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Álcool e cognição em idade geriátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O processo de produção de etanol é milenar, e desde então que as bebidas alcoólicas têm vindo a fazer parte do nosso quotidiano. Sabe-se hoje em dia que o consumo abusivo de álcool acarreta graves consequências para o indivíduo e para a sociedade. Existe evidência de uma forte correlação entre este padrão de consumo e alterações cognitivas significativas, modificação na estrutura e fisiologia cerebral e surgimento de patologias potencialmente fatais. Por outro lado, os efeitos desta molécula parecem ser dose-dependentes e, cada vez mais, surge nova evidência de que um padrão de consumo leve a moderado durante a idade geriátrica se associa a um efeito protector contra demência e défice cognitivo, assim como risco cardiovascular. Para o efeito desta revisão servi-me de diversos estudos publicados sobretudo entre 2000 e 2014, após pesquisa na base de dados PubMed. Estes estudos apresentaram resultados algo discrepantes, porém, as publicações mais recentes em que além de uma amostra mais idosa se utilizaram exames de estado mental para avaliação cognitiva dos grupos parecem ser cada vez mais unânimes em relação a este efeito benéfico do etanol. Contudo, é necessária mais informação acerca dos mecanismos neurobiológicos do álcool numa população envelhecida, assim como maior compreensão acerca do padrão óptimo de consumo que confere maior protecção da cognição no idoso.
Autores principais:Ferreira, João André dos Santos
Assunto:Álcool etilico Geriatria Cognição
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O processo de produção de etanol é milenar, e desde então que as bebidas alcoólicas têm vindo a fazer parte do nosso quotidiano. Sabe-se hoje em dia que o consumo abusivo de álcool acarreta graves consequências para o indivíduo e para a sociedade. Existe evidência de uma forte correlação entre este padrão de consumo e alterações cognitivas significativas, modificação na estrutura e fisiologia cerebral e surgimento de patologias potencialmente fatais. Por outro lado, os efeitos desta molécula parecem ser dose-dependentes e, cada vez mais, surge nova evidência de que um padrão de consumo leve a moderado durante a idade geriátrica se associa a um efeito protector contra demência e défice cognitivo, assim como risco cardiovascular. Para o efeito desta revisão servi-me de diversos estudos publicados sobretudo entre 2000 e 2014, após pesquisa na base de dados PubMed. Estes estudos apresentaram resultados algo discrepantes, porém, as publicações mais recentes em que além de uma amostra mais idosa se utilizaram exames de estado mental para avaliação cognitiva dos grupos parecem ser cada vez mais unânimes em relação a este efeito benéfico do etanol. Contudo, é necessária mais informação acerca dos mecanismos neurobiológicos do álcool numa população envelhecida, assim como maior compreensão acerca do padrão óptimo de consumo que confere maior protecção da cognição no idoso.