Publicação
Valorização dos guias-intérpretes certificados como stakeholders no processo de planeamento e gestão dos destinos turísticos em Portugal continental
| Resumo: | O planeamento e gestão dos destinos turísticos é um processo complexo que tem como finalidade o desenvolvimento turístico, para o qual é necessária a consideração de dimensões como a competitividade, a inovação e a sustentabilidade. O referido processo engloba diversas etapas, ferramentas e stakeholders, entre os quais os guias-intérpretes. O presente estudo foi desenvolvido tendo como foco a análise da atuação dos guias-intérpretes certificados enquanto stakeholders no processo de planeamento e gestão dos destinos em Portugal continental. Assim, foi crucial a análise das diversas funções associadas ao papel dos guias-intérpretes como storytellers, intérpretes, embaixadores, entre outros. Através da sua condição de mediadores entre destinos e turistas, os guias intérpretes são um incontestável stakeholder dos destinos deparando-se, porém, com alguns obstáculos à sua atuação como tal. A pesquisa empírica recorreu a duas técnicas de recolha de informação: questionários direcionados aos guias-intérpretes certificados em Portugal continental; e entrevistas dirigidas a representantes de vários stakeholders considerados mais relevantes para o estudo. Os 218 questionários permitiram auferir a opinião e perceção dos guias intérpretes quanto à sua atuação enquanto stakeholders no planeamento e gestão dos destinos e, por outro lado, as seis entrevistas facilitaram a compreensão sobre a forma como a atuação dos guias-intérpretes é entendida pelos demais stakeholders. Os resultados comprovam que, apesar dos obstáculos internos e externos à participação mais ativa dos guias-intérpretes no planeamento e gestão dos destinos, existe um interesse partilhado por estes profissionais e restantes stakeholders em promover essa participação. O estudo permitiu ainda chegar a um conjunto de medidas que possam contribuir para a valorização destes profissionais e estimular a sua participação como agentes do turismo, em particular no planeamento e gestão dos destinos turísticos em Portugal continental. |
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| Autores principais: | Mata, Filipa Toscano Afonso Bastos da |
| Assunto: | Gestão turística Guias-intérpretes Planeamento turístico Portugal continental Stakeholders Tourist management Tourist guides Tourism planning Continental Portugal |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril |
| Resumo: | O planeamento e gestão dos destinos turísticos é um processo complexo que tem como finalidade o desenvolvimento turístico, para o qual é necessária a consideração de dimensões como a competitividade, a inovação e a sustentabilidade. O referido processo engloba diversas etapas, ferramentas e stakeholders, entre os quais os guias-intérpretes. O presente estudo foi desenvolvido tendo como foco a análise da atuação dos guias-intérpretes certificados enquanto stakeholders no processo de planeamento e gestão dos destinos em Portugal continental. Assim, foi crucial a análise das diversas funções associadas ao papel dos guias-intérpretes como storytellers, intérpretes, embaixadores, entre outros. Através da sua condição de mediadores entre destinos e turistas, os guias intérpretes são um incontestável stakeholder dos destinos deparando-se, porém, com alguns obstáculos à sua atuação como tal. A pesquisa empírica recorreu a duas técnicas de recolha de informação: questionários direcionados aos guias-intérpretes certificados em Portugal continental; e entrevistas dirigidas a representantes de vários stakeholders considerados mais relevantes para o estudo. Os 218 questionários permitiram auferir a opinião e perceção dos guias intérpretes quanto à sua atuação enquanto stakeholders no planeamento e gestão dos destinos e, por outro lado, as seis entrevistas facilitaram a compreensão sobre a forma como a atuação dos guias-intérpretes é entendida pelos demais stakeholders. Os resultados comprovam que, apesar dos obstáculos internos e externos à participação mais ativa dos guias-intérpretes no planeamento e gestão dos destinos, existe um interesse partilhado por estes profissionais e restantes stakeholders em promover essa participação. O estudo permitiu ainda chegar a um conjunto de medidas que possam contribuir para a valorização destes profissionais e estimular a sua participação como agentes do turismo, em particular no planeamento e gestão dos destinos turísticos em Portugal continental. |
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