Publicação
Desenvolvimento de uma técnica de HPLC para a quantificação de colistina em plasma humano e a sua monitorização sérica em doentes internados no CHUC
| Resumo: | A Colistina é um antibiótico catiónico polipeptídico constituído por pelo menos 30 componentes, dos quais se destacam a Colistina A e a Colistina B, e possui 5 grupos amina primários que lhe conferem características básicas. Na prática clínica é administrada como tratamento de última linha para infeções por bactérias Gram-negativo multirresistentes, sob a forma de colistimetato de sódio, um profármaco aniónico e instável, que é rapidamente hidrolisado em Colistina, o metabolito farmacologicamente ativo. Hoje em dia, o desenvolvimento de resistência bacteriana à Colistina é uma realidade, principalmente pelas bactérias Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoneae. Deste modo, é de extrema importância a monitorização terapêutica da Colistina, não só pelo aumento constante das resistências antibacterianas, como também pela toxicidade desencadeada por este fármaco que, desde cedo, suscitou preocupação pelos profissionais de saúde. No Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, E. P. E. (CHUC, E. P. E.), a utilização deste fármaco tem vindo a crescer novamente, sendo que para a sua monitorização no plasma, é necessário recorrer a uma técnica sensível e seletiva, que atualmente ainda não se encontra disponível. O objetivo principal do presente trabalho consistiu em desenvolver e validar uma técnica de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) que quantificasse, com exatidão e precisão, a Colistina em plasma humano, sendo posteriormente utilizada na monitorização sérica do mesmo fármaco em doentes internados no CHUC, E. P. E.. Deste modo, com esta técnica poder-se-á, no futuro, determinar as concentrações séricas de cada doente e a cinética da Colistina para individualizar o seu regime posológico, visando aumentar a eficácia e segurança do tratamento das infeções, ao mesmo tempo que se combate as resistências hospitalares. A separação cromatográfica da Colistina A e B e do padrão interno (PI; cloridrato de anfetamina) foi alcançada em menos de 17 minutos, com recurso a uma coluna C18 de fase reversa a 30°C pela aplicação de um programa de eluição por gradiente utilizando uma fase móvel constituída por acetonitrilo (A) e água ultrapura (B). A deteção foi feita nos comprimentos de onda de excitação/emissão de 343/500 nm. A curva de calibração foi linear (r2=0,993) na gama de concentrações de 0,09-9,0 μg/mL e o limite de quantificação foi definido como sendo 0,09 μg/mL. A precisão global não ultrapassou os 13,85% e a exatidão variou entre os -3,83 e 14,49%. 14 A técnica de HPLC desenvolvida e apresentada nesta dissertação, permitiu a quantificação da Colistina em amostras plasmáticas de doentes, sem interferência dos fármacos concomitantemente administrados. |
|---|---|
| Autores principais: | Pinho, Ana Raquel da Cunha |
| Assunto: | Colistina Farmacologia Cromatografia líquida de alta pressão Monitorização medicamentosa Farmacocinética |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A Colistina é um antibiótico catiónico polipeptídico constituído por pelo menos 30 componentes, dos quais se destacam a Colistina A e a Colistina B, e possui 5 grupos amina primários que lhe conferem características básicas. Na prática clínica é administrada como tratamento de última linha para infeções por bactérias Gram-negativo multirresistentes, sob a forma de colistimetato de sódio, um profármaco aniónico e instável, que é rapidamente hidrolisado em Colistina, o metabolito farmacologicamente ativo. Hoje em dia, o desenvolvimento de resistência bacteriana à Colistina é uma realidade, principalmente pelas bactérias Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoneae. Deste modo, é de extrema importância a monitorização terapêutica da Colistina, não só pelo aumento constante das resistências antibacterianas, como também pela toxicidade desencadeada por este fármaco que, desde cedo, suscitou preocupação pelos profissionais de saúde. No Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, E. P. E. (CHUC, E. P. E.), a utilização deste fármaco tem vindo a crescer novamente, sendo que para a sua monitorização no plasma, é necessário recorrer a uma técnica sensível e seletiva, que atualmente ainda não se encontra disponível. O objetivo principal do presente trabalho consistiu em desenvolver e validar uma técnica de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) que quantificasse, com exatidão e precisão, a Colistina em plasma humano, sendo posteriormente utilizada na monitorização sérica do mesmo fármaco em doentes internados no CHUC, E. P. E.. Deste modo, com esta técnica poder-se-á, no futuro, determinar as concentrações séricas de cada doente e a cinética da Colistina para individualizar o seu regime posológico, visando aumentar a eficácia e segurança do tratamento das infeções, ao mesmo tempo que se combate as resistências hospitalares. A separação cromatográfica da Colistina A e B e do padrão interno (PI; cloridrato de anfetamina) foi alcançada em menos de 17 minutos, com recurso a uma coluna C18 de fase reversa a 30°C pela aplicação de um programa de eluição por gradiente utilizando uma fase móvel constituída por acetonitrilo (A) e água ultrapura (B). A deteção foi feita nos comprimentos de onda de excitação/emissão de 343/500 nm. A curva de calibração foi linear (r2=0,993) na gama de concentrações de 0,09-9,0 μg/mL e o limite de quantificação foi definido como sendo 0,09 μg/mL. A precisão global não ultrapassou os 13,85% e a exatidão variou entre os -3,83 e 14,49%. 14 A técnica de HPLC desenvolvida e apresentada nesta dissertação, permitiu a quantificação da Colistina em amostras plasmáticas de doentes, sem interferência dos fármacos concomitantemente administrados. |
|---|