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A Empatia Médica e a Mobilização de Recursos do Serviço Nacional de Saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A empatia é um conceito baseado nos componentes emocional, moral, cognitivo e comportamental.Objetivo: Perceber qual o impacte da auto-perceção da empatia médica em indicadores de actividade.Métodos: Aplicação do questionário de empatia para médicos - Escala de Jefferson para médicos, validada em Portugal e após autorização do autor e no preenchimento, com base nos indicadores do MIMUF de dezembro de 2015, dos seguintes indicadores: proporção de consultas realizadas pelo Médico de Medicina Geral e Familiar; taxa de utilização global de consultas médicas; despesa de medicamentos prescritos, por utilizador (PVP); despesa MCDT prescritos, por utilizador.Resultados: Obtiveram-se 218 respostas de médicos de Medicina Geral e Familiar a exercer em UCSP e USF do ACES Baixo Mondego e Cova da Beira, escolhidas aleatoriamente. Em relação aos indicadores de acesso e financeiros, médicos com mais de 25 anos de prática profissional têm um valor significativamente superior na proporção de consultas realizadas e um valor significativamente menor no que diz respeito à utilização global de consultas médicas e nas despesas com os medicamentos.Quanto à auto-perceção de empatia médica, 53,6% da amostra tem resultados bons, estando acima da mediana. Quanto aos sub-indicadores de empatia, em médicos com menos de 25 anos de prática profissional e em USF têm maior Preocupação Empática e capacidade de Colocar-se nos Pés do Paciente; por outro lado, a Tomada de Perspetiva é maior no caso de médicos com mais de 25 anos de prática profissional e a trabalhar nas UCSP. A distribuição dos indicadores de acesso e financeiros, segundo o indicador de empatia médio não revelou diferenças estatisticamente significativas.Discussão: Muitos médicos podem não valorizar, conscientemente, a empatia na sua prática médica, o que se traduz em dificuldades de obter uma boa auto-perceção da mesma. Este facto apoia a importância de investir no estudo e divulgação desta área.Conclusão: Os anos de prática médica são o fator que mais contribui para diferenças na distribuição dos indicadores. As inequívocas vantagens que advêm de um prática médica empática, contribuem para que o desenvolvimento científico nesta área se venha a mostrar um fator determinante na melhoria da gestão de recursos humanos e económicos no SNS.
Autores principais:Costa, Ana Catarina Cascais da
Assunto:Empatia Relação médico-doente Escala de Jefferson para médicos Indicadores de acesso e financeiros Medicina Geral e Familiar Empathy Patient-physician relationship Jefferson scale for physicians Access and financial indicators General Practice
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: A empatia é um conceito baseado nos componentes emocional, moral, cognitivo e comportamental.Objetivo: Perceber qual o impacte da auto-perceção da empatia médica em indicadores de actividade.Métodos: Aplicação do questionário de empatia para médicos - Escala de Jefferson para médicos, validada em Portugal e após autorização do autor e no preenchimento, com base nos indicadores do MIMUF de dezembro de 2015, dos seguintes indicadores: proporção de consultas realizadas pelo Médico de Medicina Geral e Familiar; taxa de utilização global de consultas médicas; despesa de medicamentos prescritos, por utilizador (PVP); despesa MCDT prescritos, por utilizador.Resultados: Obtiveram-se 218 respostas de médicos de Medicina Geral e Familiar a exercer em UCSP e USF do ACES Baixo Mondego e Cova da Beira, escolhidas aleatoriamente. Em relação aos indicadores de acesso e financeiros, médicos com mais de 25 anos de prática profissional têm um valor significativamente superior na proporção de consultas realizadas e um valor significativamente menor no que diz respeito à utilização global de consultas médicas e nas despesas com os medicamentos.Quanto à auto-perceção de empatia médica, 53,6% da amostra tem resultados bons, estando acima da mediana. Quanto aos sub-indicadores de empatia, em médicos com menos de 25 anos de prática profissional e em USF têm maior Preocupação Empática e capacidade de Colocar-se nos Pés do Paciente; por outro lado, a Tomada de Perspetiva é maior no caso de médicos com mais de 25 anos de prática profissional e a trabalhar nas UCSP. A distribuição dos indicadores de acesso e financeiros, segundo o indicador de empatia médio não revelou diferenças estatisticamente significativas.Discussão: Muitos médicos podem não valorizar, conscientemente, a empatia na sua prática médica, o que se traduz em dificuldades de obter uma boa auto-perceção da mesma. Este facto apoia a importância de investir no estudo e divulgação desta área.Conclusão: Os anos de prática médica são o fator que mais contribui para diferenças na distribuição dos indicadores. As inequívocas vantagens que advêm de um prática médica empática, contribuem para que o desenvolvimento científico nesta área se venha a mostrar um fator determinante na melhoria da gestão de recursos humanos e económicos no SNS.