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Gestão do autocuidado dos adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1

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Resumo:Enquadramento: a diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crónica cada vez mais prevalente na adolescência. O conhecimento sobre a gestão da doença no âmbito dos papéis de autocuidado revela-se de grande valor para o planeamento de ações mais dirigidas. Objectivos: identificar o conhecimento dos adolescentes com DM1 acerca da doença; determinar a responsabilidade dos adolescentes com DM1 nos papéis de autocuidado; determinar as dificuldades dos adolescentes com DM1 nos papéis de autocuidado; analisar a relação do conhecimento acerca da doença com a responsabilidade e com as dificuldades dos adolescentes com DM1 nos papéis de autocuidado; verificar se o conhecimento acerca da doença, as responsabilidades e as dificuldades nos papéis de autocuidado diferem conforme os adolescentes participam ou não em atividades de uma associação de diabéticos (ADTT). Metodologia: estudo descritivo-analítico e transversal. Participaram 51 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 eos 18 anos, seguidos em consultas de diabetologia em hospitais distritais, onze dos quais frequentam a ADTT. Foi construída uma escala de responsabilidade e um inventário de dificuldades, com base num modelo de papéis de autocuidado; foi elaborado um teste de conhecimentos que inclui os seguintes domínios: natureza da doença; complicações agudas e crónicas da doença; administração de insulina; controlo da doença e manutenção da saúde. Resultados: no que se refere ao conhecimento global sobre a diabetes, a maior parte dos adolescentes demonstrou conhecimento entre 80 e 100% (Md=85,0%), todavia é observável que algum deste conhecimento é permeado por conceitos erróneos. Os adolescentes assumem responsabilidade nos papéis de autocuidado inerentes à gestão da doença, sendo que a maioria apresenta uma responsabilidade global de nível alto. A idade e o género correlacionam-se com responsabilidade nos papéis de autocuidado. No global, 96,1% dos adolescentes referem pouca dificuldade em gerir os papéis de autocuidado. Na dimensão ?Ajustar insulina perante a avaliação de glicemia capilar? 29,4% dos adolescentes revelam bastantes dificuldades. Conclusão: os adolescentes diabéticos revelam nível de conhecimento ?Bom?, todavia foram observados conceitos erróneos relevantes que poderão condicionar a gestão da doença; a maioria refere assumirresponsabilidade própria nos papéis de autocuidado inerentes ao controlo da doença, a maioria refere ainda pouca dificuldade na gestão dos papéis de autocuidado. No que concerne às atividades da ADTT, não se confirmou eficaz a estratégia de inclusão dos adolescentes diabéticos nestas atividades.
Autores principais:Flora, Marília Costa
Assunto:Adolescência Diabetes mellitus tipo1 autocuidado.
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Descrição
Resumo:Enquadramento: a diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crónica cada vez mais prevalente na adolescência. O conhecimento sobre a gestão da doença no âmbito dos papéis de autocuidado revela-se de grande valor para o planeamento de ações mais dirigidas. Objectivos: identificar o conhecimento dos adolescentes com DM1 acerca da doença; determinar a responsabilidade dos adolescentes com DM1 nos papéis de autocuidado; determinar as dificuldades dos adolescentes com DM1 nos papéis de autocuidado; analisar a relação do conhecimento acerca da doença com a responsabilidade e com as dificuldades dos adolescentes com DM1 nos papéis de autocuidado; verificar se o conhecimento acerca da doença, as responsabilidades e as dificuldades nos papéis de autocuidado diferem conforme os adolescentes participam ou não em atividades de uma associação de diabéticos (ADTT). Metodologia: estudo descritivo-analítico e transversal. Participaram 51 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 eos 18 anos, seguidos em consultas de diabetologia em hospitais distritais, onze dos quais frequentam a ADTT. Foi construída uma escala de responsabilidade e um inventário de dificuldades, com base num modelo de papéis de autocuidado; foi elaborado um teste de conhecimentos que inclui os seguintes domínios: natureza da doença; complicações agudas e crónicas da doença; administração de insulina; controlo da doença e manutenção da saúde. Resultados: no que se refere ao conhecimento global sobre a diabetes, a maior parte dos adolescentes demonstrou conhecimento entre 80 e 100% (Md=85,0%), todavia é observável que algum deste conhecimento é permeado por conceitos erróneos. Os adolescentes assumem responsabilidade nos papéis de autocuidado inerentes à gestão da doença, sendo que a maioria apresenta uma responsabilidade global de nível alto. A idade e o género correlacionam-se com responsabilidade nos papéis de autocuidado. No global, 96,1% dos adolescentes referem pouca dificuldade em gerir os papéis de autocuidado. Na dimensão ?Ajustar insulina perante a avaliação de glicemia capilar? 29,4% dos adolescentes revelam bastantes dificuldades. Conclusão: os adolescentes diabéticos revelam nível de conhecimento ?Bom?, todavia foram observados conceitos erróneos relevantes que poderão condicionar a gestão da doença; a maioria refere assumirresponsabilidade própria nos papéis de autocuidado inerentes ao controlo da doença, a maioria refere ainda pouca dificuldade na gestão dos papéis de autocuidado. No que concerne às atividades da ADTT, não se confirmou eficaz a estratégia de inclusão dos adolescentes diabéticos nestas atividades.