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Estudos de Validação do Questionário do Ajustamento Interparental – versão Filhos (QAI-F)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A parentalidade constitui um dos desafios mais exigentes da vida adulta. Com o crescente número de divórcios nas últimas décadas, a avaliação psicológica forense no âmbito da parentalidade tem ganho uma importância cada vez maior, particularmente na averiguação da capacidade e competências parentais. Neste contexto de avaliação, tem aumentado o número de instrumentos psicométricos que se focam na parentalidade, mas são escassos os que pretendem avaliar a qualidade do ajustamento entre pais, no exercício da parentalidade. Este estudo pretende contribuir para colmatar esta escassez, tendo por objetivo a construção e validação de um instrumento para a população portuguesa, o Questionário do Ajustamento Interparental, especificamente numa versão para filhos (QAI-F).O presente estudo tem por base uma amostra da população geral (N = 100), com participantes com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos. Procurou-se apurar as qualidades psicométricas do QAI- F ao nível da precisão, especificamente da consistência interna, e da validade de construto através da análise fatorial, e estabelecer as medidas de tendência central e de dispersão. Analisou-se ainda a influência das variáveis sexo e idade nos resultados obtidos no QAI-F. Os resultados indicam qualidades psicométricas muito boas ao nível da consistência interna e a estrutura fatorial resultou na identificação de dois fatores comuns tendo por referência as respostas ao pai e à mãe, nomeadamente Cooperação e Suporte e Conflito Interparental. Nos resultados, o teste t-student para amostras independentes tendo por referência o pai e a mãe, não indicou diferenças estatisticamente significativas quando consideradas as variáveis sexo e idade dos filhos. O teste t-student para amostras emparelhadas revelou diferenças estatisticamente significativas nos resultados entre pai e mãe, com valores superiores reportados tendo por referência o pai.
Autores principais:Simões, Inês Fernandes
Assunto:Parentalidade Divórcio Ajustamento interparental avaliação psicológica qualidades psicométricas Parenting Divorce Interparental adjustment psychological assessment psychometric qualities
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A parentalidade constitui um dos desafios mais exigentes da vida adulta. Com o crescente número de divórcios nas últimas décadas, a avaliação psicológica forense no âmbito da parentalidade tem ganho uma importância cada vez maior, particularmente na averiguação da capacidade e competências parentais. Neste contexto de avaliação, tem aumentado o número de instrumentos psicométricos que se focam na parentalidade, mas são escassos os que pretendem avaliar a qualidade do ajustamento entre pais, no exercício da parentalidade. Este estudo pretende contribuir para colmatar esta escassez, tendo por objetivo a construção e validação de um instrumento para a população portuguesa, o Questionário do Ajustamento Interparental, especificamente numa versão para filhos (QAI-F).O presente estudo tem por base uma amostra da população geral (N = 100), com participantes com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos. Procurou-se apurar as qualidades psicométricas do QAI- F ao nível da precisão, especificamente da consistência interna, e da validade de construto através da análise fatorial, e estabelecer as medidas de tendência central e de dispersão. Analisou-se ainda a influência das variáveis sexo e idade nos resultados obtidos no QAI-F. Os resultados indicam qualidades psicométricas muito boas ao nível da consistência interna e a estrutura fatorial resultou na identificação de dois fatores comuns tendo por referência as respostas ao pai e à mãe, nomeadamente Cooperação e Suporte e Conflito Interparental. Nos resultados, o teste t-student para amostras independentes tendo por referência o pai e a mãe, não indicou diferenças estatisticamente significativas quando consideradas as variáveis sexo e idade dos filhos. O teste t-student para amostras emparelhadas revelou diferenças estatisticamente significativas nos resultados entre pai e mãe, com valores superiores reportados tendo por referência o pai.