Publicação
Cutis marmorata: uma revisão da literatura
| Resumo: | A Cutis Marmorata (CM) consiste num reticulado eritemato-cianótico que dá à pele um aspeto marmoreado. Possui duas variantes, a CM fisiológica e a Cutis Marmorata Telangiectática Congénita (CMTC). Existem diferenças importantes entre as duas formas da CM que ajudam no diagnóstico diferencial. A CM fisiológica surge nos recém-nascidos (RN) e é uma alteração cutânea benigna e transitória que não tem nenhum significado patológico. É um achado dermatológico extremamente comum na idade pediátrica. Resulta de uma resposta vasomotora exagerada ao frio por imaturidade do sistema nervoso autónomo, e geralmente desaparece com a aplicação de calor local. A CMTC constitui uma malformação capilar rara, de aspecto clínico característico e etiologia desconhecida. Pode estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros dias de vida. Na pele são visíveis telangiectasias, localizadas ou generalizadas, associadas a um eritema reticular, e tem tipicamente uma distribuição segmentar. O seu diagnóstico é clínico. Apesar de ser descrita como uma condição benigna, pode apresentar atrofia e ulcerações cutâneas, bem como outras malformações associadas, como o glaucoma congénito e assimetria corporal. O diagnóstico diferencial é um desafio dado que muitas entidades apresentam características clínicas que podem mimetizar a CMTC. Geralmente não é necessário qualquer tratamento, uma vez que a maioria das lesões cutâneas acaba por melhorar ou regredir com o tempo, mas é importante monitorizar regularmente estes pacientes durante a infância. |
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| Autores principais: | Dias, Ana Sofia dos Santos |
| Assunto: | cutis marmorata cutis marmorata fisiológica cutis marmorata telangiectática congénita anomalias associadas recém-nascido cutis marmorata physiological cutis marmorata cutis mamorata telangiectatica congenita associated anomalies newborn |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A Cutis Marmorata (CM) consiste num reticulado eritemato-cianótico que dá à pele um aspeto marmoreado. Possui duas variantes, a CM fisiológica e a Cutis Marmorata Telangiectática Congénita (CMTC). Existem diferenças importantes entre as duas formas da CM que ajudam no diagnóstico diferencial. A CM fisiológica surge nos recém-nascidos (RN) e é uma alteração cutânea benigna e transitória que não tem nenhum significado patológico. É um achado dermatológico extremamente comum na idade pediátrica. Resulta de uma resposta vasomotora exagerada ao frio por imaturidade do sistema nervoso autónomo, e geralmente desaparece com a aplicação de calor local. A CMTC constitui uma malformação capilar rara, de aspecto clínico característico e etiologia desconhecida. Pode estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros dias de vida. Na pele são visíveis telangiectasias, localizadas ou generalizadas, associadas a um eritema reticular, e tem tipicamente uma distribuição segmentar. O seu diagnóstico é clínico. Apesar de ser descrita como uma condição benigna, pode apresentar atrofia e ulcerações cutâneas, bem como outras malformações associadas, como o glaucoma congénito e assimetria corporal. O diagnóstico diferencial é um desafio dado que muitas entidades apresentam características clínicas que podem mimetizar a CMTC. Geralmente não é necessário qualquer tratamento, uma vez que a maioria das lesões cutâneas acaba por melhorar ou regredir com o tempo, mas é importante monitorizar regularmente estes pacientes durante a infância. |
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