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Potencialidades e limitações da fitoterapia no doente oncológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O diagnóstico e tratamento do cancro estão associados a importantes implicações a nível físico e psicológico, que afetam consideravelmente a qualidade de vida dos doentes oncológicos, e para as quais o recurso a fitoterapia pode ser benéfico. As afeções mucocutâneas decorrentes de alguns tratamentos oncológicos podem ser prevenidas e/ou tratadas com preparações tópicas à base de gel de Aloe vera, Calendula officinalis ou Matricaria recutita. Existe evidência clínica que comprova a eficácia e segurança destes agentes terapêuticos em contexto oncológico. O uso de Hypericum perforatum no tratamento da depressão, no contexto oncológico, é fortemente limitado pelos conhecidos mecanismos de interação plantamedicamento. Quanto à Valeriana officinalis , apesar do seu perfil de segurança muito favorável, carece ainda de evidência clínica de qualidade que comprove a sua eficácia no tratamento dos distúrbios do sono no doente oncológico. A Uncaria tomentosa e a Echinacea spp têm a potencialidade de controlar a leucopenia induzida pelos tratamentos antineoplásicos. O uso destas plantas deve ser muito bem ponderado, uma vez que é possível a ocorrência de interações que podem comprometer a eficácia e segurança dos tratamentos oncológicos.
Autores principais:Teixeira, Maria Luísa Félix
Assunto:Neoplasias Fitoterapia Plantas medicinais Antineoplásicos Interacções plantas-medicamentos
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O diagnóstico e tratamento do cancro estão associados a importantes implicações a nível físico e psicológico, que afetam consideravelmente a qualidade de vida dos doentes oncológicos, e para as quais o recurso a fitoterapia pode ser benéfico. As afeções mucocutâneas decorrentes de alguns tratamentos oncológicos podem ser prevenidas e/ou tratadas com preparações tópicas à base de gel de Aloe vera, Calendula officinalis ou Matricaria recutita. Existe evidência clínica que comprova a eficácia e segurança destes agentes terapêuticos em contexto oncológico. O uso de Hypericum perforatum no tratamento da depressão, no contexto oncológico, é fortemente limitado pelos conhecidos mecanismos de interação plantamedicamento. Quanto à Valeriana officinalis , apesar do seu perfil de segurança muito favorável, carece ainda de evidência clínica de qualidade que comprove a sua eficácia no tratamento dos distúrbios do sono no doente oncológico. A Uncaria tomentosa e a Echinacea spp têm a potencialidade de controlar a leucopenia induzida pelos tratamentos antineoplásicos. O uso destas plantas deve ser muito bem ponderado, uma vez que é possível a ocorrência de interações que podem comprometer a eficácia e segurança dos tratamentos oncológicos.