Publicação
Territórios, recursos naturais e salinas. As técnicas tradicionais de produção de sal e a sua valorização patrimonial e turística. O caso da Salina Municipal do Corredor da Cobra (Núcleo Museológico do Sal), Figueira da foz
| Resumo: | O presente relatório é o resultado de um estágio realizado no Núcleo Museológico do Sal (dependência cultural do Museu Municipal Dr. Santos Rocha) inserido na Salina Municipal do Corredor da Cobra, na freguesia de Lavos (Figueira da Foz) . Pretende-se apresentar o estudo dos instrumentos de produção de sal (que apesar de contemporâneos configuram protótipos que remontarão pelo menos ao período medieval), bem como a valorização turística e patrimonial das salinas, estudando-se o caso de sucesso do Núcleo Museológico do Sal. Directamente relacionado com o estudo dos instrumentos, apresentam-se os métodos e técnicas artesanais de produção de sal, bem como as infra-estruturas onde esta se desenvolve. Neste sentido, analisam-se os vários compartimentos, canais de derivação de água e as divisórias que compõem as salinas, direccionando-se, a análise para a Salina Municipal do Corredor da Cobra . Para concretizar este estudo, realizou-se um pequeno trabalho de campo (etnográfico) culminando na recolha de alguns depoimentos de marnotos, no activo, no salgado da Figueira da Foz . De modo a corroborar a importância do sal em Portugal, bem como a antiguidade da sua exploração, expõem-se algumas fontes documentais, que atestam a presença de salinas desde período medieval, particularmente desde 929, data da primeira referência escrita conhecida até à data . O estudo do sal do ponto de vista da Arqueologia não é fácil, uma vez que esta actividade desenvolve-se em estruturas laboradas com materiais perecíveis, o que dificulta o registo arqueológico, pelo que na área em estudo não se conseguem datar as primitivas infra-estruturas salícolas devido à constante reutilização e laboração das mesmas. Todavia, em outras regiões portuguesas e espanholas, conhecem-se evidências de infra-estruturas salícolas (elaboradas com materiais mais resistentes) que remontam ao período medieval e sobretudo no período romano. Para esta época, alude-se às fábricas de preparação de preparados piscícolas, relacionadas, claramente, com a produção de sal. Na Península Ibérica, o registo arqueológico da exploração de sal remete também para a Pré-História e Proto-História, embora a mesma ocorresse em “moldes” um pouco distintos como se demonstrará, no presente trabalho que pretende abordar o sal e as salinas na perspectiva da Arqueologia, particularmente sobre o olhar da Etno-arqueologia.Por ser uma área difícil de estudar, o estudo do sal e das salinas tem sido menosprezado do ponto de vista da arqueologia. Deste modo, pretende-se também demonstrar que o mesmo é possível, apesar do registo arqueológico não permitir a datação das infra-estruturas salícolas. |
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| Autores principais: | Quitério, Natália Fidalgo |
| Assunto: | Figueira da Foz Núcleo Museológico do Sal Sal Salinas Instrumentos de produção de sal Figueira da Foz Salt Museological Nucleus Salt Salt pans salt production tools |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | O presente relatório é o resultado de um estágio realizado no Núcleo Museológico do Sal (dependência cultural do Museu Municipal Dr. Santos Rocha) inserido na Salina Municipal do Corredor da Cobra, na freguesia de Lavos (Figueira da Foz) . Pretende-se apresentar o estudo dos instrumentos de produção de sal (que apesar de contemporâneos configuram protótipos que remontarão pelo menos ao período medieval), bem como a valorização turística e patrimonial das salinas, estudando-se o caso de sucesso do Núcleo Museológico do Sal. Directamente relacionado com o estudo dos instrumentos, apresentam-se os métodos e técnicas artesanais de produção de sal, bem como as infra-estruturas onde esta se desenvolve. Neste sentido, analisam-se os vários compartimentos, canais de derivação de água e as divisórias que compõem as salinas, direccionando-se, a análise para a Salina Municipal do Corredor da Cobra . Para concretizar este estudo, realizou-se um pequeno trabalho de campo (etnográfico) culminando na recolha de alguns depoimentos de marnotos, no activo, no salgado da Figueira da Foz . De modo a corroborar a importância do sal em Portugal, bem como a antiguidade da sua exploração, expõem-se algumas fontes documentais, que atestam a presença de salinas desde período medieval, particularmente desde 929, data da primeira referência escrita conhecida até à data . O estudo do sal do ponto de vista da Arqueologia não é fácil, uma vez que esta actividade desenvolve-se em estruturas laboradas com materiais perecíveis, o que dificulta o registo arqueológico, pelo que na área em estudo não se conseguem datar as primitivas infra-estruturas salícolas devido à constante reutilização e laboração das mesmas. Todavia, em outras regiões portuguesas e espanholas, conhecem-se evidências de infra-estruturas salícolas (elaboradas com materiais mais resistentes) que remontam ao período medieval e sobretudo no período romano. Para esta época, alude-se às fábricas de preparação de preparados piscícolas, relacionadas, claramente, com a produção de sal. Na Península Ibérica, o registo arqueológico da exploração de sal remete também para a Pré-História e Proto-História, embora a mesma ocorresse em “moldes” um pouco distintos como se demonstrará, no presente trabalho que pretende abordar o sal e as salinas na perspectiva da Arqueologia, particularmente sobre o olhar da Etno-arqueologia.Por ser uma área difícil de estudar, o estudo do sal e das salinas tem sido menosprezado do ponto de vista da arqueologia. Deste modo, pretende-se também demonstrar que o mesmo é possível, apesar do registo arqueológico não permitir a datação das infra-estruturas salícolas. |
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