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Estudo multi-método da composição corporal em adolescentes femininas : validação da equação de Slaughter e colaboradores por bioimpedância e associação com medidas de aptidão física, actividade física e consumo alimentar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objectivos: Determinar a % de massa gorda (MG) adoptando as equações propostas por Slaughter et al. (1998) desenvolvidas a partir das pregas tricipital e subescapular, por um lado, e tricipital e geminal medial, por outro, a percentagem de massa gorda recorrendo à bioimpedância (BIA), o grau de associação entre seis pregas de gordura subcutânea e a percentagem de massa gorda determinada por bioimpedância, Construir equações lineares e quadráticas com os mesmos indicadores das equações propostas por Slaughter et al. (1988), determinando o erro padrão de estimativa e, Examinar o grau de associação entre a percentagem de massa gorda (estimada por bioimpedância, pelas equações originais de Slaughter et al., 1988; e construídas no presente estudo) e medidas de aptidão física ligada à saúde, actividade física e alimentares Amostra: O nosso estudo é constituído por 35 adolescentes, do sexo feminino com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos; estatura, 157.3±5.6cm; massa corporal, 59.1±14.7Kg; %MG28,3±8.8; estudantes no Colégio Nossa Senhora da Assunção, em Anadia, tendo sido seleccionados por um critério de conveniência. Metodologia: Seleccionaram-se seis pregas de adiposidade subcutânea (tricipital, bicipital, geminal medial, subescapular, suprailíaca e abdominal) tendo sido medidas com um adipómetro Lange Skinfold Caliper. A %MG foi estimada pela BIA com recurso a um analisador de frequência múltipla de método clássico mão-pé (Akern, modelo BIA 101, Akern Srl Florence, Italy,2004). A aptidão física foi avaliada através das provas da milha (1609m), PACER, “sit-ups” de 60s e “sit-and-reach”. A actividade física foi quantificada pelo diário de Bouchard et al. (1983), durante três dias consecutivos (dois durante a semana e um ao fim-de-semana). A ingestão alimentar foi avaliada recorrendo-se à aplicação de um questionário semi-quantitativo de frequência de consumo alimentar. Adoptaram-se as pregas propostas por Slaughter e tal. (1988) e as de maior associação com a %MGBIA para os sujeitos com valor igual ou inferior a 35mm no somatório das pregas tricipital com a subescapular (ΣTSub). Foi considerada a %MGBIA como variável dependente e as pregas subcutâneas como variáveis independentes. O desempenho dos modelos desenvolvidos foi avaliado pelo coeficiente de correlação (R), coeficiente de determinação (R2) e erro padrão de estimativa (EPE). Resultados: O modelo desenvolvido para ΣTSub foi, %MG=0.818x(ΣTSub)–0.002x (ΣTSub)2 - 3.981 (R=0.91, R2ajustado=0.82,EPE=4.01). O modelo desenvolvido com o somatório das pregas tricipital e geminal medial (ΣTGLM) foi, %MG=0.824x(ΣTGLM) – 4.703 (R=0.82, R2ajustado=0.67, EPE=5.43). As pregas suprailíaca, abdominal subescapular foram as que mais se associaram à %MGBIA. Verificou-se existir uma associação forte entre as equações construídas no presente estudo e as equações originais, apresentando-se as equações propostas por Slaughter et al. (1988) como válidas para a população de onde foi seleccionada a amostra. Constatou-se uma associação elevada entre os resultados da aptidão aeróbia e as provas da milha e do PACER e os resultados de %MG proporcionados pelas equações do presente estudo.
Autores principais:Santos, Carlos Jorge Alves dos
Outros Autores:Santos, Carlos Jorge Alves dos
Assunto:Composição corporal -- adolescente
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Objectivos: Determinar a % de massa gorda (MG) adoptando as equações propostas por Slaughter et al. (1998) desenvolvidas a partir das pregas tricipital e subescapular, por um lado, e tricipital e geminal medial, por outro, a percentagem de massa gorda recorrendo à bioimpedância (BIA), o grau de associação entre seis pregas de gordura subcutânea e a percentagem de massa gorda determinada por bioimpedância, Construir equações lineares e quadráticas com os mesmos indicadores das equações propostas por Slaughter et al. (1988), determinando o erro padrão de estimativa e, Examinar o grau de associação entre a percentagem de massa gorda (estimada por bioimpedância, pelas equações originais de Slaughter et al., 1988; e construídas no presente estudo) e medidas de aptidão física ligada à saúde, actividade física e alimentares Amostra: O nosso estudo é constituído por 35 adolescentes, do sexo feminino com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos; estatura, 157.3±5.6cm; massa corporal, 59.1±14.7Kg; %MG28,3±8.8; estudantes no Colégio Nossa Senhora da Assunção, em Anadia, tendo sido seleccionados por um critério de conveniência. Metodologia: Seleccionaram-se seis pregas de adiposidade subcutânea (tricipital, bicipital, geminal medial, subescapular, suprailíaca e abdominal) tendo sido medidas com um adipómetro Lange Skinfold Caliper. A %MG foi estimada pela BIA com recurso a um analisador de frequência múltipla de método clássico mão-pé (Akern, modelo BIA 101, Akern Srl Florence, Italy,2004). A aptidão física foi avaliada através das provas da milha (1609m), PACER, “sit-ups” de 60s e “sit-and-reach”. A actividade física foi quantificada pelo diário de Bouchard et al. (1983), durante três dias consecutivos (dois durante a semana e um ao fim-de-semana). A ingestão alimentar foi avaliada recorrendo-se à aplicação de um questionário semi-quantitativo de frequência de consumo alimentar. Adoptaram-se as pregas propostas por Slaughter e tal. (1988) e as de maior associação com a %MGBIA para os sujeitos com valor igual ou inferior a 35mm no somatório das pregas tricipital com a subescapular (ΣTSub). Foi considerada a %MGBIA como variável dependente e as pregas subcutâneas como variáveis independentes. O desempenho dos modelos desenvolvidos foi avaliado pelo coeficiente de correlação (R), coeficiente de determinação (R2) e erro padrão de estimativa (EPE). Resultados: O modelo desenvolvido para ΣTSub foi, %MG=0.818x(ΣTSub)–0.002x (ΣTSub)2 - 3.981 (R=0.91, R2ajustado=0.82,EPE=4.01). O modelo desenvolvido com o somatório das pregas tricipital e geminal medial (ΣTGLM) foi, %MG=0.824x(ΣTGLM) – 4.703 (R=0.82, R2ajustado=0.67, EPE=5.43). As pregas suprailíaca, abdominal subescapular foram as que mais se associaram à %MGBIA. Verificou-se existir uma associação forte entre as equações construídas no presente estudo e as equações originais, apresentando-se as equações propostas por Slaughter et al. (1988) como válidas para a população de onde foi seleccionada a amostra. Constatou-se uma associação elevada entre os resultados da aptidão aeróbia e as provas da milha e do PACER e os resultados de %MG proporcionados pelas equações do presente estudo.