Publicação
"Intervenção Precoce na Infância - Modelos Teóricos Atuais"
| Resumo: | A Intervenção Precoce na Infância tem evoluído, ao longo dos anos. As suas práticas começaram por se focar apenas nas crianças dos zero aos seis anos de idade. Atualmente, o seu público-alvo são essas mesmas crianças, incluindo também as respetivas famílias e comunidades, tendo como base de aprendizagem e desenvolvimento as suas rotinas. Assim sendo, é necessário reformular os métodos de intervenção e o papel que os profissionais da área necessitam de adquirir, pois este também sofre múltiplas alterações, de forma a adequar-se às famílias e às suas rotinas. Desta forma, passa-se de uma intervenção precoce na infância centrada na criança para uma intervenção precoce na infância centrada na família, baseada nas rotinas, incluindo o meio social e os três ministérios predominantes da intervenção − Educação, Saúde e Segurança Social −, dando assim origem às Equipas Locais de Intervenção transdisciplinares. Deste modo, este estudo tem como objetivo analisar se a Equipa Local de Intervenção do Centro de Saúde de Trancoso tem posto em prática as novas mudanças do modelo centrado na família e, consequentemente, perceber se as famílias necessitadas de intervenção são parte integrante da Equipa e a sua satisfação quanto ao serviço. Assim, o estudo conta com uma abordagem mista, através da aplicação de questionários, tanto aos profissionais da ELI como às famílias integradas. Tal permitiu verificar que a maioria dos profissionais desta ELI é dotada de formações em IPI, as quais possibilitam uma melhor ação perante os problemas existentes. Foi mencionado, através das questões abertas, que esta mudança de modelo não tem sido leve, sendo preciso ainda muito trabalho em relação ao novo papel dos profissionais. Em relação às famílias, verifica-se que estas possuem uma participação ativa, desde a elaboração do programa de intervenção até à sua execução, trazendo benefícios para o desenvolvimento da criança. Apesar da integração na Equipa e da satisfação, de um modo geral, em relação ao serviço da mesma, algumas famílias referem a necessidade de recorrer a outros serviços fora da ELI, em termos de profissionais ligados a problemas com a linguagem, devido ao elevado número de casos deste tipo pelos quais a ELI do Centro de Saúde de Trancoso é responsável. |
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| Autores principais: | Simões, Lara Cristina Torres |
| Assunto: | Equipa Local de Intervenção Intervenção Precoce na Infância Famílias Mudança Transdisciplinar Local Intervention Teams Early Childhood Intervention Families Change Transdisciplinary |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A Intervenção Precoce na Infância tem evoluído, ao longo dos anos. As suas práticas começaram por se focar apenas nas crianças dos zero aos seis anos de idade. Atualmente, o seu público-alvo são essas mesmas crianças, incluindo também as respetivas famílias e comunidades, tendo como base de aprendizagem e desenvolvimento as suas rotinas. Assim sendo, é necessário reformular os métodos de intervenção e o papel que os profissionais da área necessitam de adquirir, pois este também sofre múltiplas alterações, de forma a adequar-se às famílias e às suas rotinas. Desta forma, passa-se de uma intervenção precoce na infância centrada na criança para uma intervenção precoce na infância centrada na família, baseada nas rotinas, incluindo o meio social e os três ministérios predominantes da intervenção − Educação, Saúde e Segurança Social −, dando assim origem às Equipas Locais de Intervenção transdisciplinares. Deste modo, este estudo tem como objetivo analisar se a Equipa Local de Intervenção do Centro de Saúde de Trancoso tem posto em prática as novas mudanças do modelo centrado na família e, consequentemente, perceber se as famílias necessitadas de intervenção são parte integrante da Equipa e a sua satisfação quanto ao serviço. Assim, o estudo conta com uma abordagem mista, através da aplicação de questionários, tanto aos profissionais da ELI como às famílias integradas. Tal permitiu verificar que a maioria dos profissionais desta ELI é dotada de formações em IPI, as quais possibilitam uma melhor ação perante os problemas existentes. Foi mencionado, através das questões abertas, que esta mudança de modelo não tem sido leve, sendo preciso ainda muito trabalho em relação ao novo papel dos profissionais. Em relação às famílias, verifica-se que estas possuem uma participação ativa, desde a elaboração do programa de intervenção até à sua execução, trazendo benefícios para o desenvolvimento da criança. Apesar da integração na Equipa e da satisfação, de um modo geral, em relação ao serviço da mesma, algumas famílias referem a necessidade de recorrer a outros serviços fora da ELI, em termos de profissionais ligados a problemas com a linguagem, devido ao elevado número de casos deste tipo pelos quais a ELI do Centro de Saúde de Trancoso é responsável. |
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