Publicação
Modelos e instrumentos de medida de liderança:liderança transformacional, substitutos de liderança e auto-liderança
| Resumo: | Nos últimos anos a Liderança Transformacional e os Substitutos de Liderança têm sido alvo de uma multiplicidade de estudos e investigações. De acordo com diversas publicações, a Auto-Liderança tem sido apontada como um possível Substituto de Liderança. O presente projecto de investigação visa validar um instrumento, que incluiu a escala de Liderança Transformacional, três domínios da escala de Substitutos de Liderança e a escala de Auto-Liderança. O desígnio deste estudo é encontrar resultados psicometricamente significativos das escalas por nós seleccionadas, tendo por base a literatura que defende que estes três modelos distintos estão interligados. A amostra seleccionada abrangeu sujeitos da área da Saúde: Enfermeiros e Delegados de Informação Médica (D.I.M). De acordo com os resultados encontrados, ainda que as partes referentes à Liderança Transformacional (α= .954) e à Auto-Liderança (α= .911) tenham revelado valores estatisticamente significativos e uma consistência interna aceitável, não nos foi possível encontrar correspondência ao nível da distribuição dos itens nas dimensões propostas pelos autores de base. No que toca aos Substitutos de Liderança, não encontramos quaisquer resultados que corroborassem as teorias apresentadas pelos autores de base. Relativamente à Liderança Transformacional, se nos relembrarmos que esta escala era apenas uma das partes de um questionário justifica-se o facto de todos os itens saturarem no mesmo factor. Quanto aos Substitutos de Liderança, podemos observar que as dimensões utilizadas no presente estudo não possuem validade psicométrica que permitam a sua utilização para a prossecução dos estudos, o próprio instrumento, tal como se encontra formulado, não confere um nível de fiabilidade que permita encontrar as dimensões mais gerais da escala, nomeadamente, características individuais, características da tarefa e características da organização, nem as dimensões por nós seleccionadas. No que diz respeito à Auto-Liderança, apesar dos valores de consistência interna encontrados serem bastante elevados, não conseguimos encontrar as três categorias sugeridas pelos autores seminais, nem as nove sub-escalas/sub-dimensões. Contudo, ainda que não tenhamos alcançado as sub-escalas, defrontámo-nos com itens que saturaram no mesmo factor e que pertenciam à sub-escala proposta pela literatura. Concluímos que existe efectivamente uma inter-ligação entre os três modelos de Liderança. Pois, se tivermos perante um líder com capacidades transformacionais, que consegue inspirar os seus subordinados, que lhes proporcione espaço para eles trabalharem autonomamente, torna-se evidente que estes colaboradores vão necessariamente funcionar com indivíduos que potenciam a acção do líder, funcionando portanto como Substitutos de Liderança. E se estes sujeitos forem orientados para uma forma de trabalho autónoma, onde não seja necessário uma supervisão permanente, estaremos então diante de sujeitos auto-liderados, que funcionam como Substitutos de Liderança. Apesar de trabalhem autonomamente, têm sempre incutidos os valores comuns à organização, os objectivos e metas do grupo de trabalho em que se inserem. |
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| Autores principais: | Martins, Margarida Luís Lourenço |
| Assunto: | Auto-Liderança Liderança transformacional |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Nos últimos anos a Liderança Transformacional e os Substitutos de Liderança têm sido alvo de uma multiplicidade de estudos e investigações. De acordo com diversas publicações, a Auto-Liderança tem sido apontada como um possível Substituto de Liderança. O presente projecto de investigação visa validar um instrumento, que incluiu a escala de Liderança Transformacional, três domínios da escala de Substitutos de Liderança e a escala de Auto-Liderança. O desígnio deste estudo é encontrar resultados psicometricamente significativos das escalas por nós seleccionadas, tendo por base a literatura que defende que estes três modelos distintos estão interligados. A amostra seleccionada abrangeu sujeitos da área da Saúde: Enfermeiros e Delegados de Informação Médica (D.I.M). De acordo com os resultados encontrados, ainda que as partes referentes à Liderança Transformacional (α= .954) e à Auto-Liderança (α= .911) tenham revelado valores estatisticamente significativos e uma consistência interna aceitável, não nos foi possível encontrar correspondência ao nível da distribuição dos itens nas dimensões propostas pelos autores de base. No que toca aos Substitutos de Liderança, não encontramos quaisquer resultados que corroborassem as teorias apresentadas pelos autores de base. Relativamente à Liderança Transformacional, se nos relembrarmos que esta escala era apenas uma das partes de um questionário justifica-se o facto de todos os itens saturarem no mesmo factor. Quanto aos Substitutos de Liderança, podemos observar que as dimensões utilizadas no presente estudo não possuem validade psicométrica que permitam a sua utilização para a prossecução dos estudos, o próprio instrumento, tal como se encontra formulado, não confere um nível de fiabilidade que permita encontrar as dimensões mais gerais da escala, nomeadamente, características individuais, características da tarefa e características da organização, nem as dimensões por nós seleccionadas. No que diz respeito à Auto-Liderança, apesar dos valores de consistência interna encontrados serem bastante elevados, não conseguimos encontrar as três categorias sugeridas pelos autores seminais, nem as nove sub-escalas/sub-dimensões. Contudo, ainda que não tenhamos alcançado as sub-escalas, defrontámo-nos com itens que saturaram no mesmo factor e que pertenciam à sub-escala proposta pela literatura. Concluímos que existe efectivamente uma inter-ligação entre os três modelos de Liderança. Pois, se tivermos perante um líder com capacidades transformacionais, que consegue inspirar os seus subordinados, que lhes proporcione espaço para eles trabalharem autonomamente, torna-se evidente que estes colaboradores vão necessariamente funcionar com indivíduos que potenciam a acção do líder, funcionando portanto como Substitutos de Liderança. E se estes sujeitos forem orientados para uma forma de trabalho autónoma, onde não seja necessário uma supervisão permanente, estaremos então diante de sujeitos auto-liderados, que funcionam como Substitutos de Liderança. Apesar de trabalhem autonomamente, têm sempre incutidos os valores comuns à organização, os objectivos e metas do grupo de trabalho em que se inserem. |
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