Publicação

Trajetórias de desenvolvimento da perturbação de hiperatividade com défice de atenção: percurso escolar, comorbilidades e funcionamento neurocognitivo

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:De forma a analisar o impacto da PHDA na trajetória de desenvolvimento individual, nomeadamente no que concerne a evolução das funções neurocognitivas da atenção e do sistema executivo e o percurso escolar e rendimento académico, avaliámos 31 crianças/adolescentes, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, inicialmente diagnosticadas com PHDA em 2005/2006, por uma equipa multidisciplinar do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra. Os resultados obtidos sugerem: o caráter permanente da perturbação e a confirmação do perfil de sintomas, consoante a idade; um percurso escolar marcado por um baixo número de retenções, apesar do rendimento escolar estar longe de ser brilhante; a quase ausência de queixas escolares e de poucos problemas na interação com os pares. Observa-se, ainda, que a maior parte das crianças com PHDA não beneficiam de um regime educativo especial. No que se reporta ao perfil neuropsicológico, ao nível das duas funções neurocognitivas analisadas, da atenção e do sistema executivo, no intervalo de tempo considerado, registam-se ganhos significativos nas comparações quer a curto prazo (2005-2006), quer a longo prazo (2005-2012).
Autores principais:Matos, Andreia Costa
Assunto:Perturbação de hiperactividade e défice de atenção
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:De forma a analisar o impacto da PHDA na trajetória de desenvolvimento individual, nomeadamente no que concerne a evolução das funções neurocognitivas da atenção e do sistema executivo e o percurso escolar e rendimento académico, avaliámos 31 crianças/adolescentes, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, inicialmente diagnosticadas com PHDA em 2005/2006, por uma equipa multidisciplinar do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra. Os resultados obtidos sugerem: o caráter permanente da perturbação e a confirmação do perfil de sintomas, consoante a idade; um percurso escolar marcado por um baixo número de retenções, apesar do rendimento escolar estar longe de ser brilhante; a quase ausência de queixas escolares e de poucos problemas na interação com os pares. Observa-se, ainda, que a maior parte das crianças com PHDA não beneficiam de um regime educativo especial. No que se reporta ao perfil neuropsicológico, ao nível das duas funções neurocognitivas analisadas, da atenção e do sistema executivo, no intervalo de tempo considerado, registam-se ganhos significativos nas comparações quer a curto prazo (2005-2006), quer a longo prazo (2005-2012).