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Património Arqueológico e Articulação Territorial: O Centro Hípico de Condeixa como rótula espacial

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Resumo:O desonvolvimento urbano, muitas vezes, acarreta um esquecimento e negligência dos sítios arqueológicos no seu enquadramento territorial. Neste sentido, a priorização do desenvolvi mento económico surge desassociada do aproveitamento da cultura patrimonial, não havendo margem para explorar as suas potencialidades. Sendo assim, poderá dizer-se que os elementos arqueológicos são considerados obstáculos, quando deveriam representar um recurso. Gera-se assim uma segregação espacial e paisagística entre a arqueologia e o desenvolvimento das cidades. A carência de infrasestruturas e espaços públicos que possibilitam a articulação entre realida des urbanas e, acima de tudo, a unificação do ambiente em que se inserem, contribui para o afastamento entre sítios arqueológicos e áreas urbanizadas. É importante reconhecer o valor destes locais como recursos turístivos e culturais, e o seu impacto nas áreas confinantes. Deste modo, poderá haver uma clara contribuição na busca da coesão territorial. A conservação do património pode ser um instrumento eficaz na qualificação do território e desenvolvimento económico e há que saber conciliar os interesses das cidades modernas com a inclusão dos sítios arqueológicos nesse meio.O presente trabalho tem como objetivo propor uma intervenção capaz de intensificar a rela ção entre Condeixa-a-Nova e Conímbriga, abrangendo, também, outras localizações à escala territorial. Este método apoia-se na inserção de programas que intensifiquem os elementos educativos, culturais, lúdicos e desportivos já presentes no local. Desta forma, destaca-se o potencial arqueológico e as suas vantagens no desenvolvimento social e económico. Sendo assim, é explorada uma abordargem holística que pretende ressaltar a importância da preserva ção do património como catalisador no desenvolvimento das áreas confinantes. A necessidade de criar novas relações e interpretações para Condeixa-a-Nova é iminente. Esta interpretação sugere um parque com continuidade no desenho urbano e o desenvolvimento de um novo centro hípico enquadrado na paisagem capaz de garantir uma mobilidade sustentável e criar relações à escala do território
Autores principais:Cancela, Gonçalo Rafael Alves
Assunto:Património Arqueológico Condeixa-a-Nova Conímbriga Articulação Centro Hípico Archaeological Heritage Condeixa-a-Nova Conímbriga Integration Equestrian Center
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O desonvolvimento urbano, muitas vezes, acarreta um esquecimento e negligência dos sítios arqueológicos no seu enquadramento territorial. Neste sentido, a priorização do desenvolvi mento económico surge desassociada do aproveitamento da cultura patrimonial, não havendo margem para explorar as suas potencialidades. Sendo assim, poderá dizer-se que os elementos arqueológicos são considerados obstáculos, quando deveriam representar um recurso. Gera-se assim uma segregação espacial e paisagística entre a arqueologia e o desenvolvimento das cidades. A carência de infrasestruturas e espaços públicos que possibilitam a articulação entre realida des urbanas e, acima de tudo, a unificação do ambiente em que se inserem, contribui para o afastamento entre sítios arqueológicos e áreas urbanizadas. É importante reconhecer o valor destes locais como recursos turístivos e culturais, e o seu impacto nas áreas confinantes. Deste modo, poderá haver uma clara contribuição na busca da coesão territorial. A conservação do património pode ser um instrumento eficaz na qualificação do território e desenvolvimento económico e há que saber conciliar os interesses das cidades modernas com a inclusão dos sítios arqueológicos nesse meio.O presente trabalho tem como objetivo propor uma intervenção capaz de intensificar a rela ção entre Condeixa-a-Nova e Conímbriga, abrangendo, também, outras localizações à escala territorial. Este método apoia-se na inserção de programas que intensifiquem os elementos educativos, culturais, lúdicos e desportivos já presentes no local. Desta forma, destaca-se o potencial arqueológico e as suas vantagens no desenvolvimento social e económico. Sendo assim, é explorada uma abordargem holística que pretende ressaltar a importância da preserva ção do património como catalisador no desenvolvimento das áreas confinantes. A necessidade de criar novas relações e interpretações para Condeixa-a-Nova é iminente. Esta interpretação sugere um parque com continuidade no desenho urbano e o desenvolvimento de um novo centro hípico enquadrado na paisagem capaz de garantir uma mobilidade sustentável e criar relações à escala do território