Publicação
Pessoas com deficiência visual e a sua experiência em hotéis
| Resumo: | Este estudo pretende compreender a globalidade da experiência hoteleira das pessoas com deficiência visual, através da avaliação de todo o processo, isto é, desde o reconhecimento da vontade de viajar, passando pela pesquisa de informação, avaliação das alternativas, processo de tomada de decisão e de reserva, estadia e impressões finais, procurando perceber com quem frequentam os hotéis, o que precisam de ter à sua disposição, quais os seus principais desafios, e apurar eventuais sugestões. Para isso, foram conduzidas entrevistas, via telefone, a 11 associados da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), delegação de Coimbra, o que permitiu abordar algumas questões pertinentes que, além de corresponderem ao objetivo do estudo, permitem sensibilizar quer a indústria hoteleira, quer a sociedade em geral, para a importância desta temática. Este estudo permitiu apurar, junto a uma pequena amostra, as principais dificuldades com que as pessoas com deficiência visual se deparam, identificar as áreas onde existe maior vulnerabilidade, e ainda concluir que se trata de um mercado heterogéneo, uma vez que, além de existirem diversos graus de deficiência, a mesma é sentida de forma diferente de pessoa para pessoa. Algumas das barreiras sinalizadas são atenuadas por estratégias desenvolvidas pelo próprio deficiente; contudo, a verdadeira inclusão só será atingida com a existência de uma sinalética e dos meios que permitam a autonomia das pessoas com deficiência visual. Ficou demonstrado, ainda, que os funcionários dos hotéis são prestáveis e tentam auxiliar as pessoas com deficiência visual, mas, muitas vezes, não têm formação para responder às suas necessidades básicas. Faltará, ainda, sensibilizar para pequenas alterações que melhorarão a experiência das pessoas com deficiência e que são de pequena dimensão ou baixo custo. |
|---|---|
| Autores principais: | Andrade, Carolina de Barbosa Mendonça |
| Assunto: | Turismo acessível Deficiência visual Hotelaria Accessible tourism Visual impairment Hotel industry |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril |
| Resumo: | Este estudo pretende compreender a globalidade da experiência hoteleira das pessoas com deficiência visual, através da avaliação de todo o processo, isto é, desde o reconhecimento da vontade de viajar, passando pela pesquisa de informação, avaliação das alternativas, processo de tomada de decisão e de reserva, estadia e impressões finais, procurando perceber com quem frequentam os hotéis, o que precisam de ter à sua disposição, quais os seus principais desafios, e apurar eventuais sugestões. Para isso, foram conduzidas entrevistas, via telefone, a 11 associados da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), delegação de Coimbra, o que permitiu abordar algumas questões pertinentes que, além de corresponderem ao objetivo do estudo, permitem sensibilizar quer a indústria hoteleira, quer a sociedade em geral, para a importância desta temática. Este estudo permitiu apurar, junto a uma pequena amostra, as principais dificuldades com que as pessoas com deficiência visual se deparam, identificar as áreas onde existe maior vulnerabilidade, e ainda concluir que se trata de um mercado heterogéneo, uma vez que, além de existirem diversos graus de deficiência, a mesma é sentida de forma diferente de pessoa para pessoa. Algumas das barreiras sinalizadas são atenuadas por estratégias desenvolvidas pelo próprio deficiente; contudo, a verdadeira inclusão só será atingida com a existência de uma sinalética e dos meios que permitam a autonomia das pessoas com deficiência visual. Ficou demonstrado, ainda, que os funcionários dos hotéis são prestáveis e tentam auxiliar as pessoas com deficiência visual, mas, muitas vezes, não têm formação para responder às suas necessidades básicas. Faltará, ainda, sensibilizar para pequenas alterações que melhorarão a experiência das pessoas com deficiência e que são de pequena dimensão ou baixo custo. |
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