Publicação
Vinculação, perceção de risco de infeção por VIH e envolvimento em comportamentos sexuais de risco: O papel mediador da regulação emocional
| Resumo: | A vinculação tem um papel importante no desenvolvimento da sexualidade humana, sendo igualmente relevante na previsão de atitudes e comportamentos sexuais. Neste sentido, torna-se importante avaliar a vulnerabilidade dos indivíduos para se envolverem em comportamentos sexuais de risco, assim como verificar se estes têm uma maior ou menor perceção de risco de contrair uma doença sexualmente transmissível (DST), nomeadamente a infeção VIH. Porém, a literatura nesta área é ainda escassa e as associações encontradas não têm sido consistentes. Os objetivos do presente estudo consistiram em avaliar a associação entre as representações de vinculação, a perceção de risco de infeção por VIH e o envolvimento em comportamentos sexuais de risco. A avaliação do papel da regulação emocional nas associações anteriormente descritas, bem como explorar se estas associações são moderadas pelo género, são também objetivos deste estudo e representam a sua principal contribuição inovadora. A amostra deste estudo transversal foi constituída por 616 individuos da população geral (75.5% do sexo feminino), recrutados através de um questionário online. O protocolo de avaliação incluiu questionários de autorresposta que avaliavam dados sociodemográficos e relativos à história sexual, a perceção de risco (Escala de Risco Percebido de Infeção por VIH), representações de vinculação (Experiências em Relações Próximas – Estruturas Relacionais) e regulação emocional (Questionário de Regulação Emocional). Os resultados revelaram que mais de metade dos participantes que se envolveram em relações sexuais nos últimos três meses (80.2%), não utilizaram preservativo (62.7%), apesar de a maior parte o ter feito com um(a) parceiro(a) regular (92%). Os resultados indicaram ainda que maior ansiedade e evitamento se associaram significativamente a maior perceção de risco de infeção por VIH e que, globalmente, as representações de vinculação não se traduzem num maior envolvimento em relações sexuais desprotegidas. A regulação emo-cional não mostrou ter um papel mediador nas associações anteriormente mencionadas. De igual modo, não se verificou uma mediação moderada pelo género. Os resultados deste estudo evidenciam a relevância de criar novas políticas de sensibilização e intervenções psicológicas que contribuam para uma consciencialização crescente da importância do uso de contraceção nas relações sexuais e dos perigos inerentes às práticas sexuais inseguras. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Catarina Rosário Almeida |
| Assunto: | vinculação perceção de risco comportamentos sexuais de risco VIH regulação emocional attachment perceived risk sexual risk behaviours HIV emotion regulation |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso a metadados |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A vinculação tem um papel importante no desenvolvimento da sexualidade humana, sendo igualmente relevante na previsão de atitudes e comportamentos sexuais. Neste sentido, torna-se importante avaliar a vulnerabilidade dos indivíduos para se envolverem em comportamentos sexuais de risco, assim como verificar se estes têm uma maior ou menor perceção de risco de contrair uma doença sexualmente transmissível (DST), nomeadamente a infeção VIH. Porém, a literatura nesta área é ainda escassa e as associações encontradas não têm sido consistentes. Os objetivos do presente estudo consistiram em avaliar a associação entre as representações de vinculação, a perceção de risco de infeção por VIH e o envolvimento em comportamentos sexuais de risco. A avaliação do papel da regulação emocional nas associações anteriormente descritas, bem como explorar se estas associações são moderadas pelo género, são também objetivos deste estudo e representam a sua principal contribuição inovadora. A amostra deste estudo transversal foi constituída por 616 individuos da população geral (75.5% do sexo feminino), recrutados através de um questionário online. O protocolo de avaliação incluiu questionários de autorresposta que avaliavam dados sociodemográficos e relativos à história sexual, a perceção de risco (Escala de Risco Percebido de Infeção por VIH), representações de vinculação (Experiências em Relações Próximas – Estruturas Relacionais) e regulação emocional (Questionário de Regulação Emocional). Os resultados revelaram que mais de metade dos participantes que se envolveram em relações sexuais nos últimos três meses (80.2%), não utilizaram preservativo (62.7%), apesar de a maior parte o ter feito com um(a) parceiro(a) regular (92%). Os resultados indicaram ainda que maior ansiedade e evitamento se associaram significativamente a maior perceção de risco de infeção por VIH e que, globalmente, as representações de vinculação não se traduzem num maior envolvimento em relações sexuais desprotegidas. A regulação emo-cional não mostrou ter um papel mediador nas associações anteriormente mencionadas. De igual modo, não se verificou uma mediação moderada pelo género. Os resultados deste estudo evidenciam a relevância de criar novas políticas de sensibilização e intervenções psicológicas que contribuam para uma consciencialização crescente da importância do uso de contraceção nas relações sexuais e dos perigos inerentes às práticas sexuais inseguras. |
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