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Caracterização cineantropométrica, composição corporal e capacidade bio-motora do jogador de Badminton de Elite Nacional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Badminton é considerado um dos desportos mais praticados em todo o mundo, com o número total de praticantes a ascender os 200 milhões. A caracterização dos parâmetros fisiológicos e antropométricos dos seus jogadores torna-se determinante para a potenciação da performance desportiva. Nos últimos anos vários estudos têm sido realizados em amostras de diversos países e com atletas de vários níveis competitivos. O presente estudo teve com objetivo caraterizar o jogador de Badminton de elite português do ponto de vista antropométrico e funcional. A amostra compreende dez jogadores de Badminton (22,1 ± 6,0 anos) do sexo masculino. A bateria de testes centrou-se na avaliação antropométrica geral, na composição corporal detalhada dos jogadores bem como na capacidade bio-motora que detêm través do teste Isocinético dos músculos extensores e flexores do joelho (60, 180 e 300º/s), da preensão manual, do teste de Wingate, potência aeróbia em tapete rolante (VO2máx) e fatores de orientação global. A estatura média da amostra foi de 177,6 ± 7,4cm e o valor médio da massa corporal de 70,6 ± 9,1kg. A percentagem média de massa gorda corporal situa-se nos 13,1 ± 3,8%. Os valores de força no membro superior direito (42,9 ± 10,7kg) foram relativamente superiores ao membro superior esquerdo (37,3 ± 8,6kg) para a preensão manual. Na velocidade de 60º/s o rácio convencional entre flexores e extensores foi de, em média, de 0,57 ± 0,06 e o rácio funcional de 0,77 ± 0,3 enquanto na velocidade de 180º/s os valores para o convencional foram de 0,65 ± 0,07 e o rácio funcional de 1,02 ± 0,14. Os valores para a potência mecânica no teste de Wingate relativos à massa corporal são de 12,0 ± 1,3W/kg. Os jogadores de Badminton apresentaram um VO2máx relativo de 56,9 ± 4,1ml/kg/min. Quanto à orientação global os valores médios para o ego foram de 2,2 ± 0,8 e de orientação para a tarefa de 4,4 ± 0,4. Conclui-se que os atletas de Badminton deste estudo apresentam resultados semelhantes a jogadores de elite de outros países. Relativamente às vias metabólicas, conclui-se que o jogador português tem capacidade razoável de potência aeróbia, potência mecânica máxima e potência mecânica média. A estabilidade da articulação do joelho está de acordo com os valores de referência. É ainda possível concluir que o jogador de Badminton de elite português tem uma orientação para a tarefa, no que diz respeito à realização dos objectivos.
Autores principais:Santos, Nuno Miguel Marques dos
Assunto:antropometria dinamometria isocinética Wingate Hand Grip aptidão cardiorrespiratória anthropometry isokinetic dynamometry Wingate Hand Grip cardiorespiratory fitness
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O Badminton é considerado um dos desportos mais praticados em todo o mundo, com o número total de praticantes a ascender os 200 milhões. A caracterização dos parâmetros fisiológicos e antropométricos dos seus jogadores torna-se determinante para a potenciação da performance desportiva. Nos últimos anos vários estudos têm sido realizados em amostras de diversos países e com atletas de vários níveis competitivos. O presente estudo teve com objetivo caraterizar o jogador de Badminton de elite português do ponto de vista antropométrico e funcional. A amostra compreende dez jogadores de Badminton (22,1 ± 6,0 anos) do sexo masculino. A bateria de testes centrou-se na avaliação antropométrica geral, na composição corporal detalhada dos jogadores bem como na capacidade bio-motora que detêm través do teste Isocinético dos músculos extensores e flexores do joelho (60, 180 e 300º/s), da preensão manual, do teste de Wingate, potência aeróbia em tapete rolante (VO2máx) e fatores de orientação global. A estatura média da amostra foi de 177,6 ± 7,4cm e o valor médio da massa corporal de 70,6 ± 9,1kg. A percentagem média de massa gorda corporal situa-se nos 13,1 ± 3,8%. Os valores de força no membro superior direito (42,9 ± 10,7kg) foram relativamente superiores ao membro superior esquerdo (37,3 ± 8,6kg) para a preensão manual. Na velocidade de 60º/s o rácio convencional entre flexores e extensores foi de, em média, de 0,57 ± 0,06 e o rácio funcional de 0,77 ± 0,3 enquanto na velocidade de 180º/s os valores para o convencional foram de 0,65 ± 0,07 e o rácio funcional de 1,02 ± 0,14. Os valores para a potência mecânica no teste de Wingate relativos à massa corporal são de 12,0 ± 1,3W/kg. Os jogadores de Badminton apresentaram um VO2máx relativo de 56,9 ± 4,1ml/kg/min. Quanto à orientação global os valores médios para o ego foram de 2,2 ± 0,8 e de orientação para a tarefa de 4,4 ± 0,4. Conclui-se que os atletas de Badminton deste estudo apresentam resultados semelhantes a jogadores de elite de outros países. Relativamente às vias metabólicas, conclui-se que o jogador português tem capacidade razoável de potência aeróbia, potência mecânica máxima e potência mecânica média. A estabilidade da articulação do joelho está de acordo com os valores de referência. É ainda possível concluir que o jogador de Badminton de elite português tem uma orientação para a tarefa, no que diz respeito à realização dos objectivos.