Publicação
Autoperceção de competências académicas e profissionais por estudantes de Psicologia
| Resumo: | Assumindo que o nível de competência é influenciado, em certa medida, pelas expectativas e pelo modo como os (futuros) profissionais se veem no desempenho do seu papel, esta investigação focou-se na análise das perceções que os estudantes do curso de Psicologia têm das suas próprias competências pessoais, académicas e profissionais. O estudo foi realizado junto de uma amostra de 113 estudantes, a frequentar o 3º ou o 5º ano do curso de Mestrado Integrado em Psicologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, por método de inquérito, usando para o efeito a adaptação autorizada da Escala para la Evaluación de la Formación Psicológica recebida por los profisionales desenvolvida por Jésus de Fuente Arias (2004).As análises efetuadas seguiram as dimensões consideradas na Escala, relativas a perceções acerca dos seus conhecimentos (saber), procedimentos (saber como) e atitudes (querer saber, querer saber como). Da análise das respostas verifica-se que os estudantes finalistas (5º ano) tendem a autopercecionar-se como melhor preparados e mais competentes, pessoal e profissionalmente como Psicólogos, do que os seus pares ainda a frequentar a primeira fase do Curso (do 3º ano), ainda que esta diferença se revele nas componentes do “Saber” e “Saber Como”, portanto, ao nível dos conhecimentos. Esta vantagem não se verifica ao nível das atitudes. Este dado, conjuntamente com análises complementares, acusa o prejuízo de uma formação predominantemente teórica e de uma aprendizagem experiencial somente no último ano, de estágio. Uma formação prática, ativa, de aplicação de conhecimentos e reflexão sobre essa prática desde cedo na formação académica é sentida como necessária e relevante para a preparação de profissionais mais competentes e envolvidos na profissão e na qualificação da sua profissionalização. |
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| Autores principais: | Azevedo, Jessica Alexandra Medina |
| Assunto: | Competências Autoperceção Psicólogos Educação Formação em Psicologia Competencies Self-Perception Psychologists Education Training in Psychology |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso a metadados |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Assumindo que o nível de competência é influenciado, em certa medida, pelas expectativas e pelo modo como os (futuros) profissionais se veem no desempenho do seu papel, esta investigação focou-se na análise das perceções que os estudantes do curso de Psicologia têm das suas próprias competências pessoais, académicas e profissionais. O estudo foi realizado junto de uma amostra de 113 estudantes, a frequentar o 3º ou o 5º ano do curso de Mestrado Integrado em Psicologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, por método de inquérito, usando para o efeito a adaptação autorizada da Escala para la Evaluación de la Formación Psicológica recebida por los profisionales desenvolvida por Jésus de Fuente Arias (2004).As análises efetuadas seguiram as dimensões consideradas na Escala, relativas a perceções acerca dos seus conhecimentos (saber), procedimentos (saber como) e atitudes (querer saber, querer saber como). Da análise das respostas verifica-se que os estudantes finalistas (5º ano) tendem a autopercecionar-se como melhor preparados e mais competentes, pessoal e profissionalmente como Psicólogos, do que os seus pares ainda a frequentar a primeira fase do Curso (do 3º ano), ainda que esta diferença se revele nas componentes do “Saber” e “Saber Como”, portanto, ao nível dos conhecimentos. Esta vantagem não se verifica ao nível das atitudes. Este dado, conjuntamente com análises complementares, acusa o prejuízo de uma formação predominantemente teórica e de uma aprendizagem experiencial somente no último ano, de estágio. Uma formação prática, ativa, de aplicação de conhecimentos e reflexão sobre essa prática desde cedo na formação académica é sentida como necessária e relevante para a preparação de profissionais mais competentes e envolvidos na profissão e na qualificação da sua profissionalização. |
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