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O brincar na vida da criança: um estudo de caso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação é o resultado da pesquisa realizada ao longo do estágio em jardim de infância e em creche. Tem como principal foco perceber a importância que o brincar tem no desenvolvimento das crianças. Para tal, estabeleceram-se quatro objetivos: compreender a perspetiva dos encarregados de educação e dos educadores de infância sobre a importância do brincar na vida das crianças; identificar o tipo de brincadeiras mais comuns das crianças; percecionar o tempo que os educadores de infância dedicam às brincadeiras das crianças na sala de atividades e no espaço exterior e compreender a perceção dos encarregados de educação sobre o tempo que os filhos dedicam às brincadeiras em casa. Foi realizada uma revisão da literatura e, posterior investigação de metodologia tipo mista, realizando entrevistas às educadoras cooperantes e inquéritos por questionário aos encarregados de educação. As crianças dos três grupos onde foram realizadas as PES, foram alvo de observação, resultando em diferentes registos. As análises dos dados permitem concluir que os inquiridos consideram o brincar essencial na vida das crianças, destacando competências ao nível do desenvolvimento cognitivo como a resolução de problemas, a aplicação de noções matemáticas, o ultrapassar de desafios, a criatividade e a imaginação; o desenvolvimento emocional e socio afetivo, bem como a gestão das emoções e o seguir regras e o desenvolvimento motor e físico, realçando a motricidade fina. Constatou-se que o jogo simbólico, construções e brincadeiras no exterior são o tipo de atividades preferidas pelas crianças. Conclui-se que as educadoras referem o seu papel nos momentos de brincadeira como observador, mediador de conflitos e como participante ativo. Referem a participação em creche como meio para “ensinar a brincar”, não descurando a participação no jardim-de-infância mas privilegiando a observação nesta valência. Por último, percebeu-se que as educadoras enfrentam desafios para garantir que o tempo é suficiente para brincar devido às rotinas diárias, aos momentos de atividade e às atividades curriculares articuladas. Na creche, o tempo destinado ao brincar é valorizado e entendido como uma prioridade por parte dos educadores. Palavras-chave: brincar; jardim de infância; creche; desenvolvimento
Autores principais:Rei, Mariana Pincho de Almeida da Costa
Assunto:Educação de infância Creche Rotinas Brincar
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
Idioma:português
Origem:Repositório da ESE de Paula Frassinetti
Descrição
Resumo:A presente investigação é o resultado da pesquisa realizada ao longo do estágio em jardim de infância e em creche. Tem como principal foco perceber a importância que o brincar tem no desenvolvimento das crianças. Para tal, estabeleceram-se quatro objetivos: compreender a perspetiva dos encarregados de educação e dos educadores de infância sobre a importância do brincar na vida das crianças; identificar o tipo de brincadeiras mais comuns das crianças; percecionar o tempo que os educadores de infância dedicam às brincadeiras das crianças na sala de atividades e no espaço exterior e compreender a perceção dos encarregados de educação sobre o tempo que os filhos dedicam às brincadeiras em casa. Foi realizada uma revisão da literatura e, posterior investigação de metodologia tipo mista, realizando entrevistas às educadoras cooperantes e inquéritos por questionário aos encarregados de educação. As crianças dos três grupos onde foram realizadas as PES, foram alvo de observação, resultando em diferentes registos. As análises dos dados permitem concluir que os inquiridos consideram o brincar essencial na vida das crianças, destacando competências ao nível do desenvolvimento cognitivo como a resolução de problemas, a aplicação de noções matemáticas, o ultrapassar de desafios, a criatividade e a imaginação; o desenvolvimento emocional e socio afetivo, bem como a gestão das emoções e o seguir regras e o desenvolvimento motor e físico, realçando a motricidade fina. Constatou-se que o jogo simbólico, construções e brincadeiras no exterior são o tipo de atividades preferidas pelas crianças. Conclui-se que as educadoras referem o seu papel nos momentos de brincadeira como observador, mediador de conflitos e como participante ativo. Referem a participação em creche como meio para “ensinar a brincar”, não descurando a participação no jardim-de-infância mas privilegiando a observação nesta valência. Por último, percebeu-se que as educadoras enfrentam desafios para garantir que o tempo é suficiente para brincar devido às rotinas diárias, aos momentos de atividade e às atividades curriculares articuladas. Na creche, o tempo destinado ao brincar é valorizado e entendido como uma prioridade por parte dos educadores. Palavras-chave: brincar; jardim de infância; creche; desenvolvimento