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Relatório de Estágio e Monografia intitulada "Radiofármacos utilizados em terapia"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os radiofármacos são compostos por um radionuclídeo que ao decair emite partículasalfa, beta- ou beta+, raios gama ou eletrões de Auger. Cerca de 90% dos radiofármacos usados em clínica têm como finalidade a produção de imagens de órgãos outecidos de uma forma não invasiva, permitindo a visualização do seu funcionamento. Os restantes 10% são usados para fins terapêuticos e a escolha de um radionuclídeo para esse fim vai depender de vários fatores, como emissão de partículas, morfologia do tecido, tempo de semi-vida efetivo, produto de decaimento do radionuclídeo e emissão gama, sendo que, os radiofármacos que são usados em terapia e que emitem radiação gama, apresentam uma vantagem, uma vez que permitem a realização de imagiologia, possibilitando a visualização da biodistribuição do radiofármaco no organismo. Para além do radionuclídeo, um radiofármaco pode ser composto por um quelante,um ligante e um vetor. O vetor é um componente essencial de um radiofármaco uma vez queirá direcioná-lo para um determinado alvo. No caso dos radiofármacos usados em terapia, o vetor permite a entrega de radiação ionizante numa quantidade que é capaz de causar danos irreversíveis, por exemplo, nas células tumorais, levando à sua morte e minimizando a exposição à radiação das células normais e saudáveis. Moléculas inorgânicas ou orgânicas de pequenas dimensões, peptídeos, proteínas, fragmentos de anticorpos ou nanopartículas poderão ser usadas como vetores. A maior parte dos radionuclídeos usados no diagnóstico e no tratamento de doenças são produzidos artificialmente num reator ou num ciclotrão. O princípio da sua produção consiste no bombardeamento do núcleo de um átomo com partículas, protões ou neutrões, que irá dar origem a reações nucleares, convertendo, assim, o átomo num átomo instável ouradioativo. Além disso, os radionuclídeos podem ser produzidos recorrendo a um gerador,que é um sistema autónomo e é constituído por uma mistura homogénea de um parradionuclídeo-pai/filho. O radionuclídeo-pai vai decair e a partir do seu decaimento vai dar origem ao radionuclídeo-filho que, posteriormente, é separado por extração. Atualmente, vários radiofármacos são usados no tratamento de certas patologias e um significante número de radiofármacos encontra-se em ensaios clínicos, pelo que se pode esperar uma evolução progressiva e crescente desta área nos próximos anos.
Autores principais:Stakhiv, Ivanna
Assunto:radiofármacos linfoma não-Hodgkin cancro da tiroide cancro do fígado cancro da próstata metastático resistente à castração radiopharmaceuticals non-Hodgkin’s lymphoma thyroid cancer liver cancer metastatic castration-resistant prostate cancer
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Os radiofármacos são compostos por um radionuclídeo que ao decair emite partículasalfa, beta- ou beta+, raios gama ou eletrões de Auger. Cerca de 90% dos radiofármacos usados em clínica têm como finalidade a produção de imagens de órgãos outecidos de uma forma não invasiva, permitindo a visualização do seu funcionamento. Os restantes 10% são usados para fins terapêuticos e a escolha de um radionuclídeo para esse fim vai depender de vários fatores, como emissão de partículas, morfologia do tecido, tempo de semi-vida efetivo, produto de decaimento do radionuclídeo e emissão gama, sendo que, os radiofármacos que são usados em terapia e que emitem radiação gama, apresentam uma vantagem, uma vez que permitem a realização de imagiologia, possibilitando a visualização da biodistribuição do radiofármaco no organismo. Para além do radionuclídeo, um radiofármaco pode ser composto por um quelante,um ligante e um vetor. O vetor é um componente essencial de um radiofármaco uma vez queirá direcioná-lo para um determinado alvo. No caso dos radiofármacos usados em terapia, o vetor permite a entrega de radiação ionizante numa quantidade que é capaz de causar danos irreversíveis, por exemplo, nas células tumorais, levando à sua morte e minimizando a exposição à radiação das células normais e saudáveis. Moléculas inorgânicas ou orgânicas de pequenas dimensões, peptídeos, proteínas, fragmentos de anticorpos ou nanopartículas poderão ser usadas como vetores. A maior parte dos radionuclídeos usados no diagnóstico e no tratamento de doenças são produzidos artificialmente num reator ou num ciclotrão. O princípio da sua produção consiste no bombardeamento do núcleo de um átomo com partículas, protões ou neutrões, que irá dar origem a reações nucleares, convertendo, assim, o átomo num átomo instável ouradioativo. Além disso, os radionuclídeos podem ser produzidos recorrendo a um gerador,que é um sistema autónomo e é constituído por uma mistura homogénea de um parradionuclídeo-pai/filho. O radionuclídeo-pai vai decair e a partir do seu decaimento vai dar origem ao radionuclídeo-filho que, posteriormente, é separado por extração. Atualmente, vários radiofármacos são usados no tratamento de certas patologias e um significante número de radiofármacos encontra-se em ensaios clínicos, pelo que se pode esperar uma evolução progressiva e crescente desta área nos próximos anos.