Publicação
Auto-eficácia em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 insulinotratadas
| Resumo: | A Diabetes Mellitus é uma das primeiras causas de morbilidade e mortalidade no mundo. A rápida evolução epidemiológica global registada nos últimos anos - aumento da prevalência e da incidência - leva a que a Diabetes seja considerada uma das pandemias do século XXI.De acordo com dados do Atlas da International Diabetes Federation (IDF),5ª edição 2011, existiu uma prevalência global de 8,3% e estima-se para 2030 um valor de 9,9%. No entanto, de acordo com o Estudo de Prevalência da Diabetes em Portugal (PREVADIAB 2011; Relatório Anual do Observatório da Diabetes), a prevalência total ajustada à população em 2010 foi de 12,4%, ou seja, superior à estimativa IDF para 2030 e uma das mais elevadas da UE. Cerca de 1/3 da população Portuguesa (20-79 anos) ou tem Diabetes ou uma maior predisposição para o desenvolvimento desta doença (Pré-Diabetes):7,0% prevalência diabetes diagnosticada e 5,4% não diagnosticada. Constata-se assim que esta patologia está a evoluir de forma inesperada, atingindo um número não previsível de pessoas. Além disso, trata-se duma doença crónica com elevados custos sociais e económicos. Viver com uma doença como a Diabetes Mellitus atinge todos os aspectos do quotidiano devido às exigências que impõe no estilo de vida dos indivíduos. O trabalho que se apresenta, tem como finalidade investigar um factor cognitivo da teoria de Bandura, a “Auto-eficácia” e a sua correlação com a dificuldade na adesão terapêutica à alimentação, ao exercício físico e administração de insulina nas pessoas com diabetes tipo 2 insulinotratadas, incluindo indicadores e variáveis sócio-demográficas. O estudo foi desenvolvido no Hospital da Universidade de Coimbra, EPE no Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, na consulta de diabetologia, às quintas -feiras, durante os meses de Abril e Maio de 2011. A amostra que constitui o presente estudo de investigação é de conveniência, sendo constituída por 63 pessoas com diabetes tipo2 insulinotratadas, com idades compreendidas entre os 20 e os 80 anos e doença diagnosticada pelo menos há um ano. 9 A técnica de recolha de dados realizou-se através dum guião de entrevista semi-estruturado, desenvolvido específicamente para este estudo e de uma “escala de auto-eficácia-SEDS” (Grossman, Brink & Hauser, 1987), traduzida e adaptada para Portugal por Mª da Graça Pereira e Paulo Almeida (Setembro, 2004). Esta escala baseia-se na teoria da auto-eficácia de Bandura e pretende avaliar as percepções pessoais relativas à competência, capacidades e meios para os pacientes lidarem adequadamente e com grau de sucesso, na Diabetes. Recorreu-se a uma análise quantitativa, com estatística descritiva e correlacional para análise da escala e do guião de entrevista. O estudo efectuado foi do tipo transversal. Os resultados constatam que os indivíduos têm níveis baixos para a auto-eficácia global e respectivas sub-escalas. A dificuldade de adesão para o regime alimentar e exercício físico são muito elevadas (93,7% e 95,2%, respectivamente), sendo a dificuldade de adesão para a administração de insulina baixa (7,9%). Os resultados do estudo de investigação comprovam as hipóteses formuladas. O estudo espera contribuir para uma ponderação no que respeita à abordagem holística das pessoas com Diabetes Mellitus tipo2 insulino- tratadas. Pretendemos com isso poder respeitar a pessoa doente com todas as suas características intrínsecas, onde a auto-eficácia se assume uma componente fundamental e também única na adesão aos comportamentos de saúde! |
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| Autores principais: | Patrão, Maria Célia Lourenço |
| Assunto: | Diabetes mellitus do tipo 2 Medicina comportamental Adesão à medicação Auto-eficácia |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A Diabetes Mellitus é uma das primeiras causas de morbilidade e mortalidade no mundo. A rápida evolução epidemiológica global registada nos últimos anos - aumento da prevalência e da incidência - leva a que a Diabetes seja considerada uma das pandemias do século XXI.De acordo com dados do Atlas da International Diabetes Federation (IDF),5ª edição 2011, existiu uma prevalência global de 8,3% e estima-se para 2030 um valor de 9,9%. No entanto, de acordo com o Estudo de Prevalência da Diabetes em Portugal (PREVADIAB 2011; Relatório Anual do Observatório da Diabetes), a prevalência total ajustada à população em 2010 foi de 12,4%, ou seja, superior à estimativa IDF para 2030 e uma das mais elevadas da UE. Cerca de 1/3 da população Portuguesa (20-79 anos) ou tem Diabetes ou uma maior predisposição para o desenvolvimento desta doença (Pré-Diabetes):7,0% prevalência diabetes diagnosticada e 5,4% não diagnosticada. Constata-se assim que esta patologia está a evoluir de forma inesperada, atingindo um número não previsível de pessoas. Além disso, trata-se duma doença crónica com elevados custos sociais e económicos. Viver com uma doença como a Diabetes Mellitus atinge todos os aspectos do quotidiano devido às exigências que impõe no estilo de vida dos indivíduos. O trabalho que se apresenta, tem como finalidade investigar um factor cognitivo da teoria de Bandura, a “Auto-eficácia” e a sua correlação com a dificuldade na adesão terapêutica à alimentação, ao exercício físico e administração de insulina nas pessoas com diabetes tipo 2 insulinotratadas, incluindo indicadores e variáveis sócio-demográficas. O estudo foi desenvolvido no Hospital da Universidade de Coimbra, EPE no Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, na consulta de diabetologia, às quintas -feiras, durante os meses de Abril e Maio de 2011. A amostra que constitui o presente estudo de investigação é de conveniência, sendo constituída por 63 pessoas com diabetes tipo2 insulinotratadas, com idades compreendidas entre os 20 e os 80 anos e doença diagnosticada pelo menos há um ano. 9 A técnica de recolha de dados realizou-se através dum guião de entrevista semi-estruturado, desenvolvido específicamente para este estudo e de uma “escala de auto-eficácia-SEDS” (Grossman, Brink & Hauser, 1987), traduzida e adaptada para Portugal por Mª da Graça Pereira e Paulo Almeida (Setembro, 2004). Esta escala baseia-se na teoria da auto-eficácia de Bandura e pretende avaliar as percepções pessoais relativas à competência, capacidades e meios para os pacientes lidarem adequadamente e com grau de sucesso, na Diabetes. Recorreu-se a uma análise quantitativa, com estatística descritiva e correlacional para análise da escala e do guião de entrevista. O estudo efectuado foi do tipo transversal. Os resultados constatam que os indivíduos têm níveis baixos para a auto-eficácia global e respectivas sub-escalas. A dificuldade de adesão para o regime alimentar e exercício físico são muito elevadas (93,7% e 95,2%, respectivamente), sendo a dificuldade de adesão para a administração de insulina baixa (7,9%). Os resultados do estudo de investigação comprovam as hipóteses formuladas. O estudo espera contribuir para uma ponderação no que respeita à abordagem holística das pessoas com Diabetes Mellitus tipo2 insulino- tratadas. Pretendemos com isso poder respeitar a pessoa doente com todas as suas características intrínsecas, onde a auto-eficácia se assume uma componente fundamental e também única na adesão aos comportamentos de saúde! |
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