do dia a dia. Um período de transição reflete se na forma como nos movemos através de perturbações ou eventos difíceis nas nossas vidas para que possamos aprender novas formas de enfrentar a vida. A transição engloba a resposta do indivíduo durante um período de mudança. Os processos de transição podem ser vistos como oportunos para mudanças de comportamento direcionado. A vida, e a forma como, cada um, lida com os momentos de passagem inerentes à sua existência, não podem ser entendidas somente numa perspetiva individual, porquanto, além da influência exercida pela própria família, na qual se insere, a capacidade de adaptação é ainda influenciada pelos recursos pessoais e externos, experiências anteriores e significado atribuído aos acontecimentos (Santos et al 2015 apud Meleis, A Trangenstein 1994 p 153 171). Objetivos Apresentar a orientação para as boas práticas de vacinação e aplicação de orientações e normativos emanados pela Direção Geral da Saúde, relativos às vacinas e outros medicamentos termolábeis. Perceber o processo de armazenamento, acondicionamento de medicamentos termolábeis (como vacinas) para aumentar a segurança e diminuir o risco, prevenir erros e promover as condições necessárias para garantir a sua estabilidade e a qualidade na administração. Dar a conhecer a entrevista motivacional; conhecer os princípios da entrevista motivacional; treinar a resposta a um trabalhador ambivalente em relação à decisão de vacinação com recurso a entrevista motivacional. Metodologia Realizado um workshop sobre as orientações para as boas práticas de vacinação dos trabalhadores, processo de armazenamento, acondicionamento de vacinas, de forma a aumentar a segurança e diminuir o risco, e ainda apresentar técnicas motivacionais para a adesão à vacinação por parte do trabalhador. Gaume et al 2014 sugerem que as habilidades em Entrevista Motivacional assumem uma importância ainda maior quando se trata de estabelecer alianças e promover a motivação. Foram explicadas as principais fases no processo de mudança: Pré contemplação; Contemplação; Preparação; Ação; Manutenção e Recaída. O workshop foi divido em 2 fases: Consciencialização/Motivação para a mudança e Fortalecimento do compromisso com a mudança através de exemplos práticos. Resultados e Discussão A prevenção das infeções e doenças evitáveis pela vacinação poderá contribuir para a obtenção de mais ganhos em saúde, dado que promove a saúde e o bem-estar do trabalhador e garante a manutenção da sua capacidade de trabalho. Ainda que haja implementação de um programa de vacinação, um dos aspetos mais importantes para que esse plano cumpra os objetivos pretendidos é assegurar a estabilidade e poder imunológico das vacinas administradas, pelo que a manutenção de um sistema eficaz de cadeia de frio é fundamental. As atividades de armazenamento, manuseamento, distribuição e transporte dos medicamentos termolábeis reveste-se de extrema importância e complexidade, exigindo um compromisso de toda a equipa de enfermagem. Estas atividades requerem um conjunto de procedimentos técnicos e administrativos que tem como objetivo final assegurar a qualidade dos produtos aquando da sua utilização e consumo. No seio da vasta terapêutica termolábil, temos então, a área nobre da vacinação, considerada, eventualmente, o método mais eficaz no combate a doenças infectocontagiosas. Um dos fatores necessários à estabilidade e poder imunológico das vacinas é o Sistema da Rede de Frio, processo de armazenamento, conservação, manuseamento, distribuição e transporte das vacinas do PNV, o qual deve ter as condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório onde são produzidas, até ao preciso momento em que a vacina é administrada. Em toda a rede de frio as vacinas devem ser mantidas a uma temperatura adequada (2ºC a 8ºC), de modo a garantir a sua qualidade, segurança e eficácia. Apesar da temperatura habitual de conservação dos medicamentos de frio ser entre 2ºC e 8ºC, as condições de conservação constantes na rotulagem devem ser sempre confirmadas. Algumas vacinas podem ainda ser afetadas pela congelação ou pela exposição à luz, devendo ser seguidas as indicações constantes do Resumo das Características do Medicamento relativas a precauções especiais de conservação. A rede de frio é um sistema que integra pessoas, equipamentos e procedimentos, que contribui para assegurar que as vacinas mantêm as condições adequadas de qualidade, segurança e eficácia, ao longo das diferentes etapas, desde o circuito de fabrico, armazenamento, distribuição até à sua administração. A cadeia de frio inicia-se durante o armazenamento nas instalações do fabricante e continua durante o processo de transporte para o fabricante, a entrega e