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Perceções dos profissionais da intervenção precoce de Coimbra: práticas típicas e práticas ideais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na Intervenção Precoce (IP) têm existido, no decorrer dos anos, diversos marcos importantes que proporcionaram o seu contínuo desenvolvimento e evolução (Pereira, 2009). Tem-se verificado uma crescente preocupação em compreender as perceções dos profissionais e as práticas que implementam, bem como avaliar a qualidade das práticas utilizadas, pelo que estas devem ser baseadas nas evidências (Almeida, 2007). Este estudo procurou compreender as perceções que os profissionais das Equipas Locais de Intervenção (ELI) de Coimbra têm relativamente às práticas que habitualmente utilizam (típicas) e às práticas que consideram ser ideais. Nesta investigação, foi utilizada uma amostra de 84 profissionais das 10 equipas de Coimbra, maioritariamente do sexo feminino e com idades compreendidas entre os 23 e os 54 anos, e teve por objetivo estudar: 1) as perceções dos profissionais da IP relativamente às práticas típicas e às práticas ideais, 2) a existência de possíveis diferenças entre os dois tipos de práticas, 3) a relação que as variáveis sociodemográficas possam ter em relação a ambas as práticas, e 4) a existência de possíveis diferenças entre as 10 equipas de Coimbra. Para o efeito, foi utilizado o Questionário Sociodemográfico e a Escala de Avaliação de Serviços dirigidos a Famílias em Contextos Naturais, tradução da F amilies in Natural Environments Scale of Service Evaluation (McWilliam, 2011). Os resultados obtidos demonstraram que não existem diferenças entre as práticas típicas e ideais de cada equipa. Por sua vez, verificou-se que existem diferenças entre as práticas dos profissionais e ainda em relação às variáveis sociodemográficas idade, anos de experiência profissional em IP e profissão. De forma a promover as práticas recomendadas junto dos profissionais, torna-se necessário que estes tenham formação contínua. Sugere-se ainda a criação de uma base de dados, facilitando a partilha de informação, a comunicação, e a rentabilização do tempo dos profissionais.
Autores principais:Moreira, Maria Cristina Vidigal Bettencourt Damas
Assunto:Intervenção precoce
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Na Intervenção Precoce (IP) têm existido, no decorrer dos anos, diversos marcos importantes que proporcionaram o seu contínuo desenvolvimento e evolução (Pereira, 2009). Tem-se verificado uma crescente preocupação em compreender as perceções dos profissionais e as práticas que implementam, bem como avaliar a qualidade das práticas utilizadas, pelo que estas devem ser baseadas nas evidências (Almeida, 2007). Este estudo procurou compreender as perceções que os profissionais das Equipas Locais de Intervenção (ELI) de Coimbra têm relativamente às práticas que habitualmente utilizam (típicas) e às práticas que consideram ser ideais. Nesta investigação, foi utilizada uma amostra de 84 profissionais das 10 equipas de Coimbra, maioritariamente do sexo feminino e com idades compreendidas entre os 23 e os 54 anos, e teve por objetivo estudar: 1) as perceções dos profissionais da IP relativamente às práticas típicas e às práticas ideais, 2) a existência de possíveis diferenças entre os dois tipos de práticas, 3) a relação que as variáveis sociodemográficas possam ter em relação a ambas as práticas, e 4) a existência de possíveis diferenças entre as 10 equipas de Coimbra. Para o efeito, foi utilizado o Questionário Sociodemográfico e a Escala de Avaliação de Serviços dirigidos a Famílias em Contextos Naturais, tradução da F amilies in Natural Environments Scale of Service Evaluation (McWilliam, 2011). Os resultados obtidos demonstraram que não existem diferenças entre as práticas típicas e ideais de cada equipa. Por sua vez, verificou-se que existem diferenças entre as práticas dos profissionais e ainda em relação às variáveis sociodemográficas idade, anos de experiência profissional em IP e profissão. De forma a promover as práticas recomendadas junto dos profissionais, torna-se necessário que estes tenham formação contínua. Sugere-se ainda a criação de uma base de dados, facilitando a partilha de informação, a comunicação, e a rentabilização do tempo dos profissionais.