Publicação
Caminhar urbano e vivências imprevistas
| Resumo: | Caminhar na cidade constitui um anacronismo numa cultura urbana que promove a velocidade da deslocação. Esta deslocação rápida dos sujeitos é geradora de um modo distraído dos territórios urbanos e das relações que nele se operam. No século XX, existiram várias tentativas de contrariar esta situação (Dada, Surrealistas, Situacionistas, flânerie). Todas procuram aproximar-se e reconhecer a presença de outras culturas e modos de existência. Só se consegue reconhecer a diversidade caminhando a cidade devagar. Essa caminhada pode gerar relações inesperadas em público que vão desde as solidariedades espontâneas até ao reconhecimento de desigualdades e racismos. Tudo clama pela centralidade da rua, o que pode ser comprovado através de uma caminhada pelas ruas e praças de Lisboa. |
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| Autores principais: | Fortuna, Carlos |
| Assunto: | Cidade Lentidão Caminhada Diversidade City Slowness Walking Diversity |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Caminhar na cidade constitui um anacronismo numa cultura urbana que promove a velocidade da deslocação. Esta deslocação rápida dos sujeitos é geradora de um modo distraído dos territórios urbanos e das relações que nele se operam. No século XX, existiram várias tentativas de contrariar esta situação (Dada, Surrealistas, Situacionistas, flânerie). Todas procuram aproximar-se e reconhecer a presença de outras culturas e modos de existência. Só se consegue reconhecer a diversidade caminhando a cidade devagar. Essa caminhada pode gerar relações inesperadas em público que vão desde as solidariedades espontâneas até ao reconhecimento de desigualdades e racismos. Tudo clama pela centralidade da rua, o que pode ser comprovado através de uma caminhada pelas ruas e praças de Lisboa. |
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