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Desenvolvimento de um Nanofluido Biodegradável para Libertação de Fármaco no Cérebro

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Resumo:Os sistemas de libertação localizada de fármaco são uma necessidade atual. A condução de nanopartículas de óxido de ferro até ao seu alvo através de um campo magnético aplicado é o princípio do desenvolvimento de nanopartículas superparamagnéticas de óxido de ferro (SPIONs) como novos veículos de libertação de fármaco. O principal objetivo deste trabalho foi desenvolver um nanofluido magnético biodegradável para libertação de fármacos no cérebro. Um sistema de libertação de fármaco alia a versatilidade associada ao superparamagnetismo das nanopartículas de óxido de ferro, com a sua capacidade de aumentar a adsorção de proteínas terapêuticas. O método de síntese – decomposição térmica, que cria estes SPIONs foi estudado e, diferentes procedimentos a partir deste método foram testados, de modo a melhorar o produto da reação e a aumentar a eficácia do sistema de libertação localizada de fármaco. Estes novos procedimentos avaliaram o efeito: da alteração do rácio inicial de oleilamina/éter benzílico (A, B e C), do tempo de crescimento dos nanocristais (A*, B* e C*), da adição de sementes no processo de síntese (A+A, B+B e C+C) e da quantidade de precursor (A(2x) e C(2x)) usado; nas características das nanopartículas obtidas. A estabilidade das suspensões de SPIONs e a sua capacidade de adsorver proteínas (BSA e α-caseína) foi também testado, assim como a citoxicidade dos SPIONs produzidos. O procedimento C(2x) revelou-se o mais promissor na síntese de SPIONs de altaqualidade e de tamanho controlado. Como era desejado, os testes de DLS, XRD e TEM exibiram um aumento nos tamanhos das partículas (~10 nm) para amostras obtidas por este procedimento. Apesar das análises recorrendo a espectroscopia de Mössbauer e XRD indicarem uma mistura de magnetite e maghemite, o conteúdo de magnetite foi também aumentado. Os resultados obtidos por VSM mostraram uma saturação de magnetização melhorada (68 emu/g a 300 K e 78 emu/g a 2 K) com os SPIONs obtidos pelo procedimento C(2x). Os testes de adsorção proteica nos SPIONs provaram que esta pode ser aprimorada, quando a relação de dependência entre a solução dispersiva e a proteína a ser adsorvida foi considerada. Os resultados obtidos na caracterização das várias amostras, parecem promissores na obtenção de um nanofluido magnético biodegradável de óxido de ferro para libertação de fármaco no cérebro. Contudo, estudos adicionais são ainda necessários de modo a melhorar o sistema de libertação de fármaco e avaliar a cinética de libertação do mesmo. Palavras-chave: SPIONs; libertação de fármaco; superparamagnetismo; adsorção proteica; nanofluido magnético biodegradável, TEM, XRD, espectroscopia de Mössbauer.
Autores principais:Santos, Paulo Henrique da Costa
Assunto:SPIONs libertação de fármaco superparamagnetismo adsorção proteica nanofluido magnético biodegradável SPIONs drug delivery superparamagnetism protein adsorption biodegradable magnetic nanofluid TEM XRD Mössbauer spectroscopy
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Os sistemas de libertação localizada de fármaco são uma necessidade atual. A condução de nanopartículas de óxido de ferro até ao seu alvo através de um campo magnético aplicado é o princípio do desenvolvimento de nanopartículas superparamagnéticas de óxido de ferro (SPIONs) como novos veículos de libertação de fármaco. O principal objetivo deste trabalho foi desenvolver um nanofluido magnético biodegradável para libertação de fármacos no cérebro. Um sistema de libertação de fármaco alia a versatilidade associada ao superparamagnetismo das nanopartículas de óxido de ferro, com a sua capacidade de aumentar a adsorção de proteínas terapêuticas. O método de síntese – decomposição térmica, que cria estes SPIONs foi estudado e, diferentes procedimentos a partir deste método foram testados, de modo a melhorar o produto da reação e a aumentar a eficácia do sistema de libertação localizada de fármaco. Estes novos procedimentos avaliaram o efeito: da alteração do rácio inicial de oleilamina/éter benzílico (A, B e C), do tempo de crescimento dos nanocristais (A*, B* e C*), da adição de sementes no processo de síntese (A+A, B+B e C+C) e da quantidade de precursor (A(2x) e C(2x)) usado; nas características das nanopartículas obtidas. A estabilidade das suspensões de SPIONs e a sua capacidade de adsorver proteínas (BSA e α-caseína) foi também testado, assim como a citoxicidade dos SPIONs produzidos. O procedimento C(2x) revelou-se o mais promissor na síntese de SPIONs de altaqualidade e de tamanho controlado. Como era desejado, os testes de DLS, XRD e TEM exibiram um aumento nos tamanhos das partículas (~10 nm) para amostras obtidas por este procedimento. Apesar das análises recorrendo a espectroscopia de Mössbauer e XRD indicarem uma mistura de magnetite e maghemite, o conteúdo de magnetite foi também aumentado. Os resultados obtidos por VSM mostraram uma saturação de magnetização melhorada (68 emu/g a 300 K e 78 emu/g a 2 K) com os SPIONs obtidos pelo procedimento C(2x). Os testes de adsorção proteica nos SPIONs provaram que esta pode ser aprimorada, quando a relação de dependência entre a solução dispersiva e a proteína a ser adsorvida foi considerada. Os resultados obtidos na caracterização das várias amostras, parecem promissores na obtenção de um nanofluido magnético biodegradável de óxido de ferro para libertação de fármaco no cérebro. Contudo, estudos adicionais são ainda necessários de modo a melhorar o sistema de libertação de fármaco e avaliar a cinética de libertação do mesmo. Palavras-chave: SPIONs; libertação de fármaco; superparamagnetismo; adsorção proteica; nanofluido magnético biodegradável, TEM, XRD, espectroscopia de Mössbauer.