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The Impostor Phenomenon in General Practice Residents in Central Portugal

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Resumo:Introdução: O Fenómeno do Impostor (FI) caracteriza indivíduos incapazes de reconhecer o seu sucesso, atribuindo-o à sorte ou assumindo que foi um erro. Estes indivíduos são propensos a desenvolver problemas de saúde mental, como distress, ansiedade e depressão. O FI é mais frequentemente associada a indivíduos com elevado sucesso académico e profissional, tais como estudantes de medicina e profissionais de saúdeObjetivos: Determinar a prevalência do FI nos internos de Medicina Geral e Familiar (MGF), no centro de Portugal, do 1º ao 4º ano de internato, em 2022, em função do género e ano de internato. A relação entre o FI, distress, ansiedade, depressão e satisfação com a média do internato também foram estudadas.Métodos: Num estudo de observação transversal foi aplicado um questionário através de formulários Google com as escalas CIPS e PHQ-4 e as perguntas de contexto: género, ano de internato, satisfação com a média do internato e os últimos dígitos do número de telefone. O link para responder foi enviado pela Direção da Região Centro de Portugal para os e-mails pessoais. A resposta só era possível se a caixa de consentimento informado fosse assinalada. Foram realizadas estatísticas descritivas e inferenciais com os dados obtidos.Resultados: Numa amostra de conveniência 62 (69,7%) de 89 participantes, por não cumprimento de critérios de inclusão, 12,9% experimentavam poucos, 22,6% moderados, 43,5% frequentes e 21% intensos sentimentos de impostor, com os níveis significativamente mais elevados na mulher, p=0.036. A correlação de Spearman foi muito fraca e não significativa, ρ=0.085, p=0.511.Discussão: É necessário reconhecer e gerir o FI, por métodos a nível individual e institucional. Mais estudos devem ser realizados sobre a prevalência de FI em médicos e sobre como gerir esse sentimento de impostorConclusão: FI com uma pontuação igual ou superior a moderada foi detetada em 87,1% dos internos. As mulheres são mais afetadas.Encontrou-se correlação entre o FI e a média do internato. Não se verificaram correlações entre o FI, distress, ano de internato. Palavras-chave: Fenómeno do Impostor, CIPS, Internos de MGF, PHQ-4.ORCID:0009-0006-4600-3719
Autores principais:Pereira, Ana Pilar Gonçalves dos Santos Rebelo
Assunto:Fenómeno do Impostor CIPS Internos MGF PHQ-4 Impostor Phenomenon CIPS General practice residents PHQ-4
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: O Fenómeno do Impostor (FI) caracteriza indivíduos incapazes de reconhecer o seu sucesso, atribuindo-o à sorte ou assumindo que foi um erro. Estes indivíduos são propensos a desenvolver problemas de saúde mental, como distress, ansiedade e depressão. O FI é mais frequentemente associada a indivíduos com elevado sucesso académico e profissional, tais como estudantes de medicina e profissionais de saúdeObjetivos: Determinar a prevalência do FI nos internos de Medicina Geral e Familiar (MGF), no centro de Portugal, do 1º ao 4º ano de internato, em 2022, em função do género e ano de internato. A relação entre o FI, distress, ansiedade, depressão e satisfação com a média do internato também foram estudadas.Métodos: Num estudo de observação transversal foi aplicado um questionário através de formulários Google com as escalas CIPS e PHQ-4 e as perguntas de contexto: género, ano de internato, satisfação com a média do internato e os últimos dígitos do número de telefone. O link para responder foi enviado pela Direção da Região Centro de Portugal para os e-mails pessoais. A resposta só era possível se a caixa de consentimento informado fosse assinalada. Foram realizadas estatísticas descritivas e inferenciais com os dados obtidos.Resultados: Numa amostra de conveniência 62 (69,7%) de 89 participantes, por não cumprimento de critérios de inclusão, 12,9% experimentavam poucos, 22,6% moderados, 43,5% frequentes e 21% intensos sentimentos de impostor, com os níveis significativamente mais elevados na mulher, p=0.036. A correlação de Spearman foi muito fraca e não significativa, ρ=0.085, p=0.511.Discussão: É necessário reconhecer e gerir o FI, por métodos a nível individual e institucional. Mais estudos devem ser realizados sobre a prevalência de FI em médicos e sobre como gerir esse sentimento de impostorConclusão: FI com uma pontuação igual ou superior a moderada foi detetada em 87,1% dos internos. As mulheres são mais afetadas.Encontrou-se correlação entre o FI e a média do internato. Não se verificaram correlações entre o FI, distress, ano de internato. Palavras-chave: Fenómeno do Impostor, CIPS, Internos de MGF, PHQ-4.ORCID:0009-0006-4600-3719