Publicação
Transição segura para o domicílio da pessoa submetida a artroplastia da anca: intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação
| Resumo: | A crescente necessidade de artroplastia da anca tem resultado num aumento dos tempos de espera, podendo exacerbar o declínio funcional das Pessoas com osteoartrite e dificultar a recuperação pós-operatória. Esta recuperação está relacionada com os cuidados de Enfermagem de Reabilitação ao nível da mobilidade, ensino e preparação para o regresso ao domicílio. O sucesso da intervenção cirúrgica depende da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, a qual deve ser precoce, planeada e individualizada, em concordância com as necessidades e os objetivos da Pessoa. O objetivo geral deste Projeto foi elaborar o Programa de Reabilitação e Capacitação para a transição segura para o domicílio da Pessoa submetida a artroplastia da anca. Foram desenvolvidas as seguintes atividades: conversas com a equipa de Enfermagem; análise SWOT do plano de cuidados do serviço; revisão da literatura sobre artroplastia da anca e transição segura para o domicílio; conceção, apresentação e implementação do guia de questões sobre as características habitacionais, bem como o Programa de Reabilitação. A avaliação das características habitacionais oferece contributos importantes na adaptação do Programa de Reabilitação às necessidades da Pessoa/Família. Embora este programa tenha sido implementado faltam evidências quanto à sua inclusão nos registos de Enfermagem de Reabilitação: 100% dos processos têm identificados os focos de atenção definidos com a avaliação do nível de dependência para cada autocuidado e do potencial de reconstrução de autonomia para o autocuidado; mas 10% dos processos têm a avaliação da capacidade para o uso de estratégias adaptativas para cada autocuidado. O Programa de Reabilitação desenvolvido, conjuntamente com os cuidados de Enfermagem de Reabilitação, proporciona: melhor controlo da dor; diminuição de complicações; ganhos em amplitude de movimento; recuperação mais rápida da força muscular, capacidade de marcha e funcionalidade; maior capacidade para o autocuidado aquando da alta; menor risco de queda; maior qualidade de vida. |
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| Autores principais: | Cação, Carina |
| Assunto: | artroplastia da anca intervenções de enfermagem de reabilitação transição segura programa de reabilitação família arthroplasty replacement hip rehabilitation nursing interventions hospital to home transitions family rehabilitation |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa |
| Resumo: | A crescente necessidade de artroplastia da anca tem resultado num aumento dos tempos de espera, podendo exacerbar o declínio funcional das Pessoas com osteoartrite e dificultar a recuperação pós-operatória. Esta recuperação está relacionada com os cuidados de Enfermagem de Reabilitação ao nível da mobilidade, ensino e preparação para o regresso ao domicílio. O sucesso da intervenção cirúrgica depende da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, a qual deve ser precoce, planeada e individualizada, em concordância com as necessidades e os objetivos da Pessoa. O objetivo geral deste Projeto foi elaborar o Programa de Reabilitação e Capacitação para a transição segura para o domicílio da Pessoa submetida a artroplastia da anca. Foram desenvolvidas as seguintes atividades: conversas com a equipa de Enfermagem; análise SWOT do plano de cuidados do serviço; revisão da literatura sobre artroplastia da anca e transição segura para o domicílio; conceção, apresentação e implementação do guia de questões sobre as características habitacionais, bem como o Programa de Reabilitação. A avaliação das características habitacionais oferece contributos importantes na adaptação do Programa de Reabilitação às necessidades da Pessoa/Família. Embora este programa tenha sido implementado faltam evidências quanto à sua inclusão nos registos de Enfermagem de Reabilitação: 100% dos processos têm identificados os focos de atenção definidos com a avaliação do nível de dependência para cada autocuidado e do potencial de reconstrução de autonomia para o autocuidado; mas 10% dos processos têm a avaliação da capacidade para o uso de estratégias adaptativas para cada autocuidado. O Programa de Reabilitação desenvolvido, conjuntamente com os cuidados de Enfermagem de Reabilitação, proporciona: melhor controlo da dor; diminuição de complicações; ganhos em amplitude de movimento; recuperação mais rápida da força muscular, capacidade de marcha e funcionalidade; maior capacidade para o autocuidado aquando da alta; menor risco de queda; maior qualidade de vida. |
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