armazenamento nos centros de vacinação e termina com a administração da mesma ao utente, pelo que as condições durante todo o processo devem ser mantidas. A maioria das pessoas com comportamentos não saudáveis, estão em conflito sobre seu comportamento, podem identificar alguns benefícios no comportamento que desejam continuar a desfrutar, mas também conseguem perceber os danos. A Entrevista Motivacional, ajuda o Enfermeiro a trazer à tona essa ambivalência de forma a ajudar os pacientes a resolvê-la na direção de uma saúde melhor. Para aplicar a entrevista motivacional o enfermeiro deve nortear o seu comportamento utlizado a empatia, mantendo um ambiente acolhedor e centrado na pessoa, ser cordial e compreensivo, não pressionar nem confrontar, normalizar a ambivalência e utilizar a escuta ativa. Deve também ter a capacidade de criar discrepância, ampliando a mente da pessoa a criar uma discrepância entre o comportamento atual e a consciencialização do problema. Deste modo deve ter em conta a informação sobre as consequências do comportamento, descrever situações geradoras de pessimismo/otimismo, a pessoa deve encontrar as suas próprias razões para a mudança. Evitar a discussão, que é um mecanismo contraproducente, ser paciente e não forçar a mudança. Lidar com a resistência sugerindo outras alternativas, ajudar a tomar decisões equilibradas e fomentar a autoeficácia o que se torna um fator de motivação fundamental, a pessoa escolhe a estratégia (Sequeira ,2016). Conclusões Atualmente, a sociedade encontra-se em mudança e inovação constantes, o que exige dos enfermeiros uma permanente atualização dos conhecimentos e o reclamar de uma atitude de reflexão crítica sobre aquilo que os rodeia. Desta forma, surge a necessidade de acompanhar a evolução dos conhecimentos, socorrendo-se de evidência científica que sustente a prática clínica, no sentido de evoluir naquilo que muitas vezes é designado pelo caminho de iniciante a perito. A prevenção das infeções e doenças evitáveis pela vacinação poderá contribuir para a obtenção de mais ganhos em saúde, dado que promove a saúde e o bem-estar do trabalhador e garante a manutenção da sua capacidade de trabalho. O Plano de vacinação de cada empresa (PVT) deve ser específico e adaptado aos agentes biológicos a que os trabalhadores se encontram expostos no contexto de trabalho, tendo por base a avaliação de risco profissional de cada trabalhador. De salientar, que a vacinação não só previne a doença no trabalhador que a recebe, como proporciona também uma imunidade de grupo, o que significa que mesmo os trabalhadores não vacinados ficam em menor risco de doença quando a maioria dos trabalhadores de uma empresa, ou comunidade, está imunizado, considerando-se desta forma uma medida de proteção coletiva que contribui para efeitos de saúde pública. Uma suposição na entrevista motivacional é que as pessoas geralmente não chegam à consulta prontas para a mudança. Isso não significa que eles não querem mudar, mas sim que têm emoções ambíguas acerca da mudança: querem mudar e querem que as coisas continuem da mesma forma. Permanecer no mesmo muitas vezes representa conforto, familiaridade, e certos prazeres. As razões para a mudança têm de ser mais fortes do que as razões para permanecer no mesmo estado para iniciar o processo de mudança. O enfermeiro deve explorar as experiências da pessoa e as causas para estarem resistentes à mudança, e encarar esta fase como normal neste processo. É função do enfermeiro do trabalho dar respostas reflexivas, devolver à pessoa, como espelho, aquilo que disse, facilitando as expressões verbais de mudança e diminuindo a resistência. O trabalhador poderá ter emoções ambíguas acerca da mudança. O enfermeiro do trabalho, nesta fase, explorará as experiências da pessoa e as causas para estarem resistentes à mudança e assim promover a mudança de comportamento. |
|---|---|
| Autores principais: | Gomes, José Hermínio Gonçalves |
| Outros Autores: | Cristina, Andreia Sofia; Pinto, Alice Manuela Palmeirão |
| Assunto: | vacinação trabalhadores rede de frio entrevista motivacional |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra |
