Publicação
A economia política da Zona Euro: o impacto do processo político da integração europeia na governação económica e consequências para os desequilíbrios da Zona Euro no pós-crise de 2007
| Resumo: | A crise financeira global que se desenrolou a partir de 2007 teve efeitos nefastos em particular para o continente europeu. Os países da Zona Euro, em particular, sofreram fortes recessões económicas, aumento de desemprego e aumento dos níveis de dívida. Alguns países do Euro foram mesmo alvo de períodos de ajustamento por parte de instituições internacionais na sequência de pedidos de resgate, uma vez que as suas situações financeiras e económicas se haviam deteriorado. No entanto, nem todos os países passaram pelas mesmas dificuldades, apresentando mesmo comportamentos económicos no sentido do crescimento após a crise financeira do final da primeira década do século XXI. O presente estudo pretende analisar o percurso histórico da integração europeia, particularmente ao nível económico e monetária, quanto às motivações políticas, circunstâncias e objetivos dos passos tomados. A análise histórica é relevante para compreender o quadro institucional e teórico da União Económica e Monetária estabelecido no Tratado de Maastricht, bem como os mecanismos que cria para a efetivação da política monetária europeia. Esta análise é realizada numa perspetiva neofuncionalista que é também analisada enquanto teoria explicativa e limitações de aplicabilidade. A análise dos indicadores económicos e financeiros dos países da Zona Euro permite avaliar a governação económica europeia e em que medida esta garantiu a coesão entre Estados. Em última análise será possível aferir as limitações do quadro teórico no qual a União Económica e Monetária se enquadra, e como é que essas limitações afetam a governação económica europeia. Por fim, esta investigação alerta para possíveis caminhos que atenuam essas limitações e contribuem para o aumento da coesão entre Estados-membros. |
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| Autores principais: | Honório, Filipe Alexandre Fernandes |
| Assunto: | Governação económica europeia Integração europeia Neofuncionalismo Tratado de Maastricht Zona Euro European economic governance European integration Neofunctionalism Maastricht Treaty Eurozone |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A crise financeira global que se desenrolou a partir de 2007 teve efeitos nefastos em particular para o continente europeu. Os países da Zona Euro, em particular, sofreram fortes recessões económicas, aumento de desemprego e aumento dos níveis de dívida. Alguns países do Euro foram mesmo alvo de períodos de ajustamento por parte de instituições internacionais na sequência de pedidos de resgate, uma vez que as suas situações financeiras e económicas se haviam deteriorado. No entanto, nem todos os países passaram pelas mesmas dificuldades, apresentando mesmo comportamentos económicos no sentido do crescimento após a crise financeira do final da primeira década do século XXI. O presente estudo pretende analisar o percurso histórico da integração europeia, particularmente ao nível económico e monetária, quanto às motivações políticas, circunstâncias e objetivos dos passos tomados. A análise histórica é relevante para compreender o quadro institucional e teórico da União Económica e Monetária estabelecido no Tratado de Maastricht, bem como os mecanismos que cria para a efetivação da política monetária europeia. Esta análise é realizada numa perspetiva neofuncionalista que é também analisada enquanto teoria explicativa e limitações de aplicabilidade. A análise dos indicadores económicos e financeiros dos países da Zona Euro permite avaliar a governação económica europeia e em que medida esta garantiu a coesão entre Estados. Em última análise será possível aferir as limitações do quadro teórico no qual a União Económica e Monetária se enquadra, e como é que essas limitações afetam a governação económica europeia. Por fim, esta investigação alerta para possíveis caminhos que atenuam essas limitações e contribuem para o aumento da coesão entre Estados-membros. |
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