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Fatores de risco cardiovascular numa amostra populacional

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Resumo:Introdução: As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de mortalidade em Portugal. A sua prevenção associa-se a gestão eficaz de fatores de risco e otimização de comportamentos de procura de saúde. Metodologia: Estudo transversal realizado em outubro de 2013, com o objetivo de rastrear fatores de risco cardiovascular em pessoas residentes na área de abrangência da ULS de Matosinhos que, espontaneamente, aderiram à ação. Foi utilizado um instrumento de colheita de dados autoconstruído com as variáveis género, idade, local de residência, vinculação a Unidade de Saúde, ter enfermeiro e médico de família, história de patologia familiar e pessoal, TA, glicemia capilar, IMC, PA, tabagismo, sedentarismo e regime medicamentoso. Resultados: Participaram no estudo 25 indivíduos com idades compreendidas entre 26 e 75 anos, 56% do género masculino e 44% do género feminino, 36% considerase saudável, 40% e 52% refere respetivamente história familiar e pessoal de doença cardiovascular, 20% refere ter diabetes, 56% está medicado com anti-hipertensores, 56% apresenta valores elevados de tensão arterial e, destes, 71,4% refere ausência ou desconhecimento de doença cardiovascular, 76% apresentou hiperglicemia capilar em jejum, 32% faz exercício físico de forma sistematizada, 4% fuma, 20% têm peso normal, 24% tensão arterial normal, todos referem ter médico de família e 12% desconhece ter enfermeiro de família. Discussão: A Direcção-Geral da Saúde (2003) apela à priorização da atenção às pessoas com fatores de risco e de história pessoal ou familiar de doença cardiovascular. Os dados revelam que múltiplas patologias, fatores de risco e história pregressa familiar de doença cardiovascular são registos presentes no indivíduo e que merecem atenção mesmo em intervenções ocasionais. Conclusão: As intervenções populacionais ocasionais também podem encorajar o cidadão a ser responsável pela sua própria saúde.
Autores principais:Santos, Ana Catarina
Outros Autores:Freire, R.M.A.
Assunto:Doenças cardiovasculares Comportamentos saudáveis Estilos de vida Fatores de risco
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto
Idioma:português
Origem:Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto
Descrição
Resumo:Introdução: As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de mortalidade em Portugal. A sua prevenção associa-se a gestão eficaz de fatores de risco e otimização de comportamentos de procura de saúde. Metodologia: Estudo transversal realizado em outubro de 2013, com o objetivo de rastrear fatores de risco cardiovascular em pessoas residentes na área de abrangência da ULS de Matosinhos que, espontaneamente, aderiram à ação. Foi utilizado um instrumento de colheita de dados autoconstruído com as variáveis género, idade, local de residência, vinculação a Unidade de Saúde, ter enfermeiro e médico de família, história de patologia familiar e pessoal, TA, glicemia capilar, IMC, PA, tabagismo, sedentarismo e regime medicamentoso. Resultados: Participaram no estudo 25 indivíduos com idades compreendidas entre 26 e 75 anos, 56% do género masculino e 44% do género feminino, 36% considerase saudável, 40% e 52% refere respetivamente história familiar e pessoal de doença cardiovascular, 20% refere ter diabetes, 56% está medicado com anti-hipertensores, 56% apresenta valores elevados de tensão arterial e, destes, 71,4% refere ausência ou desconhecimento de doença cardiovascular, 76% apresentou hiperglicemia capilar em jejum, 32% faz exercício físico de forma sistematizada, 4% fuma, 20% têm peso normal, 24% tensão arterial normal, todos referem ter médico de família e 12% desconhece ter enfermeiro de família. Discussão: A Direcção-Geral da Saúde (2003) apela à priorização da atenção às pessoas com fatores de risco e de história pessoal ou familiar de doença cardiovascular. Os dados revelam que múltiplas patologias, fatores de risco e história pregressa familiar de doença cardiovascular são registos presentes no indivíduo e que merecem atenção mesmo em intervenções ocasionais. Conclusão: As intervenções populacionais ocasionais também podem encorajar o cidadão a ser responsável pela sua própria saúde.