| Resumo: | Introdução A vacinação é uma simples e efetiva forma de prevenir sérias doenças e sintomas de saúde (WHO, 2004) em trabalhadores expostos a organismos infeciosos nos locais de trabalho. Esta estimula o sistema imunitário humano a proteger-se contra o agente infecioso, antes de ocasionar doença ou incapacidade ao trabalhador, considerando-se raros os efeitos secundários (WHO, 2004). Esta proteção além de minimizar situações adversas na saúde do trabalhador, evita também situações de absentismo ao trabalho e de incapacidade para o trabalho, bem como outros custos económicos, diretos e indiretos, para a empresa, designadamente ao nível da produtividade. O conhecimento em enfermagem é construído num contexto social de interações entre o enfermeiro e a pessoa doente. Desta interação surge um processo de construção das práticas de cuidados em que os enfermeiros vão desenvolvendo os seus conhecimentos clínicos avançados ao longo do tempo, muitas vezes, de forma inconsciente (Benner 2001 p 63). Ao longo do ciclo vital, a pessoa vai passando e experimentando mudanças, que a poderão obrigar a alterar o modo como vivia até esse momento, incorporar novos conhecimentos, modificar modos de vida e comportamentos para construir novas metas, novas relações. Impera no ser vivo uma grande capacidade de adaptação, de organização do seu contexto para dar resposta às exigências do dia a dia. Um período de transição reflete se na forma como nos movemos através de perturbações ou eventos difíceis nas nossas vidas para que possamos aprender novas formas de enfrentar a vida. A transição engloba a resposta do indivíduo durante um período de mudança. Os processos de transição podem ser vistos como oportunos para mudanças de comportamento direcionado. A vida, e a forma como, cada um, lida com os momentos de passagem inerentes à sua existência, não podem ser entendidas somente numa perspetiva individual, porquanto, além da influência exercida pela própria família, na qual se insere, a capacidade de adaptação é ainda influenciada pelos recursos pessoais e externos, experiências anteriores e significado atribuído aos acontecimentos (Santos et al 2015 apud Meleis, A Trangenstein 1994 p 153 171). Objetivos Apresentar a orientação para as boas práticas de vacinação e aplicação de orientações e normativos emanados pela Direção Geral da Saúde, relativos às vacinas e outros medicamentos termolábeis. Perceber o processo de armazenamento, acondicionamento de medicamentos termolábeis (como vacinas) para aumentar a segurança e diminuir o risco, prevenir erros e promover as condições necessárias para garantir a sua estabilidade e a qualidade na administração. Dar a conhecer a entrevista motivacional; conhecer os princípios da entrevista motivacional; treinar a resposta a um trabalhador ambivalente em relação à decisão de vacinação com recurso a entrevista motivacional. Metodologia Realizado um workshop sobre as orientações para as boas práticas de vacinação dos trabalhadores, processo de armazenamento, acondicionamento de vacinas, de forma a aumentar a segurança e diminuir o risco, e ainda apresentar técnicas motivacionais para a adesão à vacinação por parte do trabalhador. Gaume et al 2014 sugerem que as habilidades em Entrevista Motivacional assumem uma importância ainda maior quando se trata de estabelecer alianças e promover a motivação. Foram explicadas as principais fases no processo de mudança: Pré contemplação; Contemplação; Preparação; Ação; Manutenção e Recaída. O workshop foi divido em 2 fases: Consciencialização/Motivação para a mudança e Fortalecimento do compromisso com a mudança através de exemplos práticos. Resultados e Discussão A prevenção das infeções e doenças evitáveis pela vacinação poderá contribuir para a obtenção de mais ganhos em saúde, dado que promove a saúde e o bem-estar do trabalhador e garante a manutenção da sua capacidade de trabalho. Ainda que haja implementação de um programa de vacinação, um dos aspetos mais importantes para que esse plano cumpra os objetivos pretendidos é assegurar a estabilidade e poder imunológico das vacinas administradas, pelo que a manutenção de um sistema eficaz de cadeia de frio é fundamental. As atividades de armazenamento, manuseamento, distribuição e transporte dos medicamentos termolábeis reveste-se de extrema importância e complexidade, exigindo um compromisso de toda a equipa de enfermagem. Estas atividades requerem um conjunto de procedimentos técnicos e administrativos que tem como objetivo final assegurar a qualidade dos produtos aquando da sua utilização e consumo. No seio da vasta terapêutica termolábil, temos então, a área nobre da vacinação, considerada, eventualmente, o método mais eficaz no combate a doenças infectocontagiosas. Um dos fatores necessários à estabilidade e poder imunológico das vacinas é o Sistema da Rede de Frio, processo de armazenamento, conservação, manuseamento, distribuição e transporte das vacinas do PNV, o qual deve ter as condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório onde são produzidas, até ao preciso momento em que a vacina é administrada. Em toda a rede de frio as vacinas devem ser mantidas a uma temperatura adequada (2ºC a 8ºC), de modo a garantir a sua qualidade, segurança e eficácia. Apesar da temperatura habitual de conservação dos