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Os saberes oriundos da escola e aqueles oriundos da cultura extra-escolar : hierarquia ou complementaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente contribuição discute a perspectiva amplamente disseminada tanto na psicologia cognitiva quanto no senso comum, perspectiva segundo a qual os saberes formais-escolares seriam hierarquicamente superiores aos saberes extra-escolares ou práticos. Segundo tal perspectiva, o mérito central do conhecimento prático seria «preparar» o caminho para o surgimento do conhecimento formal, via abstração generalizante conducente à conceptualização. O presente artigo busca oferecer subsídios na direção de perspectiva teórica alternativa acerca de pontos comuns e diferenças entre estes dois tipos de conhecimento. O caráter semiótico de toda e qualquer atividade humana é apresentado e discutido como ponto teórico que obriga à consideração dos saberes escolar e extra-escolar como atividades cognitivas inseridas em comunidades humanas específicas. Tal perspectiva traz como conseqüência metodológica a abordagem da atividade não somente em termos da análise da tarefa abstrata descrita pelo experimentador, mas igualmente em termos da análise da atividade concreta desempenhada pelos participantes, para cujo estudo e compreensão a colaboração ativa destes participantes é crucial.
Autores principais:Falcão, Jorge Tarcísio
Assunto:Experiência educativa Conhecimento
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
Idioma:português
Origem:Repositório da ESE de Paula Frassinetti
Descrição
Resumo:A presente contribuição discute a perspectiva amplamente disseminada tanto na psicologia cognitiva quanto no senso comum, perspectiva segundo a qual os saberes formais-escolares seriam hierarquicamente superiores aos saberes extra-escolares ou práticos. Segundo tal perspectiva, o mérito central do conhecimento prático seria «preparar» o caminho para o surgimento do conhecimento formal, via abstração generalizante conducente à conceptualização. O presente artigo busca oferecer subsídios na direção de perspectiva teórica alternativa acerca de pontos comuns e diferenças entre estes dois tipos de conhecimento. O caráter semiótico de toda e qualquer atividade humana é apresentado e discutido como ponto teórico que obriga à consideração dos saberes escolar e extra-escolar como atividades cognitivas inseridas em comunidades humanas específicas. Tal perspectiva traz como conseqüência metodológica a abordagem da atividade não somente em termos da análise da tarefa abstrata descrita pelo experimentador, mas igualmente em termos da análise da atividade concreta desempenhada pelos participantes, para cujo estudo e compreensão a colaboração ativa destes participantes é crucial.