Publicação
A Nomofobia na Adolescência e o seu Papel Mediador na Relação entre a Vinculação aos Pares e o Comportamento Autolesivo Não Suicidário
| Resumo: | Ao medo ou fobia patológica de não conseguir comunicar por meio do smartphone e/ou perder oacesso a ele, dá-se o nome de nomofobia. Este comportamento de dependência tem vindo aaumentar na adolescência. A utilização do telemóvel na adolescência parece estar muitorelacionada com a necessidade de manter contacto com os pares, que se revelam figuras importantespara o bom funcionamento psicológico dos adolescentes. Uma fraca vinculação aos pares podecontribuir para o desenvolvimento de comportamentos de risco na adolescência nomeadamentepara a prática de comportamentos autolesivos não suicidários.A presente investigação, que contou com a participação de 302 adolescentes, de ambos os sexos ecom idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos (M=13.55; DP= 1.058), teve como objetivoanalisar o fenómeno da nomofobia na adolescência e perceber se ele constitui uma variávelmediadora da relação entre a vinculação aos pares e a prática de comportamentos autolesivos nãosuicidários em adolescentes. Para o efeito foram utilizados, além de um questionáriosociodemográfico, o Questionário da Nomofobia (NMPQ), o Teste da Dependência do Telemóvel(TDM), o Questionário de Impulso, Auto-dano e Ideação Suicida na Adolescência (QIAIS-A) e oInventário de Vinculação na Adolescência (IPPA).Procurou-se analisar a expressão que este fenómeno possui entre os adolescentes da amostra, bemcomo a influência sobre eles exercida por variáveis sociodemográficas e pelo tipo de utilização dosmartphone. Os resultados obtidos revelaram que os níveis de nomofobia não são muito altos naamostra, mas que quando os pais impõem regras relativas ao uso dos smartphones, os valores aindasão mais baixos. Verificou-se que os adolescentes utilizam os smartphones maioritariamente paranavegar nas redes sociais, realizar tarefas escolares e jogar jogos. A nomofobia tem maior expressãoentre as raparigas do que entre os rapazes. A rejeição do adolescente pelos pares conduz a umcomportamento de risco, nomeadamente a comportamentos autolesivos não suicidários. Verificouse,também, que a nomofobia é mediadora dessa relação.No geral, concluiu-se que a informação relativa à nomofobia ainda é escassa, em Portugal. É, porisso, é importante a realização de estudos sobre esta temática tão atual e desconhecida por muitos.Palavras-chave: Nomofobia, vinculação, pares, autodano, adolescência. |
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| Autores principais: | Almeida, Maria Beatriz Antunes de |
| Assunto: | Nomofobia vinculação pares autodano adolescência Nomophobia attachment peers self-injury adolescence |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Ao medo ou fobia patológica de não conseguir comunicar por meio do smartphone e/ou perder oacesso a ele, dá-se o nome de nomofobia. Este comportamento de dependência tem vindo aaumentar na adolescência. A utilização do telemóvel na adolescência parece estar muitorelacionada com a necessidade de manter contacto com os pares, que se revelam figuras importantespara o bom funcionamento psicológico dos adolescentes. Uma fraca vinculação aos pares podecontribuir para o desenvolvimento de comportamentos de risco na adolescência nomeadamentepara a prática de comportamentos autolesivos não suicidários.A presente investigação, que contou com a participação de 302 adolescentes, de ambos os sexos ecom idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos (M=13.55; DP= 1.058), teve como objetivoanalisar o fenómeno da nomofobia na adolescência e perceber se ele constitui uma variávelmediadora da relação entre a vinculação aos pares e a prática de comportamentos autolesivos nãosuicidários em adolescentes. Para o efeito foram utilizados, além de um questionáriosociodemográfico, o Questionário da Nomofobia (NMPQ), o Teste da Dependência do Telemóvel(TDM), o Questionário de Impulso, Auto-dano e Ideação Suicida na Adolescência (QIAIS-A) e oInventário de Vinculação na Adolescência (IPPA).Procurou-se analisar a expressão que este fenómeno possui entre os adolescentes da amostra, bemcomo a influência sobre eles exercida por variáveis sociodemográficas e pelo tipo de utilização dosmartphone. Os resultados obtidos revelaram que os níveis de nomofobia não são muito altos naamostra, mas que quando os pais impõem regras relativas ao uso dos smartphones, os valores aindasão mais baixos. Verificou-se que os adolescentes utilizam os smartphones maioritariamente paranavegar nas redes sociais, realizar tarefas escolares e jogar jogos. A nomofobia tem maior expressãoentre as raparigas do que entre os rapazes. A rejeição do adolescente pelos pares conduz a umcomportamento de risco, nomeadamente a comportamentos autolesivos não suicidários. Verificouse,também, que a nomofobia é mediadora dessa relação.No geral, concluiu-se que a informação relativa à nomofobia ainda é escassa, em Portugal. É, porisso, é importante a realização de estudos sobre esta temática tão atual e desconhecida por muitos.Palavras-chave: Nomofobia, vinculação, pares, autodano, adolescência. |
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