Publicação
Satisfação Profissional em Cuidados Paliativos
| Resumo: | A satisfação profissional tem sido uma temática de investigação em crescimento, pelo seu valor na compreensão do impacto que pode provocar na saúde e na qualidade de vida dos trabalhadores e que, por sua vez, se reflete nos níveis de produtividades das organizações.Desta forma, seguindo esta perspetiva, este estudo tem como objetivo geral avaliar os níveis de satisfação dos profissionais que constituem as equipas multidisciplinares em cuidados paliativos, a nível nacional. Partindo deste objetivo compreender relação entre (i) a satisfação profissional e os fatores sociodemográfico, (ii) os fatores organizacionais, (iii) as Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP) e as Unidades de Cuidados Paliativos (UCP), (iv) o burnout e (v) a satisfação global. Constitui-se como um estudo de investigação realizado mediante pesquisa de carácter descritivo, transversal, com componente correlacional e utilizando uma metodologia de cariz misto, quantitativo e qualitativo. Na recolha de dados foi usado o Instrumento de Avaliação de Satisfação Profissional (IASP), desenvolvido pelo Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC) e o questionário Copenhagen Burnout Inventory (CBI), traduzido em Português, validado e adaptado por Fontes em 2011, com preenchimento online. Para o tratamento dos dados utilizou-se a aplicação informática Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) na versão 23.A amostra ficou constituída por 51 profissionais de saúde, a exercerem funções nas EIHSCP e nas UCP, traduzindo uma taxa de resposta de 34,6%, distribuídos por categorias profissionais, enfermeiros (47,1%), médicos (25,5%) e técnico/a superior de saúde (17,6%), entre os quais nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos e assistentes sociais. A amostra é predominantemente do sexo feminino (90,9%), entre os 36 e 45 anos (34,1%), casados (68,2%) e com o grau de mestre (51,1%).O nível de satisfação profissional é de 73,1% nas EIHSCP e de 62,9% nas UCP. não há diferenças estatisticamente significativas entre estes, tal como em relação aos fatores organizacionais.Relativamente ao burnout observamos que a maioria dos profissionais apresentam baixos níveis de burnout nas três escalas do CBI. Da análise destes dados encontramos uma correlação positiva quanto ao burnout (pessoal e relacionado com o trabalho), que nos permite inferir que quanto mais burnout, menor parece ser a satisfação profissional.Em termos de satisfação global, os profissionais que responderam positivamente às questões sobre: adequabilidade da formação académica; devida utilização de competências; recomendar a unidade a familiares e/ou amigos; recorrer a esta unidade; escolher, de novo, esta unidade para trabalhar; e escolher, de novo, a mesma profissão, encontram-se mais satisfeitos do que aqueles que responderam negativamente.Face às principais recomendações dos profissionais, pelos comentários feitos, reforçamos a necessidade de um maior investimento na carga horária semanal apropriada, nas instalações e equipamentos, na formação adequada, num maior reconhecimento dos profissionais que nelas trabalham e, sobretudo nos recursos humanos.De igual forma, destaca-se a importância de enfatizar ou potenciar uma cultura que permita aumentar o valor das componentes motivacionais e reduzir o tempo entre a perceção e a apresentação de comportamentos de insatisfação por parte dos profissionais, bem como da monitorização periódica da satisfação profissional. |
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| Autores principais: | Braga, Vanessa Filipa de Jesus Leitão |
| Assunto: | Satisfação Profissional Cuidados Paliativos Equipas Intra-Hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos Unidade de Cuidados Paliativos Burnout Job Satisfaction Palliative Care Intra Hospital Support Team in Palliative Care Palliative Care Units Burnout |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A satisfação profissional tem sido uma temática de investigação em crescimento, pelo seu valor na compreensão do impacto que pode provocar na saúde e na qualidade de vida dos trabalhadores e que, por sua vez, se reflete nos níveis de produtividades das organizações.Desta forma, seguindo esta perspetiva, este estudo tem como objetivo geral avaliar os níveis de satisfação dos profissionais que constituem as equipas multidisciplinares em cuidados paliativos, a nível nacional. Partindo deste objetivo compreender relação entre (i) a satisfação profissional e os fatores sociodemográfico, (ii) os fatores organizacionais, (iii) as Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP) e as Unidades de Cuidados Paliativos (UCP), (iv) o burnout e (v) a satisfação global. Constitui-se como um estudo de investigação realizado mediante pesquisa de carácter descritivo, transversal, com componente correlacional e utilizando uma metodologia de cariz misto, quantitativo e qualitativo. Na recolha de dados foi usado o Instrumento de Avaliação de Satisfação Profissional (IASP), desenvolvido pelo Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC) e o questionário Copenhagen Burnout Inventory (CBI), traduzido em Português, validado e adaptado por Fontes em 2011, com preenchimento online. Para o tratamento dos dados utilizou-se a aplicação informática Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) na versão 23.A amostra ficou constituída por 51 profissionais de saúde, a exercerem funções nas EIHSCP e nas UCP, traduzindo uma taxa de resposta de 34,6%, distribuídos por categorias profissionais, enfermeiros (47,1%), médicos (25,5%) e técnico/a superior de saúde (17,6%), entre os quais nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos e assistentes sociais. A amostra é predominantemente do sexo feminino (90,9%), entre os 36 e 45 anos (34,1%), casados (68,2%) e com o grau de mestre (51,1%).O nível de satisfação profissional é de 73,1% nas EIHSCP e de 62,9% nas UCP. não há diferenças estatisticamente significativas entre estes, tal como em relação aos fatores organizacionais.Relativamente ao burnout observamos que a maioria dos profissionais apresentam baixos níveis de burnout nas três escalas do CBI. Da análise destes dados encontramos uma correlação positiva quanto ao burnout (pessoal e relacionado com o trabalho), que nos permite inferir que quanto mais burnout, menor parece ser a satisfação profissional.Em termos de satisfação global, os profissionais que responderam positivamente às questões sobre: adequabilidade da formação académica; devida utilização de competências; recomendar a unidade a familiares e/ou amigos; recorrer a esta unidade; escolher, de novo, esta unidade para trabalhar; e escolher, de novo, a mesma profissão, encontram-se mais satisfeitos do que aqueles que responderam negativamente.Face às principais recomendações dos profissionais, pelos comentários feitos, reforçamos a necessidade de um maior investimento na carga horária semanal apropriada, nas instalações e equipamentos, na formação adequada, num maior reconhecimento dos profissionais que nelas trabalham e, sobretudo nos recursos humanos.De igual forma, destaca-se a importância de enfatizar ou potenciar uma cultura que permita aumentar o valor das componentes motivacionais e reduzir o tempo entre a perceção e a apresentação de comportamentos de insatisfação por parte dos profissionais, bem como da monitorização periódica da satisfação profissional. |
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