medicamentos de frio ser entre 2ºC e 8ºC, as condições de conservação constantes na rotulagem devem ser sempre confirmadas. Algumas vacinas podem ainda ser afetadas pela congelação ou pela exposição à luz, devendo ser seguidas as indicações constantes do Resumo das Características do Medicamento relativas a precauções especiais de conservação. A rede de frio é um sistema que integra pessoas, equipamentos e procedimentos, que contribui para assegurar que as vacinas mantêm as condições adequadas de qualidade, segurança e eficácia, ao longo das diferentes etapas, desde o circuito de fabrico, armazenamento, distribuição até à sua administração. A cadeia de frio inicia-se durante o armazenamento nas instalações do fabricante e continua durante o processo de transporte para o fabricante, a entrega e armazenamento nos centros de vacinação e termina com a administração da mesma ao utente, pelo que as condições durante todo o processo devem ser mantidas. A maioria das pessoas com comportamentos não saudáveis, estão em conflito sobre seu comportamento, podem identificar alguns benefícios no comportamento que desejam continuar a desfrutar, mas também conseguem perceber os danos. A Entrevista Motivacional, ajuda o Enfermeiro a trazer à tona essa ambivalência de forma a ajudar os pacientes a resolvê-la na direção de uma saúde melhor. Para aplicar a entrevista motivacional o enfermeiro deve nortear o seu comportamento utlizado a empatia, mantendo um ambiente acolhedor e centrado na pessoa, ser cordial e compreensivo, não pressionar nem confrontar, normalizar a ambivalência e utilizar a escuta ativa. Deve também ter a capacidade de criar discrepância, ampliando a mente da pessoa a criar uma discrepância entre o comportamento atual e a consciencialização do problema. Deste modo deve ter em conta a informação sobre as consequências do comportamento, descrever situações geradoras de pessimismo/otimismo, a pessoa deve encontrar as suas próprias razões para a mudança. Evitar a discussão, que é um mecanismo contraproducente, ser paciente e não forçar a mudança. Lidar com a resistência sugerindo outras alternativas, ajudar a tomar decisões equilibradas e fomentar a autoeficácia o que se torna um fator de motivação fundamental, a pessoa escolhe a estratégia (Sequeira ,2016). Conclusões Atualmente, a sociedade encontra-se em mudança e inovação constantes, o que exige dos enfermeiros uma permanente atualização dos conhecimentos e o reclamar de uma atitude de reflexão crítica sobre aquilo que os rodeia. Desta forma, surge a necessidade de acompanhar a evolução dos conhecimentos, socorrendo-se de evidência científica que sustente a prática clínica, no sentido de evoluir naquilo que muitas vezes é designado pelo caminho de iniciante a perito. A prevenção das infeções e doenças evitáveis pela vacinação poderá contribuir para a obtenção de mais ganhos em saúde, dado que promove a saúde e o bem-estar do trabalhador e garante a manutenção da sua capacidade de trabalho. O Plano de vacinação de cada empresa (PVT) deve ser específico e adaptado aos agentes biológicos a que os trabalhadores se encontram expostos no contexto de trabalho, tendo por base a avaliação de risco profissional de cada trabalhador. De salientar, que a vacinação não só previne a doença no trabalhador que a recebe, como proporciona também uma imunidade de grupo, o que significa que mesmo os trabalhadores não vacinados ficam em menor risco de doença quando a maioria dos trabalhadores de uma empresa, ou comunidade, está imunizado, considerando-se desta forma uma medida de proteção coletiva que contribui para efeitos de saúde pública. Uma suposição na entrevista motivacional é que as pessoas geralmente não chegam à consulta prontas para a mudança. Isso não significa que eles não querem mudar, mas sim que têm emoções ambíguas acerca da mudança: querem mudar e querem que as coisas continuem da mesma forma. Permanecer no mesmo muitas vezes representa conforto, familiaridade, e certos prazeres. As razões para a mudança têm de ser mais fortes do que as razões para permanecer no mesmo estado para iniciar o processo de mudança. O enfermeiro deve explorar as experiências da pessoa e as causas para estarem resistentes à mudança, e encarar esta fase como normal neste processo. É função do enfermeiro do trabalho dar respostas reflexivas, devolver à pessoa, como espelho, aquilo que disse, facilitando as expressões verbais de mudança e diminuindo a resistência. O trabalhador poderá ter emoções ambíguas acerca da mudança. O enfermeiro do trabalho, nesta fase, explorará as experiências da pessoa e as causas para estarem resistentes à mudança e assim promover a mudança de comportamento. |
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